Aqui procurarei depositar retalhos de Estórias e da História de Mossâmedes (Moçâmedes, actual Namibe), uns, resgatados às páginas de antigos livros e documentos retirados das prateleiras de alfarrabistas, ou rebuscados no interior de bibliotecas, reais e virtuais... e ainda outros, fundados em testemunhos de vivos e experiências vividas. Porque é nas estórias e na História, naquilo que de melhor ou pior aconteceu, que devemos, todos, portugueses e angolanos, europeus e africanos, buscar ensinamentos, para que, não repetindo os erros do passado, sejamos capazes de nos relançar e progredir no futuro, enquanto pessoas e cidadãos. Citando o Padre Ruela Pombo (*): "Os mortos guiam os vivos!... É verdade: sem freio nem chicote...O passado impõe-se ao presente, e garante o futuro.O homem egoísta é inimigo do verdadeiro Progresso e prejudicial à Sociedade. É esta a minha ...ilusão!"



(*) in
“Paulo Dias de Novais e a Fundação de Luanda – 350 anos depois...”, 2 de Dezembro de 1926 – Arquivo Histórico Ultramarino, Lisboa, Portugal












quinta-feira, 31 de maio de 2007

Luz Soriano, promotor da colonização de Mossãmedes

 


Simão José da Luz Soriano, num quadro que no tempo colonial se encontrava exposto
no Salão Nobre dos Paços do Concelho do Distrito de Moçâmedes, em Angola.


Simão José da Luz Soriano (n.2 de setembro de 18059, Bacharel formado em medicina pela Universidade de Coimbra, oficial-mor graduado no Ministério da Marinha, chefe da secção de marinha, deputado, escritor, historiador e jornalista, etc., foi um esforçado e caloroso promotor da colonização de Moçâmedes (Mossãmedes, hoje cidade do Namibe). De origem humilde, aos dois anos de idade ficou sem pai, que emigrou para o Brasil e dele não mais se tivera noticias, tendo sua mãe carente de meio, conseguido que fosse admitido na Casa Pia de Lisboa, onde cursou e concluiu os estudos de instrução primaria. Estava-lhe então destinada a aprendizagem dum ofício mecânico, mas o futuro historiador, que já nesse tempo mostrava certa força de vontade, pôde conseguir, depois de ter estudado gramática latina, matricular-se na antiga  Academia Real de Marinha, onde logo no exame do primeiro ano foi contemplado com o prémio pecuniário, endo o administrador da Casa Pia proposto ao intendente geral de polícia, o ingresso  do jovem na Universidade de Coimbra a expensas do cofre da intendência, no que obteve a concordância do então ministro do reino, marquês de Palmela. Após os exames preparatórios, matriculou-se no primeiro ano de matemática como estudante ordinário, e no de filosofia como estudante obrigad tendo concluido o primeiro e o segundo ano destas faculdades, e premiado no segundo ano de matemática. Continuado o terceiro do curso, 1827 a 1828, foi obrigado a interromper os estudos, devido à guerra civil que então se declarou, tendo rebentado no Porto em 16 de maio de 1828 o grito liberal, proclamando pela segunda vez os princípios liberais de 1820.  Emigrou em 1828 quando do golpe miguelista devido, tendo seguido em 1829 para a Terceira - quartel general do exército liberal - onde exerceu o jornalismo político. Mais tarde, em 1832, regressou a Portugal com D.Pedro IV, inserido no grupo dos "Bravos do Mindelo",  e iniciou uma longa e relevante carreira na Secretaria da Marinha e Ultramar. Em 1842 voltou à Universidade, e formou-se em  bacharel na Medicina, obtendo por fim informações distintíssimas em literatura.

Já desde a sua permanência na ilha Terceira, graças ao seu mérito literário, fora empregado ao serviço do ministério da Marinha, onde continuou a pertencer, e para onde voltou quando concluiu os estudos, sendo alguns anos depois nomeado chefe daquela repartição, cargo que exerceu sempre com o maior zelo e inteligência, tendo prestado os mais relevantes serviços para a organização da colónia de Moçâmedes; para se consolidar o domínio português no porto de Ambriz, de que a Inglaterra pretendia assenhorear-se. Luz Soriano fora eleito deputado pela província de Angola em 1853, sendo reeleito nas seguintes legislaturas, e sobre a referida questão pronunciou um veemente discurso, onde ficaram patentes os seus conhecimentos práticos do ultramar, sustentando os nossos direitos sobre aquela colónia, que foi publicado, além do Diário da Câmara, no Diário do Governo, de 13 de julho de 1853, e traduzido em inglês por ordem do embaixador de Inglaterra, em Portugal, que o enviou para o seu governo. Está inserto na colecção das peças oficiais, que o governo britânico anualmente publicava acerca do tráfico da escravatura, para ser apresentado no parlamento. Na referida colecção se encontra a pág. 407 do vol. de 1 de abril de 1853 a 31 de março de 1854, com o título de classe B: Correspondence with British Ministers and Agents in foreign countries, and witlh foreign Ministers in England, relating to the slave trade. A Inglaterra afinal desistiu das suas pretensões, ficando assim terminada uma pendência de tão elevado alcance.

Luz Soreano veio a ser reformado em julho de 1867, tendo-se entregue com mais afinco à vida de escritor, e sido ancarregado pelo governo  de escrever a História da Guerra Civil e do Estabelecimento do Governo Parlamentar em Portugal,  em 17 volumes, incluindo numerosa colecção de documentos de muito valor. A obra é dividida em 3 épocas, num toal de 17 volumes. A História do cerco do Porto, é também uma obra colossal, uma das glórias de Luz Soriano. Luz Soriano escreveu ainda a História do reinado de D. José e da administração do marquês de Pombal, 2 volumes, Lisboa, 1867; Poesias diversas de Simão José da Luz, Angra, 1832; Folhinha da Terceira para o ano de 1832, bissexto, Angra, 1832; foi editor desta publicação e um dos seus colaboradores; o barão de Humboldt, em 1836, procurou com empenho um exemplar para a biblioteca real de Berlim; “Memória sobre os sertões e a costa ao sul de Benguela na província de Angola, escrita sobre documentos oficiais, que existem na Secretaria do Estado dos Negócios de Marinha”, saiu nos Anais Marítimos e Coloniais, série 6.ª,1846; n.º 3, pág. 73 e seguintes; “Memória concernente a sustentar a opinião dos que julgam contagiosa a cólera-morbo epidémica”, saiu no Diário do Governo, de 7 de março de 1848; foi suscitada pela questão que a esse respeito se levantou nas nossas sociedades médicas, por ocasião de ser invadida a Europa segunda vez por aquela epidemia; Artigo necrológico, consagrado à memória do sr. Francisco de Assis Morais Cardoso, guarda-mor da saúde no porto de Belém, saiu no Diário do Governo, de 2 de dezembro, 1848; Outro dito à memória do conselheiro Pedro Alexandrino da Cunha, capitão de mar-e-guerra, que em 6 de julho de 1850 faleceu, sendo governador de Macau, no Diário do Governo, de 3 de outubro 1850; A Quadrilha dos Srs. António Rodrigues Sampaio, Francisco Tavares de Almeida, António Pedro de Carvalho, e António dos Santos Monteiro, ou duas cartas ao redactor da Imprensa e Lei com uma introdução sobre a defesa do deputado por Angola Simão José da Luz, Lisboa, 1854; O depoimento do Sr. oficial-mor «Cravalho» na Comissão de inquérito, acompanhado de alguns apontamentos biográficos para quem se dedicar a escrever a vida de tão notável contemporâneo, Lisboa, 1856; o comentário deste, e do antecedente opúsculo, que versam ambos principalmente sobre assuntos de interesse pessoal, acha-se nas Revelações da minha vida, do mesmo autor, de pág. 591 a 616; Necrologia do padre Inácio da Purificação, bibliotecário que foi da livraria do real Paço de Mafra; saiu no Diário do Governo de 2 de maio de 1855; Utopias desmascaradas do sistema liberal em Portugal, Lisboa, 1858; Revelações da minha vida, e memorial de alguns factos e homens meus contemporâneos, Lisboa, 1860; além da exposição verídica e documentada dos factos da vida, ligados na maior parte às vicissitudes políticas por que o país tem passado desde 1820 em diante o autor intercalou na sua narrativa alguns capítulos curiosos, e puramente históricos, que não são de certo os menos interessantes da obra, como o capitulo 3.º que de pág. 68 a 297 compreende a história antiga e moderna de Coimbra e da sua Universidade, com o catálogo completo dos reitores, acompanhado de notícias biográficas; e o capitulo 8.º, de pág. 470 a 508, contendo uma discrição geográfica das ilhas dos Açores, etc. Introdução à segunda época do estabelecimento do governo parlamentar, Lisboa, 1870; Tratado de Lourenço Marques negociado pelo sr. João de Andrade Corvo, e observações sobre o referido tratado, Lisboa, 1880; Vida do marquês de Sá da Bandeira, 2 volumes. Escreveu também O Relatório, que pela secção do ultramar o ministro da marinha apresentou às cortes em março de 1859, e várias outras peças oficiais.

A vida de Simão José da Luz Soriano decorreu sempe na mais rigorosa economia, e conseguiu reunir uma importante fortuna, endo ainda em vida doado à câmara municipal de Lisboa, das suas casas, com reserva do usufruto, para uma aula pública de instrução primária, e a quantia de 8.000$000 réis, para que a rua onde as mesmas casas estão situadas, antes rua do Carvalho, passasse a denominar-se Rua Luz Soriano.
Subscreveu várias subscriçóes nacionais, contribuiu  para o monumento erigido à memória do marquês de Sá da Bandeira, e no seu testamento dotou a Casa Pia com várias propriedades e ainda com fundos suficientes, para que entre os alunos se escolhessem três dos mais distintos em talento e aplicação, para irem com uma mensalidde, frequentar a Universidade de Coimbra,  perpetuamente, incumbindo a Misericórdia de Lisboa de fiscalizar o cumprimento das condições desse legado. Dotou também a Misericórdia de Coimbra com fundos suficiente para se escolherem três menores que manifestassem talento e dedicação ao estudo, para serem subsidiados com igual mesada, para poderem frequentar os estudos superiores. Contemplou grande número de estabelecimentos de beneficência ; deixou bastantes esmolas a  famílias pobres, e dinheiro para levantar um monumento a Afonso de Albuquerque, o que mais arde se realizou em Belém, inaugurando-se solenemente em 3 de outubro de 1902; providenciou com relação aos túmulos de Camões e Vasco da Gama, na igreja de Belém; deixou dotes para o casamento de donzelas pobres. A sua morte, em 18 Agosto 1891 foi muito sentida, e o funeral muito concorrido. À beira do túmulo, o Dr. Carlos da Costa Pereira Mendes, de Tomar, pronunciou um eloquente discurso, que o Diário Ilustrado de 21 de agosto de 1891 publicou.





Qual a relação de Luz Soriano com Moçâmedes (Mossâmedes/Namibe)?
 

Encontrava-se, pois, Luz Soriano a exercer as funções de chefe da Repartição de Angola no Ministério do Ultramar quando teve conhecimento que em 13 de Julho de 1848, o português fixado em Pernambuco, Bernardino Freire de Figueiredo Abreu e Castro, tinha dirigido um Memorial ao Governo de Portugal descrevendo a situação dos seus compatriotas perseguidos naquela ex-colónia pela revolução praeira, e informando que muitos deles estavam interessados em transferir-se para outro sítio, onde tremulasse a bandeira portuguesa e onde pudessem fundar uma colónia agrícola.

Anos antes, Luz Soriano havia encontrado no arquivo da Secretaria do Ministério do Ultramar, um ofício  assinado pelo Barão de Mossâmedes descrevendo a exploração da costa e sertões meridionais da Província de Angola, assunto que lhe tinha despertado interesse, bem como as informações posteriores que recebera, provenientes dos Governadores Gerais, Manuel Eleutério Malheiros e José Xavier Bressane Leite. A
pesar da simples condição de chefe de uma Repartição do Estado, foi compenetrado da alta importância das regiões exploradas, que resolveu elaborar uma Memória descritiva do porto  de Moçâmedes (Mossâmedes-Namibe), as suas vantagens para a navegação e comércio,  a salubridade do seu clima, e a fertilidade dos sertões limítrofes,  a fim de expôr ao Ministro Visconde de Castro a necessidade de, com aquele grupo interessado de colonos, se fundar em Mossâmedes, no Sul de Angola, uma colónia agrícola, e tão activamente se empenhou junto do Ministro que este colocou a seu cargo a colonização do Distrito. 

  Os transcendentes serviços, que tenho prestado ao estado, vão ainda além do impulso, que dei á citada occupacão do Ambriz. Se valiosos foram esses serviços sobre este objecto, não o foram menos quanto á fundação, e estabelecimento da actual colonia agricola de Mossãmedes.

...Desde 1842 empreguei quantas diligencias estavam ao meu alcance para chamar sobre a antiga Angra do Negro a consideração do governo, não sendo menos, energicas as que tambem fiz para lhe attrair a do publico, excitando os especulações dos particulares, que lá se quizessem ir estabelecer. Por causa de uma memoria minha, publicada nos Annaes Maritimos e Coloniaes, escolheram muitos dos portuguezes, residentes em Pernambuco, o porto de Mossãmedes para irem nelle fundar uma colonia agricola.

 (Essa Memória foi publicada no nr. 3, 6ª série da colecção de 1846 dos Anais Marítimos e Coloniais)
 
I
nclusivamente foi Luz Soriano quem indicou ao Ministro o nome do capitão-tenente António Sérgio de Sousa para primeiro Governador, tendo coordenado e redigido as instruções por que se havia de regular o governador na Comissão para que fora nomeado.  Foi então que de Portugal foram mandados, para garantir os portugueses do Recife, dois brigues de guerra, o Douro e o Vila Flor,  bem como instruções para facilitar a transferência e o estabelecimento dos emigrantes para Mossâmedes. 

O Diário de Pernambuco de 31 de Janeiro de 1849 publicou um edital, datado de 29, pelo qual o Cônsul de Portugal, Joaquim Batista Moreira, como presidente de uma comissão especial (criada no Recife em 26.XII.1848 composta por Bernardino Freire de Figueiredo Abreu e Castro, Ângelo Francisco Carneiro, Bernardo de Oliveira Melo e Miguel José Alves, secretário) comunicava que o governo concedia as seguintes facilidades a todos os que se quisessem transferir-se para a África : passagem e sustento à custa do Estado, inclusive às famílias, transporte para móveis e objectos pessoais, instrumentos artísticos ou agrícolas e  sementes, terrenos na colónia a ser fundada, e uma mensalidade durante os 6 primeiros meses após a chegada ali. Mas havia o problema  da falta de mão de obra indígena para os trabalhos na agricultura... E para o suprir, mais uma vez é Luz Soriano quem avança com a sugestão, em «Revelações da Minha Vida» , bem assim como em relação à consequente segurança da baía:


D'uma grande somma des escravos , apresados a bordo do brigue brasileiro «Caçador», ordenou-se, a 04 de Agosto de de 1844 que cincoenta casaes marchassem como libertos para Mossãmedes a fim d'alli se empregarem em trabalhos de agricultura. Mais ordenou em 22 d'aquelle mez que em Mossãmedes se organisasse uma companhia de linha debaixo do mesmo plano, que a dos mais presidios da provincia, devendo entrar nella não somente brancos, mas tambem homens de côr.  Semelhante memoria fora elaborada por mim na idéa de fazer conhecido aquelle porto, a salubridade do seu clima, e as favoraveis disposições, para assumir em breve tempo a importancia agricola, e commercial, que já hoje tem, e que dentro em poucos annos muito maior será, como promette. É portanto claro que as vantagens, que tem resultado, feio ds resuttar a Portugal da colónia agricola de Mossãmedes são filhos de muito trabalho, e de muito estudo.


Desde 1836 o General Sá da Bandeira havia decretado a abolição do tráfico de escravos que durante mais de 3 séculos constituiu uma das molas fundamentais do capitalismo mercantil, fornecendo a mão-de-obra necessária às plantações do Novo Mundo.  Seriam agora os escravos libertados desses mesmos navios de trafico clandestino, por brigadas que patrulhavam a costa, sobretudo inglesas,  a serem distribuidos,  como mão de obra semi-escrava nos trabalhos de agricultura que iam ter início no sul de Angola.

Passarei a transcrever o ofício dirigido por Luz Soriano, em 28 de Setembro de 1860, à segunda Câmara de Moçâmedes (Mossâmedes/Namibe), à qual ofereceu um exemplar da primeira edição do livro «Revelações da Minha Vida»no qual relata alguns acontecimentos de que tomou parte ou de que teve conhecimento:

Ilustríssimos Senhores Presidentes e mais membros da Câmara Municipal de Mossãmedes:

Tendo ultimamente publicado uma obra em que se contêm os principais factos da minha vida, não podia deixar de mencionar entre eles a grande parte que tomei em fazer conhecido e povoado esse vasto esperançoso distrito, e com tanta mais razão, quanto é certo que tenho visto no Boletim do Conselho Ultramarino, alguns relatórios da Câmara dessa vila, relativos ao mesmo assunto, não achei neles uma só referência aos esforços que empreguei para aquele fim, como entendia de justiça dever acontecer. Todavia não me admirei disso, porque sempre na nossa terra quem mais faz menos merece. Julgando, não obstante, que à História desse Município podia ser útil o conhecimento de que a tal respeito publiquei, tomo a liberdade de lhe oferecer o incluso exemplar da obra a que acima me referi, tendo por título «Revelações da minha vida», esperando que me relevarão a ousadia da oferta.
Tenho, pois, a honra de me assinar
De Vossas Senhorias
mtº atento, venerador e obrigado
(a) Simão José da Luz Soriano



A Luz Soriano cabem, pois, como se vê, os "louros" de "promotor da colonização portuguesa no Sul de Angola".  Deixou vasta bibliografia histórica em que avultam as obras sobre o liberalismo português, as quais, mais pelo acervo de material que reúnem do que pelo seu valor científico, são fonte indispensável para o estudo da época.



Bibliografia consultada: 
1. «O Distrito de Moçâmedes nas fases da Origem e da Primeira Organização 1845-1859» de Manuel Júlio de Mendonça Torres MELLO, José Antonio Gonsalves de. Diario de Pernambuco. Recife, 15 abr., 1956. 
2.«Revelações da Minha Vida» de LUZ SORIANO (inclui referencias a Mossãmedes da pg 558 a 569)
O depoimento do sr. official maior Cravalho na commissão de inquerito ... 1856 Por Simão José da Luz Soriano, Antonio Pedro de Carvalho:


 


Mais sobre Luz Soreano AQUI 



Pede-se a quem eventualmente possa vir a reproduzir estes textos, o cuidado com a citação das fontes. 

 


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