Aqui procurarei depositar retalhos de Estórias e da História de Mossâmedes (Moçâmedes, actual Namibe), uns, resgatados às páginas de antigos livros e documentos retirados das prateleiras de alfarrabistas, ou rebuscados no interior de bibliotecas, reais e virtuais... e ainda outros, fundados em testemunhos de vivos e experiências vividas. Porque é nas estórias e na História, naquilo que de melhor ou pior aconteceu, que devemos, todos, portugueses e angolanos, europeus e africanos, buscar ensinamentos, para que, não repetindo os erros do passado, sejamos capazes de nos relançar e progredir no futuro, enquanto pessoas e cidadãos. Citando o Padre Ruela Pombo (*): "Os mortos guiam os vivos!... É verdade: sem freio nem chicote...O passado impõe-se ao presente, e garante o futuro.O homem egoísta é inimigo do verdadeiro Progresso e prejudicial à Sociedade. É esta a minha ...ilusão!"



(*) in
“Paulo Dias de Novais e a Fundação de Luanda – 350 anos depois...”, 2 de Dezembro de 1926 – Arquivo Histórico Ultramarino, Lisboa, Portugal












quarta-feira, 15 de agosto de 2007

Pescarias de Moçâmedes



Trata-se da flotilha que esperou  o 1º Governador de Moçâmedes, António Sérgio de Sousa, em 1859
 

Moçâmedes vista do mar, em 1914
 


Moçâmedes vista do mar, 1914. Por esta altura  aproximava-se o fim as Campanhas  Militares do Sul de Angola, que tiveram por objectivo a demarcação definitiva da fronteira sul, zona cobiçada por alemães do sudoeste africano,(Namibia),  e a submissão do autóctones revoltados



Foto bastante antiga, mostra-nos uma fase mais recuada da colonização pesqueira



VELHO PERGAMINHO

O Poente do Cacimbo pinta a oiro
O espelho da baía tremulante.
Voltam os barcos lá do mar distante,
E cada um, talvez, com seu tesoiro.

Sobre a falésia, ao longo do areal,
O velho casario empoeirado
Parece um quadro antigo, desbotado,
Que a névoa cobre com seu véu irreal...

E é a Torre do Tombo, á luz do poente,
Um pergaminho de longínquas eras,
Ali perdido, no areal dormente...

E os velhos pescadores, pelos portais,
A desafiar saudades e quimeras...
Falam de tempos que não voltam mais.

Dr. José Galvão Balsa


O morro visto mais de perto


As pescarias, na zona sul do morro da Torre do Tombo eram ainda bastante dispersas
 
 Morro, pescarias e furnas.  Foto de Missão hidrográfica, 1930-40. IICT
Morro, pescarias e furnas. Foto de Missão hidrográfica, 1930-40. IICT Ao fundo as célebres "furnas" ou "grutas" cavadas na rocha branda em tempos remotos pelos primeiros viajantes que por aqui passaram e aqui faziam "Aguada", antes de prosseguir caminho. Foi junto das grutas deste morro que foram encontradas as também célebres "inscrições"

Uma "furna" cavada em pleno morro onde os pescadores armazenavam as redes de pesca. Furnas. Imagem de Missão hidrográfica, 1930-40. IICT
Instalações pesqueiras Martins Pereira (Morgado). Imagem de Missão hidrográfica, 1930-40. IICT


Chamava-se a pescaria de João da Carma/pai de João Martins Pereira conhecida por «Morgados», (por ter pertencido noutros tempos, e por concessão régia, a essa família). Esta pescaria era a maior da zona, possuía grandes instalações com tanques de salga de peixe seca, instalações que subiam a encosta da falésia, onde ficava a meio, e ainda hoje se pode ver, a casa da família do proprietário. Esta pescaria possuía uma prolongada ponte que penetrava o mar como aqui se pode ver na foto que segue, a meio, o que permitia que os barcos encostassem para descarregar o peixe, mesmo em momentos de marés vazantes.  



 
Década de 1940
 
Pesca de arrasto Houve uma época em que o peixe entrava pela baía a dentro e era muio fácil capturar os cardumes juno a praia..
 
 1914
Década de 1940-50


Aqui vê-se nitidamente o conjunto das pescarias, da metade norte da baía, e na parte cimeira, a Avª Felner e seus edificios nobres, Palácio, Igreja, Hospital D Amélia, etc..
 

Década de 1940-50
 
Fotos fabulosas de um tempo que não volta mais mostram-nos várias perspectivas de Moçâmedes e da sua baía, tal como se apresentava até à década de 1950, quando ainda existiam as primitivas pescarias que foram sendo construídas a partir da chegada dos primeiros algarvios idos de Olhão, que  ali começaram a chegar a partir de 1861, e se estendiam desde uma zona mais a sul,  próxima da Ponta do Pau do Sul, até quase à base do morro onde assenta a Fortaleza de S. Fernando. 

Repare-se na profusão de barcos que povoam a baía: baleeiras de pesca à sacada de vários tamanhos e canôas de pesca à linha, todas ostentando os seus mastros com velas recolhidas; caiques, palhabotes, uma ou outra traineira, chatas (pequenos barcos a remos que transportavam os pescadores para as baleeiras), batelões, (barcos que levavam a carga para os navios), gasolinas (pequenos e bonitos barcos que transportávamos passageiros para os paquetes /navios que, vindos da Metrópole, a caminho de Moçambique e vice-versa, ficavam fundeados na baía, para embarcar/desembarcar passageiros ou carga.



 Vê-se nitidamente as instalações do antigo Sindicato da Pesca, (canto inferior direito) e respectiva ponte, onde ficava armazenado e por onde escoavam para o exterior as malas de peixe ali depositadas pelos proprietários das pescarias. Vê-se a meio e à direita, a Fábrica de Conservas Sociedade Oceânica do Sul, SOS, e respectiva ponte, fundada sob a designação de Fábrica Africana»,  em 1915 por Figueiredo e Almeida, destinada de início a enlatados dos legumes cultivados nos vales dos rios “Bero” e “Giraul” (as célebres “Hortas de Moçâmedes”), carne de vaca ou de porco e de peixe em salmouras e escabeche ou mesmo algumas semi-conservas de charcutaria, conf. consta do apontamento histórico «Pescas em Portugal-Ultramar», de António Martins Mendes (Faculdade de Medicina Veterinária de Lisboa), citando a obra do Dr. Carlos Carneiro, então Director dos Serviços Veterinários de Moçâmedes. Aliás, no topo das janelas da Fábrica Africana , encontrava-se escrito os produtos enlatados que ali se produziam: conservas de carnes salgadas, conservas em azeite (de atum, sarrajão, cavala, merma), conservas de fruta, conservas de escabeche, peixe fumado, etc., bem como símbolo da Fábrica, uma águia . (ver AQUI)

Mais na direcção da Fortaleza de S. Fernando vêem-se as pescarias  de Abano e Coimbra,  de Álvaro Laranja?, de Carambola, de Prisco (o único africano), de Viegas Ilha, ??,  de Manuel Cambuta.



Vêem-se os prédios da então Avenida Felner, avenida sobranceira ao mar que liga a Torre do Tombo ao "centro histórico",  onde ficam as edifícações nobres da cidade: Fortaleza, Palácio do Governador, Igreja Paroquial, Hospital D. Amélia com seus pavilhões laterais, mais tarde demolidos para dar lugar a edifício públicos modernos (Finanças, Associação Comercial e Governo do Distrito).Vêem-se também as vivendas de madeira que ali existiam, propriedade do Estado, onde viviam em meados do século XX os seguintes funcionários públicos e suas famílias: Rodrigues (enfermeiro), Bajouca , Alves (Chefe da Polícia), Cecílio Moreira (professor de Cultura Física da Escola de Prática de Pesca e Comércio), Freire (professor da escola primária). Ali perto ficava o edifício das Obras Públicas e Serviços de Viação. Ainda na Avenida Felner, mais à direita, vê-se a vivenda de João Martins Pereira e o prédio do mesmo proprietário onde ficava a Casa de Saúde do Sindicato dos Trabalhadores do Comércio de Moçâmedes.  Caminhando para a Torre do Tombo, vêem-se ainda as casas térreas de traça portuguesa onde moravam na mesma década as famílias de Aquino e  Martins Nunes. A seguir isolada, a loja de Jerónimo Russo , à qual segue-se a casa da familia Lisboa Frota e a de Joaquim Grade, seguindo-se a casa de Manuel Paulo, a de António Paulo (da Rita).



Ao centro a pescaria de Martina Pereira (João da Carma/Morgado/concessão régia) e respectiva ponte, bem como a casa da familia, morro acima, tendo em frente uma árvore que medrou aquela terra agreste.


As primitivas pescarias foram desmanteladas, após o lançamento em 1954, pelo PR Craveiro Lopes, da 1ª pedra para a construção do cais comercial e avenida marginal. Eram cerca de dúzia e meia. Lembro-me dos nomes de alguns proprietários destas pescarias, a começar pelas que ficavam mais próximas da Fortaleza até ás últimas, já perto da Ponta do Pau do Sul: Abano e Coimbra, Prisco (o único africano), Viegas Ilha, ??, Manuel Cambuta.
Entre este pequeno grupo de pescarias e o grupo mais a sul, ficavam a Fábrica de Conservas "Sociedade Oceânica do Sul". SOS, a antiga Fábrica Africana, Figueiredo e Almeida iniciada no ano 1915, e destinada a enlatados dos legumes cultivados nos vales dos rios “Bero” e “Giraul”), e ainda os Armazéns do Sindicato da Pesca e seus Derivados do Distrito de Moçâmedes. 


Caminhando no sentido da Ponta do Pau do Sul, para a zona então conhecida por «Pedras»,  eram as seguintes pescarias: Maurício Brazão (Pesca à linha) , Manuel Paulo (Pesca à linha) , António Paulo ou António da Rita (Pesca à linha), José Pedro dos Santos/Capagalos, pai de Cabôco (Pesca à linha), Legado Pereira da Cruz, Domingos Viegas Seixal, João Martins Pereira (João da Carma), Óscar de Almeida (pesca de sacada), Ondina Lda (Sociedade de Matos (CTT) e Rosa (do RCM, ou Rosa da Rádio),    João Lisboa (sacada), Eduardo (Anibal) Nunes Almeida (sacada), Virgilio Nunes Almeida, anteriormente do pais de ambos (sacada), Mário dos Anjos Almeida, anteriormente do sogro, José Bauleth (sacada). e finalmente a pescaria de Raul Pacheco. É claro estas são aquelas que recordo, mas havia outras. 


Demolidas foram também a ponte e as instalações do Grémio da Pesca, antigo Sindicato, do qual ficaram apenas as casas situadas bastante mais acima, mais próximas da Rua da Colónia Piscatória, a rua que dava acesso à Praia Amélia, na Torre do Tombo.  Eram cerca de dúzia e meia. 
 

Escaparam à demolição a Fábrica de Conservas Africana, mais tarde Sociedade Oceânica do Sul (SOS)


 Por aqui já andavam traineiras.. Estava-se em finais da década de 1940
 
Os estaleiros
Estaleiros. Década de 1940-50, Colecção Centenário.
Lá para a década de 1940 vieram as traineiraa... Estaleiros. Década de 1940-50








                               O morro, em 1956, quando das obras do cais

 


 Recordo-me daqueles anos em que decorreram os trabalhos que deram lugar à marginal e ao cais comercial. Estou a ver as pescarias a serem desmanteladas; as pontes a desaparecerem; a retirarem do mar junto à Fortaleza, aquilo que restava da sucata de um velho navio de ferro que ali se encontrava encalhado desde o século XIX ; os estaleiros de construção de barcos a serem desmantelados ; o terreno a ser aplainado ; as muralhas da marginal a serem construídas com enormes pedregulhos, lages e cimento, as dragagens, etc., etc...

O morro ou falésia da Torre do Tombo, na base do qual ficam as muitas «grutas» ou «furnas» que ali podem ser vistas ainda hoje, encontrava-se já em estado de avançada degradação, devido, por um lado, ao arenítico do terreno e à erosão a que têm estado sujeita ao longo dos tempo, e se acelerou quando dali foram retiradas toneladas de areia por ocasião das obas do cais acostável  e demolição das pescarias, e finalmente, porque, os posteriores habitantes da zona tem continuado a desnudá-la de terra, para ergueram as suas humildes habitações. 

Sobreviveram algumas das históricas «furnas» ou «grutas», não sobreviveram as  «famosas e também históricars «inscrições» porque estas , segundo Mendonça Torres, haviam sido danificadas com a construção das primitivas pescarias.
O porto de cais esteve para ser feito na zona do "Saco", mas o Estado entendeu que a zona mais próxima da Ponta do Pau do Sul era a mais indicada porque mais abrigada, não obstante ter que se manter a linha férrea após a construção da marginal. 
 Foi então que para indemnizar os proprietários de todas estas pescarias (cerca de dúzia e meia), o Estado português resolveu criar uma Fábrica no Saco do Giraúl, vocacionada principalmente para a indústria de farinhas e óleos de peixe, mecanizada, iniciativa considerada irrealista, e que não foi aceite pelos proprietários de menores recursos, detentores de pequenas pescarias familiares, habituados que estavam a trabalhar com peixe fresco e peixe seco, sem disporem de transporte próprio, uma vez que a mudança obrigava a grandes deslocações e era considerava não rentável. 
 O Estado português nesse projecto encontrava-se representado nas pessoas do Ministro do Ultramar, Governador Geral de Angola, Governador do Distrito (Vasco Nunes da Ponte) e ajudado pelo Grémio dos Industriais de Pesca do Distrito de Moçâmedes, e Banco de Angola mandou edificar uma Fábrica de Farinhas e óleos de peixe a eles destinada, tendo para o efeito formado entre todos uma sociedade, a "União dos Industriais de Pesca da Torre do Tombo".
Os poucos que aderiram a esta sociedade no Saco do Giraul, a "União dos Industriais de Pesca da Torre do Tombo", acabaram por não ter o sucesso esperado. Outros pegaram nas suas pequenas economias, não esperaram pelas indemnizações que nunca mais chegavam, nem nunca chegaram, e retiraram-se para o Canjeque, e zona do Canjeque junto da Praia Amélia, mais próxima das suas habitações na Torre do Tombo, e ali construiram as suas pescarias. Foi o caso de Aníbal e Virgilio de Almeida. Destes, Uns conseguiram bons resultados, outros nem tanto, pois a zona entre Canjeque e Praia Amélia onde se instalaram é uma zona não recomendável, e não tardou que as pescarias recentemente montadas acabassem fustigadas pelas célebres «calemas» do ano 1957? que lhes destruiu parte das pontes e instalações de salga. 
Os que resistiram à deslocalização preferiram manter as pequenas embarcações na baía, onde sempre estiveram, e dedicar-se à pesca à linha e ao estremalho, passando a vender o peixe em fresco para peixarias da cidade, e após a construção da estrada da Leba, também para a cidade de Sá da Bandeira (Lubango), e lá conseguiram ir sobrevivendo... 
Mas houve também aqueles que não conseguindo meios para avançar, acabaram na miséria, porque o Estado português não lhes indemnizou nem lhes garantiu para a velhice uma simples pensão de sobrevivência. 
O empreendimento «Projeque», no Canjeque, constituído um pouco mais tarde por alguns destes deslocalizados que se associaram para o efeito e se voltaram para aquela zona, foi inda assim, um dos empreendimentos que obteve maior sucesso, que de indústria de peixe seco evoluiu para a industrialização da farinha e óleos de peixe

Uma Fábrica no Saco do Giraúl, mecanizada, vocacionada principalmente para a indústria de farinhas e óleos de peixe , acabara por se revelar uma iniciativa irrealista que os pescadores de menores recursos não puderam aproveitar, ou seja, os detentores daquelas pequenas pescarias familiares, habituados a trabalhar com peixe fresco e peixe seco, sem transporte próprio, uma vez que a mudança obrigava a grandes deslocações. E os poucos que aderiram ao novo empreendimento no Saco do Giraúl, deslocalizados para fora da sua área,acabaram por não ter o sucesso esperado. 

Outros pegaram nas suas pequenas economias, não esperaram pelas indemnizações que nunca mais chegavam, e retiraram-se para o Canjeque, zona junto da Praia Amélia, mais próxima das suas habitações na Torre do Tombo, tendo alí construido as suas pescarias. Foi o caso de Virgílio Nunes de Almeida, e Aníbal Nunes de Almeida, para além de mais um ou outro cujos nomes nesta altura não recordo. Outros, resistiram à deslocalização, e preferiram, mantendo as suas pequenas embarcações na baía, dedicar-se à pesca à linha e ao estremalho (*) , e passaram a vender o peixe em fresco para as peixarias da cidade, e bastante mais tarde, após a construção dasestrada da Leba, também para a cidade de Sá da Bandeira (Lubango). E lá conseguiram ir sobrevivendo... Mas houve também aqueles que, não conseguindo meios para avançar, acabaram na miséria. Os poucos que aderiram ao novo empreendimento no Saco do Giraúl, deslocalizados para fora da sua área, acabaram por não ter o sucesso.
Muitos prejuízos tiveram os proprietários das pescarias que foram desmanteladas da década de 50; pequenos proprietários, cuja maioria dali retirava o suficiente para manter as suas famílias, pagar o preço dos parcos salários aos empregados, e quando muito ficar com algum para reinvestir e as melhorar, e que foram impedidos de continuar a trabalhar, obrigados a se deslocalizar para lugares distantes de suas casas.









O lançamento da 1ª pedra que deu início à construção do porto de cais aconteceu no dia 24.06.1954, por ocasião da visita do Presidente da República, General Francisco Higino Craveiro Lopes a Moçâmedes. 

 
O paquete Uíge, no dia da inauguração


 
 





Inauguração do 1º troço o cais comercial, em 1957
Inauguração do 1º troço o cais comercial, em 1957
Inauguração do 1º troço o cais comercial, em 1957
  
Já a inauguração do 1º troço foi efectuada em 24.05.1957, com a visita a Moçâmedes do Governador Geral de Angola, Tenente Coronel Horácio José de Sá Viana Rebelo, vindo no paquete Uíge.
Hoje esta zona da cidade apresenta-se completamente diferente. As pescarias foram demolidas na década de 1950, por força da construção do cais-acostável e da avenida marginal, a cidade modernizou-se, perdeu as característica de uma pequena cidade intrinsecamente piscatória num areal plantada, restando dessa fase hoje desaparecida, apenas recordações a ilustrar a memória figurativa da nossa terra.








texto por MariaNJardim
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(1)

A denominação S. Fernando, em homenagem a D. Fernando I, rei consorte, esposo de D. Maria II, que reinou em Portugal 1834 a 1853, portanto, na fase da fundação de Moçâmedes.

Estremalho: técnica de pesca que funciona com uma rede com dimensões de cerca de 200/300 mts x 2,5 a 3 mts (podendo aumentar ou diminuir, dependendo das posses de cada um), com «chumbicas» na parte que fica a tocar o fundo do mar e bóias no lado oposto com força para elevar a rede de modo a mantê-la de pé formando uma espécie de parede,sem nunca ser trazida à superficie, de forma a que o peixe ao passar fique preso e impossibilitado de se libertar das suas malhas.


Para saber mais sobre a industria de Pesca no distrito de Moçâmedes:
Revista Portuguesa de Ciências Veterinárias

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