Aqui procurarei depositar retalhos de Estórias e da História de Mossâmedes (Moçâmedes, actual Namibe), uns, resgatados às páginas de antigos livros e documentos retirados das prateleiras de alfarrabistas, ou rebuscados no interior de bibliotecas, reais e virtuais... e ainda outros, fundados em testemunhos de vivos e experiências vividas. Porque é nas estórias e na História, naquilo que de melhor ou pior aconteceu, que devemos, todos, portugueses e angolanos, europeus e africanos, buscar ensinamentos, para que, não repetindo os erros do passado, sejamos capazes de nos relançar e progredir no futuro, enquanto pessoas e cidadãos. Citando o Padre Ruela Pombo (*): "Os mortos guiam os vivos!... É verdade: sem freio nem chicote...O passado impõe-se ao presente, e garante o futuro.O homem egoísta é inimigo do verdadeiro Progresso e prejudicial à Sociedade. É esta a minha ...ilusão!"



(*) in
“Paulo Dias de Novais e a Fundação de Luanda – 350 anos depois...”, 2 de Dezembro de 1926 – Arquivo Histórico Ultramarino, Lisboa, Portugal












terça-feira, 27 de novembro de 2007

E Mossãmedes foi crescendo e tomando as areias ao deserto do Namibe...





































 












 

Fotos de Mossâmedes que nos dão várias e interessantes perspectivas da cidade nas primeiras décadas do século XX. 

As cinco primeiras fotos encontram-se datadas de 1930. Nelas podemos ver, em toda a sua extensão,  o jardim da Avenida da Praia do Bonfim que vai desde o Palácio do Governador ao velho campo de futebol de terra batida que sobreviveu até ao fim dos anos 60.

Impressiona na 1ª foto a densa profusão de arvoredo que existia na época nesta Avenida, quer no tronco central, quer nas laterais, sobretudo na zona do Horto Municipal, mais a dt. e ainda mais a dt., as casuarinas próximas da Praia das Miragens. Ampliando com um clic, podemos ver , entre outros o edifício do Banco de Angola e o edifício da Alfândega ladeado por dois jardins, um dos quais foi mais tarde transformado no Cinema da terra. À dt. do imenso arvoredo de casuarinas podemos ver os terraços doa armazéns dos Caminhos de Ferro e a meio das árvores, o telhado daquele que fora o primeiro Casino da terra. Mais a esq. o edifício do antigo Posto Metereológico que foi mais tarde demolido.

Na 2ª. foto, numa vista aérea sobre a cidade, podemos ver como a cidade se reduzia na época a cinco ruas paralelas ao mar, e respectivas perpendiculares. Embaixo, à esq., o Bairro Maria Inácio e a dt. o velho campo de futebol. Curioso e ver-se a imensidão de quintais que ficavam nos espaços interior entre prédios voltados para duas ruas.

Na 3ª. foto, uma bonita perspectiva da cidade, através da qual podemos ver o edifício dos Caminhos de Ferro e os respectivos armazéns, próximos da praia das Miragens, na zona conhecida por Praia do Chiloango. Surpreende ver que a cidade acabava ali, praticamente na Rua da Fabrica , tendo apenas a penetrar o deserto, a dt. na foto, o antigo bairro da Guarda Fiscal.

Na 4. foto, uma pespectiva da cidade a partir do deserto.
São fotos de Nelson Nóbrega "...fotografias tiradas de avioneta e oferecidas pelo seu avô materno, José Pereira Craveiro, natural de Mossãmedes, às suas filhas Maria de Lourdes Craveiro Nóbrega e Maria Delfina Craveiro Coimbra, ambas também nascidas na cidade. Todas elas datam de 3 de Junho de 1939."


Na 5. foto, uma bela perspectiva do edifício da Alfandega, ladeado na época de uma imensidão de árvores que ainda hoje fariam falta a cidade. À direita, o local onde mais tarde foi construído o Cinema. A esq., a Praça Gomes Leal, mais tarde também praça de táxis. Em frente, podemos ver a meio do arvoredo, o primitivo Quiosque em ferro onde se vendiam refrescos, cerveja, tabaco, etc.,que mais tarde foi demolido. Próximo ficava o  obelisco dedicado a Sá da Bandeira que podemos ver aqui na última e 8ª foto já após ter sido daqui deslocado para uma praceta próxima do «Bairro da Facada».

Na 6ª foto: Vista central de Mossãmedes, onde se vislumbram as palmeiras, os barracões junto da ponte e ao fundo o mar, para além, é claro do casario da zona.

Na 7ª foto: Um trecho da Rua das Hortas

Na 8ª foto: Vista central de Mossãmedes, podendo ver-se o cruzamento entre Rua das Hortas e Rua 4 de Agosto. Projecta-se o edifício dquele que foi o Hotel Central explorado pela família Gouveia, encimado pelas carcterísticas «águas-furtadas». Ao fundo, o mar.
 

 Na 9ª foto:  O obelisco que foi transferido para o largo que ficava próximo do Bairro da Facada, em frente a loja de José Duarte. Foi na década de 40 que segundo familiares meus foi feita essa transferência. O obelisco fora transportado, deitado em cima de varias vagonetas sobre carris dos caminhos de ferro colocados nas ruas para o efeito, devido ao seu peso e altura. No local onde até 1975 se encontrava haviam sido antecipadamente retirados um chafariz que ali existia bem como um certo numero de árvores.


Sem comentários:

Enviar um comentário