Aqui procurarei depositar retalhos de Estórias e da História de Mossâmedes (Moçâmedes, actual Namibe), uns, resgatados às páginas de antigos livros e documentos retirados das prateleiras de alfarrabistas, ou rebuscados no interior de bibliotecas, reais e virtuais... e ainda outros, fundados em testemunhos de vivos e experiências vividas. Porque é nas estórias e na História, naquilo que de melhor ou pior aconteceu, que devemos, todos, portugueses e angolanos, europeus e africanos, buscar ensinamentos, para que, não repetindo os erros do passado, sejamos capazes de nos relançar e progredir no futuro, enquanto pessoas e cidadãos. Citando o Padre Ruela Pombo (*): "Os mortos guiam os vivos!... É verdade: sem freio nem chicote...O passado impõe-se ao presente, e garante o futuro.O homem egoísta é inimigo do verdadeiro Progresso e prejudicial à Sociedade. É esta a minha ...ilusão!"



(*) in
“Paulo Dias de Novais e a Fundação de Luanda – 350 anos depois...”, 2 de Dezembro de 1926 – Arquivo Histórico Ultramarino, Lisboa, Portugal












terça-feira, 13 de novembro de 2007

Famílias antigas de Moçâmedes (hoje Namibe, em Angola): Lucinda Ferreira e João Rodrigues Trindade


Continuo  a saga do desvendar da geneologia na minha família em Moçâmedes  dirigindo-me agora para um outro ramo da mesma, para tal  começo por publicar esta foto que me foi gentilmente cedida, de Lucinda Ferreira Trindade enquanto de esperanças de seu filho varão, João Rodrigues Trindade. Lucinda  era, juntamente com Beatriz (a minha avó paterna) e Baptista, uma das trígémeas dos meus bisavós Catharina e Agostinho Ferreira, cujas fotos coloco a seguir.
                                       


Catharina Ferreira, a minha bisavó paterna. Foi a única foto que me veio às mãos.

 
Não possuo outra foto de Agostinho Ferreira, o meu bisavô paterno, se não esta em estado avançado de degradação


A fixação dos algarvios, sobretudo dos olhanenses em terras de Moçâmedes foi voluntária. Desde 1860 e até finais do século XIX, famílias inteiras foram partindo de Olhão rumo a Moçâmedes, em levas sucessivas, sem quaisquer ajudas governamentais, servindo-se nas suas viagens de caíques, palhabotes e outros barcos à vela, que eram para o efeito reforçados a cobre, tendo como único incentivo apenas a fama da riqueza piscícola daquele mar.

Em Moçâmedes os olhanenses encontraram os pioneiros  fundadores vindos de Pernambuco, Brasil, en 1849 e 1850, tendo fixação na cidade do Deserto sido excepcional, não estava no programa, aconteceu porque portugueses estavam sendo perseguidos e maltratados na ex-colónia, independente em 1822, e porque tiveram conhecimento da amenidade do clima da terra, favorável aos europeus, bem como da fertilidade dos terrenos irrigados pelos rios Bero e Giraul, favorável às culturas. tendo  para tal solicitado ao Governo de Portugal a sua transferência para aquele ponto do globo onde tremulava a bandeira portuguesa, bem como ajudas governamentais.  Os luso-brasileiros dedicavam-se à agricultura e também ao comércio, e em menor grau à pesca tendo montado algumas pescarias em praias desertas a norte de Moçâmedes, ou seja, na Baía das Pipas e no Bába. A vinda dos algarvios veio mesmo a calhar porque com a abolição do tráfico de escravos para o Brasil e Américas, e as inúmeras fugas de serviçais para as suas terras que se seguiram, alguns pescadores passaram a trabalhar para os luso-brasileiros.

Mais tarde, nos anos 1884 e 1885 chegaram a Moçâmedes duas "levas" de madeirenses  rumo às Terras Altas da Huila, numa altura em que decorria a Conferência de Berlim (1884-5) convocada por Bismark, que levou à "Partilha de África" pelas potências europeias. Foi uma fixação programada, que fez desviar o rumo da emigração então dirigida daquela Ilha para o Havai, Ilhas Sandwich e Demerara, onde, conforme se propalava, trabalhavam nas plantações como escravos e cedo perdiam a vida. Esse desvio visava também equilibrar o número portugueses com os boers  desde 1881 estabelecidos na Humpata. Alguns madeirenses preferiram ficar na cidade do Deserto.

O Mapa-Côr-de-Rosa apresentado por Portugal na citada Conferência, esboçava a pretensão de ligar Angola a Moçambique, facilitar a comunicação e tornar mais fácil o comércio e o transporte de mercadorias entre as duas colónias, pretensão não foi aceite pela Inglaterra, a velha aliada que pretendia um corredor livre entre o Cabo e o Cairo. Em consequência,  com o Ultimato Inglês (1890), a Inglaterra  declarou  guerra a Portugal caso não desistisse da pretensão, tendo o país consternado  abandonado a ideia, mas a humilhação foi tal que levantou uma onda de patriotismo, que levou a um reforço urgente da autoridade colonial para fazer respeitar os seus direitos, e a liberdade de trânsito para as mercadorias, bem assim como incrementar a fixação de mais famílias na região sul de Angola, desviando para tal, parte da corrente de emigrantes dirigida para o Brasil, para as províncias africanas. Foi neste período que aconteceu a experiência inicial das tentativas mais sistemáticas de ocupação de Angola e Moçambique, apoiadas na emigração,  que se consolidariam apenas a partir da década de 1920.  A soberania portuguesa estava em causa, se não houvesse fixação de portugueses, face à cobiça da Inglaterra, e da Alemanha, a potência que havia chegado tarde à "partilha de África", que ocupara o Sudoeste Africano, hoje Namibia, e alimentava intenções de anexar toda a faixa sul do território angolano, até ao Cunene e  fronteira com o Sudoeste Africano.   Eis o contexto em que se enquadra a ida dos meus familiares de Olhão para Moçâmedes.  

E para lá partiram, primeiro o meu bisavô, Agostinho Ferreira, acompanho pelo primogénito, Agostinho Jr. Em Lisboa, a aguardar notícias com ordem para avançar, ficou Catharina, a minha bisavó  com as suas filhas: Júlia, Maria do Carmo, as trigémeas Beatriz, Lucinda e  Baptista. Viajaram num desses misto vapor-veleiro, juntamente com outros algarvios que resolveram partir para aquelas terras misteriosas e desconhecidas.  
 
Imagino os meus bisavós a assistirem a toda aquela  movimentação patriótica que se desenrolou na capital do "Império". Foi nessa altura que Alfredo Keil, músico e pintor, compôs o Hino Nacional, cuja letra original exortava a marchar contra os bretões (não contra os canhões). Foi também nessa altura que Guerra Junqueiro escreveu o poema "Finis Patrie". A rainha Dona Amélia quando teve conhecimento do Ultimato, disse: «Devíamos cair-lhes de armas na mão em vez de aceitar tal Ultimato». A estátua de Camões foi coberta por uma faixa negra em todo o país. Os Republicanos, utilizaram o sentimento popular com o fim de acirrar ódios e paixões contra a Monarquia.  Pedia-se  a morte do Rei D. Carlos, que  acabou, juntamente com príncipe herdeiro, D. Luis Filipe, por ser assassinado em 1 de Fevereiro de 1908,  no ano a seguir à visita do Principe Real às colónias, com passagem por Moçâmedes onde presidiu à cerimónia da passagem de vila a real cidade, em 1907.
Novos contingentes de portugueses para a região de Moçâmedes, à época ameaçada pela cobiça alemã, e às voltas com a rebelião dos autóctones, instigados pelos alemães. Acredito que estes meus familiares desconheciam o que se estava a passar nas colónias. Decerto desconheciam toda a problemática que constituía uma fixação como aquela, em matéria de sacrificios futuros, e de segurança. Foram assediados pela propaganda passada pelos periódicos da época, e através editais colocados nos Adros das Igrejas, que convidavam a emigrar, prometendo condições de vida no quadro de um novo paradigma colonial, de desenvolvimento e progresso que se projectava para a colónia.  Talvez a crise com que se debatia a Pátria-mãe, os impulsionasse a tal.  A seguir ao meu bisavô e o ao Júnior, que chegados a Moçâmedes, escolheram  Porto Alexandre para se fixar, partiram a bisavó Catharina e as 5 filhas.

Em 1975, quando se deu a independência de Angola, descendentes destes pioneiros já se encontravam bastante enraizados à terra, através 4, 5 e até 6 gerações ali nascidas.

Tentarei, para memória futura, delinear alguma genealogia desta familia, que teve a sua origem nos meus bisavós Agostinho e de Catarina Ferreira, ambos algarvios a viver em Lisboa, no Baitto Alto, onde nasceram seus filhos. 

1. Lucinda Ferreira  ( a Senhora da 1ª foto) era umas das trigémias do casal, juntamente com a minha avó Beatriz (mãe do meu pai), e  com a Maria Baptista. Tinha mais  2 irmãs. a Júlia e a Maria do Carmo, e ainda dois filhos varões (o promógénito, Agostinho e o caçula, Álvaro, este, o único nascido em Moçâmedes).   Lucinda veio a casar em Moçâmedes com João Rodrigues Trindade. Deste casamento nasceram naquela cidade :

 1. Leovegilda Trindade (casou em Moçâmedes com Serafim dos Santos Frota), e o casal teve seis filhos: Branca, Madalena, Mariete, Serafim, Walter e Cláudio.  Na foto, à esquerda
2. Zenóbia Trindade (casou  em Moçâmedes com Raul de Abreu), e o casal teve três filhos, Arlete Trindade de Abreu (Leta),  Maria Fernanda(Bábá),  e Raul Alberto Abreu (Nito).(ver AQUI)
3. João Rodrigues Trindade (casou com ? da Silva)
4. Lumelino Trindade (casou com Helena Águas (1ªs núpcias), e tornou a casar com Laurinda...)

Seque a relação dos irmãos e irmãs de Lucinda Ferreira, que em Moçâmedes casaram e constituiram familia:

2.  Beatriz Ferreira (Almeida), minha avó paterna e  irmã gémea de Lucinda. Casou em Moçâmedes com João Nunes de Almeida, tendo desta união nascido os filhos : João Nunes de Almeida (casou com Eugénia ); Jesuina Almeida (casou com José Fernandes de Carvalho -Zeca); Virgilio Nunes de Almeida (meu pai, casou com Olga de Sousa Almeida, minha mãe), Fernando Nunes de Almeida (casou com Isabel Quintas); Laura Almeida (casou com Manuel Barbosa); Arnaldo Nunes de Almeida (casou 1ª nupcias com Francelina?, de Benguela, divorciou-se, e tornou a casar, em 2ªs. núpcias com Maria Etelvina Ferreira, filha de Álvaro, o filho mais novo destes meus bisavós); Ângelo Nunes de Almeida (casou com Odete Maló); Eduardo (Aníbal) Nunes de Almeida (casou com Júlia Rosa); Beatriz Almeida (casou com Álvaro dos Santos Frota).


3. Maria Baptista Ferreira (Nunes/Almeida) veio a casar com ? Nunes, em 1ªs. núpcias, e por falecimento deste, tornou a casar com João Nunes de Almeida, cunhado, em 2ªs. núpcias. Este casamento aconteceu após o falecimento da irmã gémea, Beatriz, no decurso do trabalho de parto de gémeos por falta de assistência. Da 1ª união nasceu Jaime Nunes, conhecido em Moçâmedes, onde toda gente tinha uma alcunha, por Jaime Cariongo, que casou com Reis, e tinha uma pequena loja, na Rua das Hortas, ao lado de Carvalho Oliveira, que vendia a melhor ginguba da cidade.

4. Júlia Ferreira (Gomes), veio a casar com Francisco Gomes do Armazém. Desta união nasceram Virgilio Gomes (casou com Gertrudes Ferreira); Júlia Celeste Gomes (casou com António Guedes da Silva); Libânia Gomes (casou com Arlindo Cunha); Maria Ilda Gomes (casou com José Maria de Freitas), Maria Alice Gomes (casou com Rogério Ilha).

5. Maria do Carmo Ferreira (Bauleth), veio a casar com José Bauleth. Desta união nasceu António Bauleth (casou com Celmira), Maria do Carmo Bauleth (casou com Mário Almeida), e nunca tiveram filhos. Alice Marta Bauleth (casou com Armindo Bruno de Almeida), e foram pais de Maria do Carmo, Roberto, Rui e Maria Eduarda.

6. Álvaro Ferreira, o mais novo e único nascido em Moçâmedes, veio a casar com Idalinda Ferreira (desta união nasceram Maria Etelvina Ferreira (veio a casar com Arnaldo Nunes de Almeida, sobrinho de seu pai), e Maria Lizette Ferreira (veio a casar com Alberto Miranda/divorciada)

7. Agostinho Ferreira, o mais velho, e o primeiro a partir com o pai para Moçâmedes. Nunca casou.

Sem dúvida, a Moçâmedes de então era mesmo uma grande família!





Foto: o casal Lucinda Ferreira e João Rodrigues Trindade junto das filhas Leovegilda Trindade  (à esq.) e Zenóbia Trindade (à dt.). 


 Foto: Zenóbia Trindade, filha de Lucinda e de João Rodrigues Trindade, já casada com Raúl de Abreu,  junto dos filhos, Arlete Trindade de Abreu (Leta), Maria Fernanda (Babá), e Nito Abreu, todos nascidos em Moçâmedes. Zenóbia era pois descendente de colonos algarvios, enquanto Raúl era descendente de colonos madeirenses





A casa da Torre do Tombo em foto de meados da década de 1950. Aqui morou Lucinda e João Rodrigues Trindade. A casa feita em madeira, encontra-se neata data já em estado de degradação




Esta casa, que cheguei a conhecer, já em estado avançado de degradação, era nos anos 1940 habitada por João Rodrigues Trindade e Lucinda Ferreira Trindade. Era uma casa de madeira, assente sobre pilares de cimento (tipo palafita), que ficava  no Bairro Torre do Tombo, num gaveto, cuja frente dava para a então Rua da Colónia Piscatória (rua que subia para a Praia Amélia, em frente à casa de João Duarte), e a lateral para uma rua que descia na direcção da praia, onde ficavam a mercearia e a habitação de Manuel Marques Monteiro.

Segundo refere Claudio Frota, neto João Rodrigues Trindade e de Lucinda Ferreira Trindade,
no seu blog "Memórias e Raízes",  a família tinha no seu início, em Moçâmedes, a sua vida organizada à volta de um barco de pesca e de uma quitanda (espécie de mercado de fruta e legumes, aberto num anexo que existia então junto a esta casa), e possuia também uma "escolinha" que funcionava na sala de entrada, onde davam explicações e  iniciavam as criançinhas do bairro no ler, escrever e contar, sendo, utilizando no ensino da leitura o método João de Deus. 


Por sinal ainda tenho uma vaga imagem dessa escolinha, seria essa uma das minhas memórias de infância mais remotas. Lembro-me de ver os meninos a receberem explicações, incluso o meu iemão mais velho. Mais tarde esta casa seria habitada (anos 1950) pela familia Caldeira, sendo o "patriarca" desta familia, pessoa muito solicitada em Moçâmedes, pela sua actividade como "endireita", porquanto se dizia que fazia curas milagrosas através das massagens que saiam das suas mãos. Ainda segundo o Claudio Frota, Rodrigues Trindade, seu avô,  possuia um terreno de "concessão régia" na Torre do Tombo, e a sua foto, legendada com seu nome e apontando para os seus 46 anos de pesca, constava, em 1975 de uma galeria de nomes exposta no novo edifício do Grémio dos Industrias de Pesca, inaugurado  em 1957, sito na Rua da Praia do Bonfim, em frente à Avenida da República (zona do "Espelho e Água" e das gazelas). Figuravam na mesma galeria os nomes de Manuel Nunes de Carvalho, com 52 anos de pesca, António Mestre, com 40 anos de pesca, João Gonçalves Bento e Joaquim Bento, com 47 anos de pesca, Domingos Martins Nunes, com 46 anos de pesca, Tomás Ribeiro, com 52 anos de pesca, António Santos Paulo, com 39 anos de pesca, António Viegas Seixal, com 48 anos de pesca e Manuel Baptista Lisboa, com 44 anos de pesca.

Cláudio Frota, sobre estes seus antepassados, escreveu ainda no blog Memórias e Raízes:


"...Em direcção ao Largo Camões na freguesia de Santa Catarina (Lisboa), naturalidade do seu avô materno Agostinho Ferreira que casou com Catarina, natural de Olhão e criaram vasta prole no bairro da Torre do Tombo em Moçâmedes. Desta descendência vamos encontrar a muito celebrada Raínha da Beleza de Moçâmedes, Riquita Bauleth, miss Portugal 1971, (trineta), figura muito querida dos moçamedenses que todos recordam com muito carinho.


"...Decorria a 1ª Grande Guerra Mundial quando sua mãe Lucinda veio à Metrópole com a saúde debilitada. Viajou acompanhada pela sua irmã mais velha Leovegilda e ficaram alojadas em casa de familiares no Largo Camões. Leovegilda recordava os Grandes Armazéns do Grandela e os rebuçados que lá comprava quando fazia os recados familiares: "Davam sempre uns tostões a mais para rebuçados" - dizia. Nessa época as viagens para a Metrópole eram extremamente arriscadas devido à ameaça dos submarinos alemães que patrulhavam o Atlântico. Tiveram na viagem a protecção de um caça-minas da Marinha de Guerra Portuguesa.

"...Pararam na Póvoa do Varzim, como estava programado. Hospedaram-se num hotel para prevenir uma eventual demora e puseram-se a caminho da morada do senhor Flores. Um táxi fez o percurso até à morada, inscrita no postal que o sr. Flores enviara dez anos antes. A porta entreabriu-se e o cabelo grisalho de um homem septuagenário surgiu na ombreira. "Vimos de África, de Moçâmedes e procuramos um senhor chamado Flores" "sou o filho do Trindade da Torre do Tombo", disse. A emoção embargou a voz do sr. Flores, o abraço foi longo e apertado. Ofereceu hospedagem em sua casa insistindo para que fossem ao hotel buscar as malas. "A porta da minha casa está sempre aberta aos filhos do Trindade", disse. Aquele abraço revelava a emoção sentida de um reencontro, do "reencontro" de dois verdadeiros amigos que 44 anos antes haviam construído uma amizade nas incertezas de uma guerra.

"...Leovegilda, que conheceu o senhor Flores aos nove anos, casou com Serafim dos Santos Frota, nascido também na Torre do Tombo. Transmitiu este "hino" à amizade, à fraternidade e à solidariedade aos seus seis filhos: Branca, Madalena, Mariete, Serafim, Walter e Cláudio. Em 1964 Walter veio a Portugal cumprir o serviço militar na Força Aérea. Viajou à Póvoa do Varzim para conhecer o senhor Flores que relatou os anos inesquecíveis de 1915 e 1916, a forma amiga e fraterna como foi recebido pelos Trindade da Torre do Tombo, avós do Walter, forma amiga e fraterna que ajudou a mitigar ausências e saudades, e do sentimento de gratidão por aquela amizade, que apesar da distância, perdurou no tempo.

Em 1975 tanto Leovegilda como Zenóbia, casadas respectivamente com Serafim dos Santos Frota e  Raúl de Abreu habitavam  duas lindas vivenda situada em local privilegiado, uma zona moderna e mais elevada em relação ao "centro histórico" da cidade, mas muitissimo próxima do centro. 


 



                                                    Outras fotos, outros familiares...





Foto: Alice Marta, filha de Maria do Carmo e de José Bauleth, e neta de Agostinho Ferreira e de Catharina Ferreira, à direita, com as mãos sobre uma filha/filho? (Maria do Carmo? Roberto?) A senhora ao centro é Idalinda Ferreira, casada com Álvaro Ferreira, o filho mais novo de Agostinho Ferreira e de Catharina Ferreira. A menina é a Maria Etelvina Ferreira de Almeida. O senhor da esquerda parece ser Mário Frota, A senhora junto da porta era filha de uma enfermeira parteira de nome Júlia.

Ver AQUI

 


Mas há outro pormenor interessante, é que se estou ligada a esta familia constituida por Maria do Carmo+ José Bauleth, pelo lado paterno e pelo lado materno, pois Armindo Bruno d'Almeida, casado com Alice Marta Bauleth, era filho de Maria de Jesus (Frota Martins Gaivota), uma irmã da minha avó materna, e de António dos Santos Almeida, irmão do meu avô paterno João Nunes de Almeida e ambos filhos de Fernando dos Santos Almeida. Por isso é que se dizia que em Moçâmedes até 1950 todos eram primor e primas...

Desta descendência vamos encontrar Riquita Bauleth, miss Portugal 1971, (bisneta de Maria do Carmo e de José Bauleth, logo trineta de Catarina e Agostinho Ferreira).


http://memoriaseraizes.blogspot.com/2009/05/em-memoria-de-uma-amizade-incomum.html
             



Ficam estas recordações


MariaNJardim




(*) Portugal participou na Conferência de Berlim, mas sob o estigma de pequeno país periférico que tinha colónias há séculos na costa africana (desde 1482),  mas  não evidenciava uma ocupação definitiva dos territórios que reivindicava, por direito histórico.  A partir daquela Conferência passou a vigorar a ocupação efectiva, e Portugal tinha ocupar, sob pena de ter que os ceder a potência que estivesse em condições de o fazer. Assim exigia a Alemanha, potência recém chegada ao continente africano, e com pretensões em relação ao sul de Angola. O direito de ocupação, mas apenas aos países que tivessem capacidade efectiva de ocupar, manter e desenvolver os seus territórios.









12 comentários:

  1. Sou neto de Leovegilda e filho de Mariete.
    Os meus cumprimentos, Eduardo Manuel Frota Bento

    ResponderEliminar
  2. Sou bisneta da Lucinda, neta da Leovegilda e filha mais nova da Branca. Hoje, conversando com a minha mãe (agora com 83 anos)a propósito da família e dos nomes pouco comuns que davam aos filhos, prometi-lhe fazer uma pesquisa na net e comecei por Leovegilda! Tanto a minha mãe como eu ficámos gratas e surpreendidas pelo que encontrámos.
    Obrigada à autora que, pelos vistos, também pertence à família.

    ResponderEliminar
  3. Olá. Sim sou da familia. A sua bisavó Lucinda era irmã da minha avó Beatriz.E não sou apenas pela linha paterna através da avó Beatriz.mas também pela linha materna pois a minhabisavó chamava-se Ana da Piedade Frota, era irmã, creio do seu trisavô. Este blog tem a árvores genelógica da familia. Muito obg pela visita.

    ResponderEliminar
  4. olá sou Cristina Bauleth,por 1ª vez leio a árvore genealógica da família BAULETH,o que muito me agrada,pois apesar de ser uma Bauleth nada sei sobre a minha família materna.Estou procurando ajuda para encontrar a minha mãe MARIA DE FÁTIMA BAULETH,nascida a 4 de Setembro DE 1941,em MOÇAMEDES,filha de ALBERTO BAULETH e de JUDITE.Agradeço de todo o coração qualquer informação que me pode ajudar a localizar a minha mãe ou os seus irmãos,outros filhos(sei que quando nasci,minha mãe já tinha uma filha),sobrinhos,cunhados.Toda a informação pode ser enviada através do facebook.MUITO OBRIGADA A TODOS

    ResponderEliminar
  5. Cristina
    Esta arvore genealogica nao tem a ver com o ramo Bauleth.O nome Riquita consta aqui por via da bisavo Maria do Carmo, e nao do bisavo, Jose Bauleth. Desconheco alguem ligado aos Bauleth com os nomes que refere, ou seja,Alberto casado com Judite e a filha Maria Fatima. Lamento nao poder ajudar. Cumprimentos.

    ResponderEliminar
  6. Eu sou filho de uma Bauleth,Maria Eduarda Bauleth D'Almeida que por sua vez é filha de Armindo Bruno D'Almeida e Alice Marta Bauleth D'Almeida.Por via de um tio meu (irmão da minha mãe),Roberto Bauleth D'Almeida existem muitos Bauleth na Namíbia.Mais digo que a minha mãe tinha mais dois irmãos,sendo a mais velha Maria do Carmo Bauleth D'Almeida e Rui Bauleth D'Almeida.Cumprimentos

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Pois sim conheço toda a familia ramo Almeida pois é também a minha. Maria do Carmo Ferreira, vossa antepassada, era irmã da minha bisavó paterna Beatriz Ferreira, ambas eram filhas de Agostinho Ferreira e Catharina Lopes Ferreira. Alice Bauleth (esta casou com Armindo Bruno d'Almeida). Alice e Armindo foram pais de Maria do Carmo, Roberto, Rui e Maria Eduarda. Mas há outro pormenor interessante, é que se estou ligada a esta familia pelo lado paterno, pelo lado materno estou também igualmente ligada, pois Armindo Bruno d'Almeida era descendente de Maria de Jesus (Frota Martins Gaivota) e de Antonio dos Santos Almeida. A Maria de Jesus era irmã da minha avó materna Maria da Conceição. Por isso é que se dizia que em Moçâmedes até 1950 todos eram primor e primas... Da ascendencia Bauleth nada sei.

      Eliminar
  7. Com todo o respeito quero fazer um reparo.Sou neto da pessoa em causa ,já falecida e como tal digo.A minha avó materna , filha de Maria Do Carmo e de José Bauleth não era Maria Alice Bauleth ,mas sim Alice Marta Bauleth tendo-se casado com Armindo Bruno D'Almeida.Bem Haja.

    ResponderEliminar
  8. Meu i mail e MARACOSTA17@LIVE.FR quem Souber noticia de Fatima Bauleth prima de riquita Bauleth miss Angola Fatima e mae de Fernanda Bauleth entre em contato e urgente obrigada.

    ResponderEliminar
  9. Ana Paula Abreu de Melo29 de maio de 2012 às 00:26

    Ana Paula Abreu de Melo
    Eu sou filha de Arlete Trindade de Abreu, que por sua vez é filha de Zenóbia Trindade, que casou com Raul de Abreu,ambos já falecidos. A minha mãe tem um irmão Raul Alberto Abreu e teve uma irmã Maria Fernanda(Bábá), também já falecida.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Fantastica esta historia dos meus ascendentes e de todos estes familiares a que estou ligada. Obrigada Dede por esta obra excepcional. Estou ligada a muitas familias de Mocamedes, por parte da minha mae Beatriz Nunes de ALmeida(Frota) e do meu pai Alvaro dos Santos Frota.E uma bencao a familia numerosa que tenho. Bem hajam todos.

      Maria Carolina de Almeida Frota (Lina)

      Eliminar
  10. Agradeço a todos a visita. Este blog é vosso e poderão aqui colocar os dados que entenderem necessários. Cumprimentos

    ResponderEliminar