Este edificio de 1º andar só encontrei nesta foto do inicio do século XX. Soube mais tarde que incendiou. É um testemunho
silenciosos da Mossâmedes do tempo das Campanhas do Sul de Angola, como se encontra assinalado no verso. Este cenário mostra parte do ambiente em que a
tropa portuguesa se movimentou. Em
1915, depois de desembarcar em Moçâmedes, o tenente-médico Monteiro d'Oliveira, integrado na expedição de Pereira d’Eça
subiu ao planalto e prosseguiu para Leste e na direcção do Cunene. O objectivo era enfrentar
a ameaça alemã vinda do Sudeste Africano e as populações sublevadas
naqueles territórios. Seu neto encontrou num envelope com a
inscrição "Mossamedes 1914", duas colecções de postais sobre
esta cidade.
Enquadramento da Praça Leal na cidade, junto da Alfândega e do Jardim
Mais recente, mas ainda do tempo colonial. Chafariz muito bem enquadrado ma paisagem urbana. Entretanto deitaram abaixo o edificio à esq. e no seu lugar foi construído um edificio de 1º andar , moderno, sem carácter, e completamente desenquadrado.


Autor: João Manuel Mangericão
Quando, entretanto, Moçâmedes começou a ter os primeiris táxis, esta Praça passou também a ser conhecida como a Praça de Táxis. Recordo outros taxistas de Moçâmedes, tais como o velho Sereeiro (finais da década de 40, princípios dos anos 50). O velho Sereeiro, como lhe chamávamos, era uma figura "sui generis", de grandes bigodes retorcidos, à moda antiga, pai do Zé e do Álvaro (tocador de maracas do célebre conjunto "Os Diabos do Ritmo"). Sua esposa, D. Beatriz, fazia as melhores bolungas da cidade (bebida fermentada feita de fuba (farinha de milho) ou de cascas de abacaxi, que faziam concorrência à melhor laranjada do Pereira Simões, Sereeiro era proprietário de um mini-taxi, conhecido na época pelo «bébé do Serieiro», o ganha pão da família. Antes de aceitar a corrida, Sereeiro perguntava sempre: «Vai para longe?».
Recordo outros taxistas de Moçâmedes nas décadas de 50/60/70, um, de nome Pinto, um deles jogou futebol no Atlético Clube de Moçâmedes e mais tarde no Ginásio Clube da Torre do Tombo . Lembro-me ainda de outros taxistas, tal como Manuel Guedes, Morais Leite, e Quinha Almeida. Ficam mais esta recordações!
































