Na foto, à dt, pintado de côr escura o edifício onde funcionou a Escola Primária Superior «Barão de Mossâmedes»
«São autorizados os Governadores dos Distritos de Benguela, Mossâmedes e Huila, a criar em cada um dos seus distritos uma Escola Primária Superior, competindo às Câmaras e comissões municipais o encargo do pagamento das respectivas despesas».
(Artº 1.0 da Portaria N. 269D, de 23 de Agosto de 1919, assinado pelo Governador Geral de Angola, Francisco Coelho do Amaral Reis, (Visconde de Penalva) e publicada no Boletim Oficial da Província de Angola, 1ª série n. 34, de 26 de Agosto de 1919)
O ENSINO SECUNDÁRIO EM MOÇÂMEDES
A "ESCOLA PRIMÁRIA SUPERIOR "BARÃO DE
MOSSÂMEDES" foi criada na sequência
da determinação de 23 de Agosto de 1919, do visconde de Pedralva, Francisco
Coelho do Amaral Reis, quando por ocasião da criação em Luanda de uma Escola Comercial e
outra Industrial que deveriam funcionar anexas ao Liceu, concedeu autorização
aos governadores dos distritos de Benguela, Huíla e Moçâmedes para que fossem
criadas, em cada uma das suas capitais, escolas primárias superiores.
Em Moçâmedes demorou bastante tempo para que a medida fosse
aplicada, e só em 30 de Março de 1925 foi decidido que a pretendida Escola entrasse em
funcionamento, e que o seu regulamento fosse aprovado e publicado, sendo no dia
23 de Maio do mesmo ano, atribuído à Escola, como patrono, o conhecido e prestigioso
governador-geral de Angola, cujo nome a cidade já ostentava - José de Almeida e
Vasconcelos Soveral de Carvalho da Maia Soares de Albergaria - vulgarmente
conhecido por "Barão de Mossâmedes".
De início administrada pela Câmara Municipal, por portaria de 17 de Junho de 1927, a "Escola Primária Superior Barão de Mossâmedes" passou a ser directamente administrada pelo Estado, visto que a Câmara não reunia recursos monetários para a mantêr, e os seus professores estavam sem receber os vencimentos desde Novembro do ano anterior.
De início administrada pela Câmara Municipal, por portaria de 17 de Junho de 1927, a "Escola Primária Superior Barão de Mossâmedes" passou a ser directamente administrada pelo Estado, visto que a Câmara não reunia recursos monetários para a mantêr, e os seus professores estavam sem receber os vencimentos desde Novembro do ano anterior.
Esta Escola, embora ostentasse a designação depreciativa de
"Escola Primária Superior", possuia um currículo de cariz literário
que a demarcava de um ensino meramente profissional e primário, e a colocava a
par de um ensino secundário, situação que caia no desânimo de uma
parte da população e dos respectivos professores que não deixavam de salientar por
todos os meios de que dispunham, que se tratava de uma escola de ensino
secundário, pugnando para que assim fosse considerada.
Em 10 de Julho de 1930, a "Escola Primária Superior Barão de Mossâmedes" passou a adoptar períodos lectivos idênticos aos dos liceus, e as férias passaram a coincidir com as destes estabelecimentos de ensino, porém mantendo inalterada a situação anterior. Apesar da luta travada, a Escola acabou extinta pelo decreto de 30 de Novembro de 1936 que tinha em vista organizar em moldes novos o orçamento dos territórios ultramarinos, de acordo com princípios já experimentados em Portugal. Em sua substituição foi criada "Escola Prática de Pesca e Comércio de Moçâmedes", cujo regulamento foi aprovado em 3 de Abril de 1937.
A mesma situação de descontentamento se tinha verificado na vizinha Sá da Bandeira, onde população e docentes sonhavam persistentemente com a promoção e transformação da Escola Primária Superior Artur de Paiva em instituição Liceal, o que veio a tornar-se realidade em 6 de Abril de 1929 , por ocasião da visita à cidade do governador-geral e alto-comissário, Filomeno da Câmara Melo Cabral, que extinguiu a Escola Primária Superior Artur de Paiva, e criou em sua substituição, o Liceu Nacional da Huíla, o Diogo Cão.
Em 10 de Julho de 1930, a "Escola Primária Superior Barão de Mossâmedes" passou a adoptar períodos lectivos idênticos aos dos liceus, e as férias passaram a coincidir com as destes estabelecimentos de ensino, porém mantendo inalterada a situação anterior. Apesar da luta travada, a Escola acabou extinta pelo decreto de 30 de Novembro de 1936 que tinha em vista organizar em moldes novos o orçamento dos territórios ultramarinos, de acordo com princípios já experimentados em Portugal. Em sua substituição foi criada "Escola Prática de Pesca e Comércio de Moçâmedes", cujo regulamento foi aprovado em 3 de Abril de 1937.
A mesma situação de descontentamento se tinha verificado na vizinha Sá da Bandeira, onde população e docentes sonhavam persistentemente com a promoção e transformação da Escola Primária Superior Artur de Paiva em instituição Liceal, o que veio a tornar-se realidade em 6 de Abril de 1929 , por ocasião da visita à cidade do governador-geral e alto-comissário, Filomeno da Câmara Melo Cabral, que extinguiu a Escola Primária Superior Artur de Paiva, e criou em sua substituição, o Liceu Nacional da Huíla, o Diogo Cão.
Em Moçâmedes, e conforme se pode lêr pelo Boletim Geral das Colónias. VIII -
088 - apenso de Legislação Colonial Nº 088A - Vol. VIII, 1932, 20 págs, que
contempla a visita do Ministro das Colónias, Armindo Monteiro a Moçâmedes, as «forças vivas» do Distrito tinham apresentado ao Ministro uma
exposição em que chamam a sua atenção
para questões, cuja solução consideram de grande importância, entre as
quais:
(...)
Instrução Pública:
1. Um número suficiente de edifícios escolares e de professores;
2. Uma escola de artes e ofícios adequada às características industriais e agrícolas do distrito;
3. A transformação da Escola Primária Superior «Barão de Mossâmedes» num sentido mais prático e mais desenvolvido.
4. A criação, na colónia, de uma escola de preparação para o
preenchimento de quaisquer lugares do funcionalismo público e moldada com as
características e com os mesmos fins da Escola Colonial existente na Metrópole,
sendo dada a preferências aos seus alunos no preenchimento das vagas ou lugares
a criar. O que pedia Moçâmedes, em 1932, ao Ministro das Colónias, não era um Liceu, mas uma Escola que ministrasse um tipo de ensino mais prático e mais de acordo com as actividades do Distrito. A nova escola deveria, pois, relacionar-se com as
actividades marítimas e o sector piscatório. Mantinha-se assim a velha ideia de que o
ensino público deveria estar ligado às actividades inerentes ao local em que os
alunos residissem, partindo-se do pressuposto que não haveria a mobilidade
territorial entre as pessoas. Aliás, havia um texto legal que defendia que o ensino ministrado em
cada meio social fosse o mais adaptado possível ao seu ambiente e às suas
necessidades. Por isso entendeu-se que, sendo Moçâmedes uma terra
essencialmente dedicada às coisas do mar, não deveria ter um Liceu que ministrasse um ensino de
cariz literário, mas sim uma Escola profissional que se considerava então que melhor serviria as
aspirações das suas gentes.
Recuando no tempo, convém referir que já em 18 de Abril de 1918 houve uma primeira e fugaz tentativa de criação da «Escola Marítima de Mossâmedes», depois «Escola Industrial Marítima de Mossâmedes», pelo governador-geral Jaime Alberto de Castro Morais, estabelecimento de ensino que não deixou tradição e conduziu a um impasse com relação à "Escola Primária Superior Barão de Mossâmedes", que, sendo criada em 1919, acabou por ser posta a funcionar apenas em 30 de Março de 1925. O curso preparatório da "Escola Industrial Marítima de Mossâmedes" tinha a duração de dois anos, pretendia ministrar aos alunos o ensino primário complementar, e exigia que os mesmos soubessem já ler e escrever correntemente e efectuar as operações aritméticas. Estava previsto que, para além da parte literária propriamente dita, aprenderiam outras coisas, tais como ginástica educativa, exercícios paramilitares, natação, remo, trabalhos de velame, cordoaria e calafate. Deveriam estudar também os acidentes geográficos litorais de Angola, sobretudo os da costa do distrito de Mossâmedes, a influência e orientação predominante dos ventos, correntes, etc, bem como noções relacionadas com a História da Colonização do Sul de Angola. O curso especial, que durava também dois anos, consistia no estudo de Aritmética e Geometria, Físico-Química, Ciências Histórico-Naturais, Legislação, Contabilidade, Escrituração Comercial, Desenho, Indústrias Marítimas, Construções Navais, etc.. A parte prática do curso obrigava a aprender a fazer sondagens, medir a força das correntes, treino na caça à baleia, fabricação de óleos, guanos e colas, curtume de peles. etc.
E assim chegamos ao 3 de Abril de 1937, data em que foi aprovado o Regulamento da "Escola Prática de Pesca e Comércio de Moçâmedes", cujo ensino teria a organização seguinte:
Sexo masculino
—Mestre de pesca e carpinteiro-calafate;
Sexo feminino
—Costura e bordados;
Os dois sexos
—Curso geral do comércio.
No curso de mestre de pesca, os alunos estudariam Português,
Francês, Ciências Geográfico-Naturais, Matemática, Desenho e Trabalhos Manuais,
e Educação Moral e Cívica.
Tomariam contacto com os trabalhos de construção e reparação
de barcos; treinariam nas actividades da navegação e pilotagem; atenderiam aos
trabalhos da pesca e conserva do peixe; seriam iniciados na reparação dos
instrumentos de bordo e outras tarefas afins. Os alunos do curso de
carpinteiro-calafate estudariam as mesmas disciplinas e ainda Desenho de
Projecções, Desenho Profissional e Estilos, e Tecnologia; nas oficinas,
aprenderiam o que dizia respeito à construção e reparação de barcos. As alunas de costura e bordados estudavam as
mesmas disciplinas e tinham trabalhos práticos, de cuja amplitude não podemos
aperceber-nos, pois o texto legal não é suficientemente claro.
A "Escola Prática de Pesca e Comércio de
Moçâmedes" era considerada no seu aspecto burocrático e estrutural, como
uma escola de ensino técnico secundário, pois havia em Angola na altura, pelo
menos uma escola de ensino técnico elementar, criada em 5 de Junho de 1930. Todavia, não chegou a criar tradição que a prestigiasse, e por natural evolução foi convertida, em 17 de Março de 1952, na Escola Comercial de Moçâmedes, tendo no dia 4 de Junho do mesmo ano sido determinado que entrasse em funcionamento o primeiro ano do ciclo preparatório elementar do ensino profissional, industrial e comercial. A zona de influência de cada estabelecimento ficou assim definida:—Escola Industrial e Comercial de Sá da Bandeira — distritos de Huíla e Moçâmedes, sendo neste apenas para o ensino profissional industrial;—Escola Comercial de Moçâmedes — distrito de Moçâmedes. Estava-se em maré de alargar os cursos técnicos por essa Angola fora.
Em 13 de Agosto de 1960, a "Escola Prática de Pesca e Comércio de Moçâmedes" passou a designar-se "Escola Industrial e Comercial Infante D. Henrique", passando a ocupar novas e modernas instalações, e tendo o Infante de Sagres, o Navegador, um apaixonado pelas ciências náuticas, por Patrono. Por isso se dizia ser a Escola Secundária de Moçâmedes a mais antiga de Angola, no seu grau. A sua inauguração integrou-se nas comemorações centenárias da morte do Infante, a célebre personagem que tão importante papel desempenhou na expansão ultramarina e na gesta dos Descobrimentos.
Em 13 de Agosto de 1960, a "Escola Prática de Pesca e Comércio de Moçâmedes" passou a designar-se "Escola Industrial e Comercial Infante D. Henrique", passando a ocupar novas e modernas instalações, e tendo o Infante de Sagres, o Navegador, um apaixonado pelas ciências náuticas, por Patrono. Por isso se dizia ser a Escola Secundária de Moçâmedes a mais antiga de Angola, no seu grau. A sua inauguração integrou-se nas comemorações centenárias da morte do Infante, a célebre personagem que tão importante papel desempenhou na expansão ultramarina e na gesta dos Descobrimentos.
Quanto à instituição Liceal, foi criado o Liceu Almirante Américo Tomás em 21 de Outubro de 1961, por ocasião da visita do Ministro do Ultramar, Professor Adriano Moreira a Moçâmedes, numa época bastante grave para Portugal e para as Colónia, em que tinham acontecido os massacres perpretados pela UPA (União dos Povos de Angola) de Holden Roberto, de populações indefesas que trabalhavam em plantações no norte de Angola, que levaram ao inicio da luta armada contra os movimentos independentistas. Os jovens de Moçâmedes que pretendiam progredir para estudos superiores podiam finalmente deixar de se deslocar para a cidade vizinha de Sá da Bandeira, para frequentar o Liceu Diogo Cão.bbNo dia 29 de Agosto de 1964, foi criado o terceiro ciclo no liceu de Moçâmedes, dizendo-se que viria a funcionar a partir do ano lectivo que estava prestes a iniciar-se, o de 1964-1965.
Podemos dizer que em
boa parte o ensino secundário nasceu em Moçâmedes com a "
Escola Primária Superior Barão de Moçâmedes", criada em 23 de Agosto de
1919, mas posta a funcionar apenas em 1925, que veio em 30 de Novembro de 1936 a ser extinta para dar lugar à "Escola Prática de Pesca e
Comércio de Moçâmedes", Escola de cariz técnico, e que esta, por natural evolução passou a ser denominada "Escola Comercial de Moçâmedes" em 1952, passando mais tarde a "Escola Industrial e Comercial Infante D. Henrique" em edificio própria.
Bibliografia consultada:
-Boletim Geral das Colónias . VIII - 088 - apenso de
Legislação Colonial Nº 088A - Vol. VIII, 1932, 20 pgs.
MARTINS DOS SANTOS DA ESCOLA PRIMÁRIA SUPERIOR
DE MOSSÂMEDES
Do Jornal “O Mossamedense”, nº. 46, de 31.05.1925 - 4ª. Série
Director: Alberto Trindade
No acto usaram da palavra O Director da Escola, Dr. António Augusto de Miranda, que fez a oração de “Sapientia” - peça oratória de incontestável valor, um hino entusiasta aos obreiros da instrução. Usou a seguir da palavra o antigo colono Sr. Ribeiro da Cruz que, com profunda comoção e bem sentido entusiasmo, felicitou-se e à cidade de Mossâmedes pela realização de tão importante melhoramento, destinado a elevar o nível intelectual da Colónia de Mossâmedes caracteristicamente europeia.
Falou ainda o Sr. Jaime Rocha, aludindo ao acto solene que estava decorrendo e mostrando com proficiência as vantagens da educação física aliada ao desenvolvimento.
... De longe vinha a ideia e aspiração de dotar Mossâmedes com um estabelecimento de ensino secundário. Esta ideia tomou vulto durante o governo de José Manuel da Costa que encetou as demarches para a sua criação.
Ardente apóstolo desta causa foi então o Sr. Dr. Manuel Júlio de Mendonça Torres.
Coube finalmente ao actual governador Sr. Artur da Silva a glória de, com maior felicidade que os seus antecessores, ver coroados de êxito os seus esforços e presidir à inauguração da Escola Primária Superior.
Seguiu-se um “match de foot-ball” entre as primeiras categorias dos clubs Royal e Ginásio Torre do Tombo, que terminou com um empate.
À noite houve récita de gala no nosso Teatro. Foi posta em cena uma engraçada opereta da autoria do nosso amigo o Sr. Dr. António Augusto de Miranda, intitulada - “Pérolas do Mar”, em 3 actos.
Falou ainda o Sr. Jaime Rocha, aludindo ao acto solene que estava decorrendo e mostrando com proficiência as vantagens da educação física aliada ao desenvolvimento.
... De longe vinha a ideia e aspiração de dotar Mossâmedes com um estabelecimento de ensino secundário. Esta ideia tomou vulto durante o governo de José Manuel da Costa que encetou as demarches para a sua criação.
Ardente apóstolo desta causa foi então o Sr. Dr. Manuel Júlio de Mendonça Torres.
Coube finalmente ao actual governador Sr. Artur da Silva a glória de, com maior felicidade que os seus antecessores, ver coroados de êxito os seus esforços e presidir à inauguração da Escola Primária Superior.
Seguiu-se um “match de foot-ball” entre as primeiras categorias dos clubs Royal e Ginásio Torre do Tombo, que terminou com um empate.
À noite houve récita de gala no nosso Teatro. Foi posta em cena uma engraçada opereta da autoria do nosso amigo o Sr. Dr. António Augusto de Miranda, intitulada - “Pérolas do Mar”, em 3 actos.
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Director: Dr. António Augusto de Miranda Professores: Dr. João Carlos de Figueiredo Comandante Francisco Penteado Engenheiro Alberto Teixeira dos Santos D. Maria Lourdes Sobral Jaime Rocha
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Outras notícias sobre a Escola Primária Superior "Barão de Mossâmedes":
O professor Numa Ribeiro Reis Homem de Figueiredo
Da Redacção : "PROCISSÃO DO CORPO DE DEUS" --- "GOVERNADOR GERAL" --- "NUMA DE FIGUEIREDO (falecimento, vidé transcrição parcial):
"No derradeiro dia de Maio último, terça feira da semana passada, faleceu no Hospital desta Cidade o nosso amigo Numa Ribeiro Reis Homem de Figueiredo. Pessoa erudita, com uma vasta cultura humanísta e científica e possuindo uma prodigiosa memória, era um conversador interessante que encarava a vida com uma filosofia especial, despresando convenções sociais e rindo-se das vaidades humanas. Nascido em Moçâmedes onde, seu pai, Augusto José dos Reis Figueiredo, foi comerciante e rico proprietário, contava agora 63 anos e fora de pequeno para Lisboa onde fez o curso do Liceu, tirou a preparatória na Escola Política, onde se distinguiu com brilhantísmo nas Matemáticas, cursou Medicina só até ao 3º ano, por achar que não tinha vocação para médico; matriculou-se depois em Direito em Coimbra, tirando o 3º ano de curso, mas sendo obrigado a voltar para Lisboa, por morte do seu pai, para junto de sua mãe que ali residia,e, por não haver ainda ali a Faculdade de Direito, matriculou-se no Curso Superior de Letras. Numa de Figueiredo teve de ganhar a vida dando lições a alunos dos Liceus. Foi professor da velha Escola Académica e teve tempo então para tirar o curso do Instituto Industrial. Foi professor da Escola Primária Superior "Barão de Moçamedes" até ela ser extinta e substituída pela Escola de Pesca. Veio então para o Planalto com sua esposa e filhos, vivendo aqui a dar explicações a alunos do Liceu. Carácter impoluto, não se lhe apontava um único acto da sua vida moral que lhe fizesse perder a estima de quem o conhecia. Conservou sempre essa estima dos seus antigos condiscípulos, médicos, engenheiros, advogados e professores, que por aqui vivem hoje e a dos seus condiscípulos que foram numerosos e se encontram ocupando lugares de destaque na vida pública e social da Huila. Tal o homem que mereceu esta referência especial para explicar a filosofia da sua vida, e que, no dia 1 deste mês, acompanhámos ao Cemitério da cidade, onde, apesar de não terem sido feitos convites e de muita gente não ter sabido da sua doença nem da morte, acorreram muitos dos seus amigos, dos seus condiscípulos e dos seus antigos alunos. A toda a família enlutada e em especial a sua mãe, que vive em Lisboa, a sua Esposa, srª Dona Maria do Carmo Campos Amboim de Figueiredo e a seus filhos, D. Marta Carmem Campos de Figueiredo e Gonçalo Campos de Figueiredo, apresentamos as nossas sentidas condolências. =
Do blog de ROBERTO CORREA
Ainda no âmbito do ensino, seguem alguns nomes de professores de tempos mais recuados que leccionaram as «Primeiras Letras» em Mossâmedes:
Ainda no âmbito do ensino, seguem alguns nomes de professores de tempos mais recuados que leccionaram as «Primeiras Letras» em Mossâmedes:
Alcina Soares da Cruz Sampaio Nunes
Alina Marques de Campos
Eduardo de Campos Andrada
Eleutério Augusto Gomes de Abreu
Eulália da Costa Mangericão
Francisco Rodrigues Pinto da Rocha Júnior
José Joaquim Saiago
Maria Columbina Leitão Corte Real Delgado de Carvalho
Maria da Conceição Seixas Peiroteu
Maria Júlia Barbeito Gonçalves
Milânea da Cruz Cunningham
Para informações mais pormenorizadas consultar este SITE
* Ver tambem AQUI
e AQUI
O ensino em Angola
Alberto Gastão de Sousa Dias, 1934
AQUI
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e AQUI
O ensino em Angola
Alberto Gastão de Sousa Dias, 1934
AQUI
