WELWITSCHIA MIRABILIS
Moçâmedes é a terra de nascimento da minha mãe e da minha avó e avô maternos e, foi lá que aportou a minha bisavó materna quando ainda tinha poucos anos de vida, depois de uma longa viagem com início na ilha da Madeira.
E é precisamente no deserto de Moçâmedes que se encontram os ÚNICOS exemplares da espécie da flora deste nosso planeta - a WELWITSCHIA MIRABILIS - que eu enquanto residi em Angola tive a oportunidade e a felicidade de a ver e apreciar
A 3 de Setembro comemora-se o dia da Welwitschia Mirabilis, planta desértica, descoberta nesta data no ano de 1859 pelo botânico explorador austríaco Frederich A. Welwitsch 
Frederic Welwitsch (1809-1878) foi para Lisboa em 1839.
Posteriormente conseguiu autorização para entrar em Angola, para onde embarcou
a 8 de Agosto de 1853.
Fez demoradas explorações botânicas e descobriu a Welwitschia Mirabilis no deserto de Moçâmedes (actualmente com o nome de Deserto do Namibe).

Frederic Welwitsch (1809-1878) foi para Lisboa em 1839.
Posteriormente conseguiu autorização para entrar em Angola, para onde embarcou
a 8 de Agosto de 1853.
Fez demoradas explorações botânicas e descobriu a Welwitschia Mirabilis no deserto de Moçâmedes (actualmente com o nome de Deserto do Namibe).
A planta que recebeu o binome de Welwitschia Mirabilis Hook. F. era tão diferente, morfologicamente de todas as espécies botânicas conhecidas, que dada a grandeza dessa diferenças, não “cabia” em nenhum dos géneros já descritos.Houve, por isso, a necessidade de criar um género novo, o qual ainda se conserva, como uma única espécie consequentemente.
Houve ainda que definir uma nova família de plantas para este único género, a família das WELWITSCHIACEAE.
WELWITSCHIA , é também conhecida por "Tumbo", pelos autóctones, nativos da região do deserto de Moçâmedes.
As suas flores são unisexuadas.
Os estames masculinos atingem aproximadamente 6 cm (antenas com 3 divisões) localizam o óvulo estéril envolto pelo periano.



Welwitschia é uma planta da família das gimnospérmicas adaptada á vida nas regiões desérticas da África tropical.
É uma planta acaule de grandes dimensões, com a forma de um gigantesco cogumelo dilatado e côncavo de 50 a 75 cm de altura que parece partida pelo golpe de um machado em tiras. As suas grandes folhas, duras e muito largas, deitadas no chão, arrastam-se pelo deserto podendo atingir dois ou mais metros de comprimento.
Diversos trabalhos mundiais sobre a Welwitschia encontram-se em exposição em váriosJardins botânicos espalhados pelo mundo.
Que se encontram descritos no livro Botanical Gardens of the World
Entre outras pessoas que deram igualmente o seu contributo na pesquisa desta espécie no período de 1953 a 1955, podemos destacar os seguintes Professores:
A.H. Church,
E. Salisbury,
Henri Humbert,
Jose Dalton Hooker,
Luís Wittnich Carrisso,
Melo Geraldes,
R. J. Rodin,
W.J.Hooker
A.H. Church,
E. Salisbury,
Henri Humbert,
Jose Dalton Hooker,
Luís Wittnich Carrisso,
Melo Geraldes,
R. J. Rodin,
W.J.Hooker
Mais recentemente, Maria Helena Boavida
Coisas que já se disseram acerca da "welwitschia mirabilis":
"A "welwitschia mirabilis", descoberta nas vizinhanças do Cabo Negro, da costa odicental africana, é a mais curiosa das gnetaceas e talvez que de todas as dicotiledoneas. Este bizarro vegetal é conhecido entre os indígenas pelo nome de TUMBO."
(Dr. José Dalton Hoecker, Presidente da Socidade Real de Londres e sócio da Academia das Ciências de Paris)
"Uma das curiosidades do deserto de Moçâmedes é a célebre "welwitschia mirabilis", planta estranha, verdadeiro aborto do reino vegetal. O caracteres aberrantes do seu aparelho vegetativo, conferem-lhe um lugar de destaque no conjunto das formas vegetais."
(Dr. Luís Wittnich Carrisso, Professor de Botânica da Universidade de Coimbra.)
"A "welwitschia mirabilis" é uma das maiores maravilhas que tem produzido a natureza."
(Dr. Augusto Henriques Rodolfo Griesbach, Professor de Botânica da Universidade de Göttingen)
"É sem sombra de dúvida a planta mais maravilhosa e também a mais feia que jamais trouxeram a este país."
(Regius Keeper, do Royal Botanic Gardens, Kew - 1863)
"Foi nos anos de 1858/59 que o botânico austríaco Dr. Welwitsch, contratado pelo governo português, descobriu e classificou a "welwitschia mirabilis", dando-lhe o nome de "tumboa bainesii". Os caracteres desta notável planta são de tal modo desconsertantes, que vindo a ser estudada há perto de 80 anos pelos mais eminentes botânicos, ainda hoje se discute qual o lugar que lhe compete na escala botânica, como se pode ler nos autores citados e nos trabalhos de Baines, Anferson, Júlio Henriques, Hallier, Chodal, etc..
A "welwitschia mirabilis" por consenso geral é tida como a maior descoberta botânica do século XIX e, em todo o globo, é o distrito de Moçâmedes o único lugar em que ela vegeta, havendo centenas de milhares na parte desértica, desde os minúsculos exemplares, até aquelas que, pelo seu porte, demonstram uma existência multissecular."
(M.A. de Pimentel Teixeira)
Consultar ainda:
in PSITACIDEO........
Mais sobre o assunto:
explorador zoologico Francisco Newton in
http://www.triplov.com/newton/welwits.html
....
Além de Welwitsch, quem visitou a Welwitschia, porque a sua
missão incluía o deserto de Moçâmedes e saber se o curso do Coroca tinha
ligação com o Cunene, foram Capelo e Ivens, como eles próprios contam em De
Angola à Contracosta.
As missões em África tinham muitos opositores. A ala
liberal nunca foi colonialista, apoiava as independências. Capelo e Ivens
iniciam a travessia de África de 1884 por Moçâmedes, seguem pela Huíla, descem
o rio Caculovar até ao Humbe e prosseguem até Quiteve pela margem direita do
Cunene. Decifram o enigma dos morros de
ferro magnético ( o Tongotongo é um morro, no Hai - Huíla). Onde abbundava o sesquióxido de ferro
magnético, encontrando-se grandes massas de magnetite, que produzem sobre a agulha
os mais extraordinários desvios. O morro era conhecido também pelo nome de
morro Sagrado, onde os indígenas da localidade celebravam anualmente uma festa.
Os locais por onde Júlio Henriques faz passar Newton - Chimpumpunhime, Xicussi,
etc., são estações do roteiro de Capelo e Ivens.
Antes deles e de Welwitsch, o pioneiro da exploração de
Moçâmedes, Huíla, Bumbo, Cunene, Giraul, Cubal, etc., foi Gregório Mendes, no
final do século XVIII. Quanto ao enigma da foz do Cunene, invisível por no
tempo seco as águas se infiltrarem nas areias e nem chegarem ao mar, só em 1854
Fernando Leal a descobriu.
O Lubango foi um dos locais de colheita de Newton em
situação de ubiquidade (errática).No dua 31 de Dezembro de 1881. Frank Newton, na Secretaria do Governo de Moçâmedes, tratava de qualquer
documento, pelo que pagou $185 de emolumentos (Boletim Official de Angola). Se
Newton andou pela Huíla, conheceu Duparquet, até porque os exploradores se
alojavam nos fortes, nas roças ou nas missões. Mas conheceu-o depois de 1883.
Porém, como Duparquet morreu no ano seguinte, e Newton, em 1883, não saiu do
Giraul, de Monhino nem de Bibala, em Moçâmedes, só o pode ter conhecido através da literatura.
Gostei e espero viver nessa terra de aqui a pouco, um saludo Maria
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