

A partir de meados da década de 50, Moçâmedes começou a perder o ar pitoresco que a caracterizava, e começou, paulatinamente, a ser invadida, aqui e alí, por modernos edifícios públicos de algum porte, bem assim como alguns prédios de vários andares, inclusive no centro histórico, descaracterizando a cidade, e tudo isto, escusadamente, numa terra onde o espaço não falta.
As primeiras duas fotos mostram-nos os bonitos edifícios das Finanças e da Associação Comercial (ao tempo da colonização).
A 3ª foto mostra-nos três desses novos prédios da baixa de Moçâmedes. O da esq., o mais elevado, então propriedade de José Alnes, que veio substituir o antigo Aero-Clube de Moçâmedes, que era à época um prédio bem enquadrado naquele previlegiado local, de esquina para a Praça Leal, ou Praça de Táxis, e que foi pura e simplesmente demolido.
Será que os actuais e futuros dirigentes da ex-Moçâmedes, hoje cidade do Namibe, irão dar continuidade a esta hecatombe, e que daqui a 10, 20 ou mais anos estaremos em face de um centro histórico completamente descaracterizado, com prédios altos em vez do baixo casario, num autêntico crime de lesa partrimónio histórico e cultural? Ou será que, pelo contrário, irão ter o sentido histórico que faltou àqueles que ainda no tempo colonial deram início a esta delapidação? Temos notícia que muitos edificios antigos estão a ser recuperados o que denota isso mesmo. Esperemos que nunca desistam para bem do Namibe!
Afinal não foi a «Angra do Negro», Mossãmedes, a primeira urbe edificada por europeus em Angola, a uma velocidade que pasma, tendo em menos de 10 anos alcançado o estatuto de vila? E com um outro fito que não o de mero entreposto de escravos?
A cidade do Namibe tem História, que só é possível contá-la e recontá-la aos vindouros se a Moçâmedes, a Mossãmedes, e a «Angra do Negro» de outros tempos continuar a ser lembrada...
As primeiras duas fotos mostram-nos os bonitos edifícios das Finanças e da Associação Comercial (ao tempo da colonização).
A 3ª foto mostra-nos três desses novos prédios da baixa de Moçâmedes. O da esq., o mais elevado, então propriedade de José Alnes, que veio substituir o antigo Aero-Clube de Moçâmedes, que era à época um prédio bem enquadrado naquele previlegiado local, de esquina para a Praça Leal, ou Praça de Táxis, e que foi pura e simplesmente demolido.
Será que os actuais e futuros dirigentes da ex-Moçâmedes, hoje cidade do Namibe, irão dar continuidade a esta hecatombe, e que daqui a 10, 20 ou mais anos estaremos em face de um centro histórico completamente descaracterizado, com prédios altos em vez do baixo casario, num autêntico crime de lesa partrimónio histórico e cultural? Ou será que, pelo contrário, irão ter o sentido histórico que faltou àqueles que ainda no tempo colonial deram início a esta delapidação? Temos notícia que muitos edificios antigos estão a ser recuperados o que denota isso mesmo. Esperemos que nunca desistam para bem do Namibe!
Afinal não foi a «Angra do Negro», Mossãmedes, a primeira urbe edificada por europeus em Angola, a uma velocidade que pasma, tendo em menos de 10 anos alcançado o estatuto de vila? E com um outro fito que não o de mero entreposto de escravos?
A cidade do Namibe tem História, que só é possível contá-la e recontá-la aos vindouros se a Moçâmedes, a Mossãmedes, e a «Angra do Negro» de outros tempos continuar a ser lembrada...
Indiquei o seu blogue para o Prémio Dardos.
ResponderEliminarMuito agradeço a Zé Kahango. Também aprecio muito o seu blog.
ResponderEliminarMariaNJardim