Aqui procurarei depositar retalhos de Estórias e da História de Mossâmedes (Moçâmedes, actual Namibe), uns, resgatados às páginas de antigos livros e documentos retirados das prateleiras de alfarrabistas, ou rebuscados no interior de bibliotecas, reais e virtuais... e ainda outros, fundados em testemunhos de vivos e experiências vividas. Porque é nas estórias e na História, naquilo que de melhor ou pior aconteceu, que devemos, todos, portugueses e angolanos, europeus e africanos, buscar ensinamentos, para que, não repetindo os erros do passado, sejamos capazes de nos relançar e progredir no futuro, enquanto pessoas e cidadãos. Citando o Padre Ruela Pombo (*): "Os mortos guiam os vivos!... É verdade: sem freio nem chicote...O passado impõe-se ao presente, e garante o futuro.O homem egoísta é inimigo do verdadeiro Progresso e prejudicial à Sociedade. É esta a minha ...ilusão!"



(*) in
“Paulo Dias de Novais e a Fundação de Luanda – 350 anos depois...”, 2 de Dezembro de 1926 – Arquivo Histórico Ultramarino, Lisboa, Portugal












sábado, 12 de janeiro de 2008

Cerimónia de «baptismo» da «guiga» do Ginásio Clube da Torre do Tombo (1946)




Segundo informações recebidas esta foto regista
a
cerimónia de «baptismo» e lançamento ao mar, no ano de 1946, da «guiga» do Ginásio Clube da Torre do Tombo, ocorrida sob o telheiro da ponte do Sindicato da Pesca de Moçâmedes, na Torre do Tombo. Sentados: o então Capitão do Porto de Moçâmedes, o Dr. Novais (médico) e o Padre Simões. De pé. : Álvaro Frota (ao centro, de óculos escuros), Luís da Piedade Martins (marceneiro), Paulino Bexiga (de camisola desportiva, marido de Maria do Carmo Bauleth de Almeida), José dos Santos Frota (de óculos escuros, à dt.), Mário dos Santos Frota (a discursar). As meninas à dt. são Maria Helena Ramos (Duarte) e Maria Celeste Custódio (Nascimento).



Aqui podemos ver a «guiga» do Ginásio Clube da Torre do Tombo a ser recolhida na praia das Miragens em Moçâmedes. Ao fundo, a ponte e a Fortaleza de S. Fernando. Entre os «remadores» e curiosos, podemos ver aqui, da esq. para a dt.: António Martins Nunes (Cowboy), Eduardo Lopes Braz, José Ferreira (Penha), João Viegas Ilha, Velhinho, Mário Lisboa Frota (Mariuca), Virgilio Gonçalves de Matos e António Gonçalves de Matos (Sopapo). Entre as senhors encontram-se em fato de banho, Olimpoa Aquino, Marizete Veiga e mais próximo, sentada na areia da praia, Raquel Martins Nunes. Ao fundo à dt., a Fortaleza. Junto da ponte, sobressai por detrás dos ocupantes da «guiga» e junto ao guindaste da ponte, a vela de um «sharpie», modalidade que nessa altura fizera a sua aparição no quadro do desporto escolar levado a cabo pela Mocidade Portuguesa (masculina).Outros remadores, eram Edmundo Ramos, Mário António Guedes da Silva, João Carlos Guedes Duarte e Eugénio da Silva Estrela.
 
A Guiga foi construída na pescaria de Óscar Duarte d´Ameida, por Gilberto Abano, João Custódio e Urbano Canelas, numa altura em que na presidência do Ginásio Clube da Torre do Tombo, o clube pioneiro na cidade (fundado em 1919), se encontrava o moçamedense Mário Frota.


  Relativamente à modalidade «REMO», o entusiasmo decrescia, já que existiam somente três barcos, um do Independente de Porto Alexandre, mais leve, quase sempre vencedor, outro, a «guiga» do Ginásio Clube da Torre do Tombo, e um «Yolle» do Centro Náutico da Mocidade Portuguesa. Embora os respectivos remadores fossem musculosos, a insuficiência de treinamentos adequado impediu o pleno sucesso das equipas respectivas, contudo, a rivalidade entre eles foi sempre notória, sob manifestações populares de simpatia. Não havia condições, obviamente, de participar em grandes competições intra-muros, que eram então lideradas por tripulações do Lobito e de Luanda.

MariaNJardim
Ver também: MemóriasDesportivas

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