Aqui procurarei depositar retalhos de Estórias e da História de Mossâmedes (Moçâmedes, actual Namibe), uns, resgatados às páginas de antigos livros e documentos retirados das prateleiras de alfarrabistas, ou rebuscados no interior de bibliotecas, reais e virtuais... e ainda outros, fundados em testemunhos de vivos e experiências vividas. Porque é nas estórias e na História, naquilo que de melhor ou pior aconteceu, que devemos, todos, portugueses e angolanos, europeus e africanos, buscar ensinamentos, para que, não repetindo os erros do passado, sejamos capazes de nos relançar e progredir no futuro, enquanto pessoas e cidadãos. Citando o Padre Ruela Pombo (*): "Os mortos guiam os vivos!... É verdade: sem freio nem chicote...O passado impõe-se ao presente, e garante o futuro.O homem egoísta é inimigo do verdadeiro Progresso e prejudicial à Sociedade. É esta a minha ...ilusão!"



(*) in
“Paulo Dias de Novais e a Fundação de Luanda – 350 anos depois...”, 2 de Dezembro de 1926 – Arquivo Histórico Ultramarino, Lisboa, Portugal












terça-feira, 17 de março de 2009

Caminhos de Ferro de Mossâmedes/ Moçâmedes, actual cidade do Namibe (Angola)









Eis o edifício da Estação do Caminho de Ferro de Moçâmedes, de arquitectura classizante, pintada na côr ocre e marginada de faixas arroxeadas, com portas centrais, de topos arredondados que dão  acesso às bilheteiras e à gare,  tal como se apresentava no início da década de 1970, às portas da independência de Angola, ou seja já enquadrada num  largo de terra batida que lhe ficava em frente melhorado, ostentando um monumento à «1ª locomotiva». Em 1975, quando da independência de Angola o dito monumento foi dali retirado. Existe na net uma foto onde um soviético posa a seu lado  1ª locomotiva, mas já fora deste local.
 


A Estação do Caminho de Ferro de Moçâmedes, situada o fundo da Avenida da República, tinha este enquadramento paisagístico, facto que denota a grande preocupação pela estética urbanística na época. À esq. vê-se parte do edificio dos CTT,  e à dt, a tribuna do velho campo de futebol de terra batida, e o antiquíssimo edifício do Matadouro Municipal.  Defronte da estação, perto dos muros do antigo campo de futebol de terra batida, nasce a Avenida da República, de início denominada Avenida de D. Luís , o nome do rei de Portugal (consorte), marido da rainha D. Maria II, na época em que a Avenida foi rasgada. Com a queda da monarquia e implantação da República, em 1910, passou a denominar-se Avenida da República a esse espaço extenso e agradável, ponto de encontro das gentes da cidade em dias de lazer, salpicado com bonitos canteiros ostentando flores multicoloridas, um coreto, e tanques de água  onde nadavam vermelhos peixinhos.  Dava gosto ver as buganvílias, as várias espécies de árvores e arbustos que subiam até ao espelho de água construido no início da década de 1950, tendo a ladeá-lo duas elegantes gazelas. A completar a paisagem, no topo da Avenida, o imponente edifício do Palácio da Justiça (Tribunal). 
 

 
                                                                               Mapa dos CFA

Era comum em tempos mais atrás designar-se de Caminhos de Ferro de Angola (Moçâmedes section), antes de se designar Caminhos de Ferro de Moçâmedes. Foto


O Chefe dos estudos dos Caminhos de Ferro de Moçâmedes, Namibe, Artur Torres. Fotografia G. Schoss © Colecção Ângela Camila Castelo-Branco e António Faria origem 


© Colecção Ângela Camila Castelo-Branco e António FariaFotografia G. Schoss, Humbia, nivelando o ponto mais alto
origem 



Origem: TVCiencia
Caminhos de Ferro de Moçâmedes, Namibe. Os trabalhos para o fornecimento de agua
 
Cacimba do Km 73
 


Foto representativa das obras da construção do terminal  e Estação do Caminho de Ferro de Moçâmedes,  que aqui nos surge em pleno areal da praia, presumindo-se que o mar recuou.  Esta foto foi  tirada antes de 27 de Dezembro de 1909, a data da inauguração da Estação . Vê-se também  o material importado, locomotivas etc.Ao fundo vê-se o edifício do matadouro municipal,  e mais atrás o edifício do Cabo Submarino,  em estilo colonial, e ainda o primitivo Colégio das madres. Foto de colecção particular


http://3.bp.blogspot.com/-uvttOteAHC8/Utli514dH_I/AAAAAAAAdGo/8KvC_PNg6Lw/s1600/Esperando+o+Eng_+Torres+no+Giraul+-+Centro+Portugu%C3%AAs+de+Fotografia+-+DigitArq%27+-+digitarq_cpf_dgarq_gov_pt_viewer_id=88362.jpg 
Esperando o Engenheiro Torres




“Inauguração da estação principal de Caminho de ferro de Moçâmedes em 28 de Setembro de 1905. Assignatura da acta”Photographia Souza & Irmão. Moçâmedes. 1905/6. 





                       
“Inauguração do Caminho de Ferro de Moçâmedes. Em 29 de Setembro de 1905. Copo d'agua offerecido no Sacco pela comissão de festejos, composta de comerciantes e agricultores de Moçâmedes” . Colecção particular
Photographia Souza & Irmão. 1905/6.
       A inauguração dos Caminhos de Ferro de Moçâmedes. Colecção particular.

O primeiro troço de 67 Km foi inaugurado em 1907, quando da visita do Príncipe D. Luís Filipe a Moçâmedes, e o comboio só chegou a Sá da Bandeira (Lubango) em 1923, isto porque  com o deflagrar da I Guerra Mundial (1914/1918) as fábricas europeias passaram a estar ao serviço do material a ela destinado e não possibilitava outras encomendas.


 

 A Estação do CFM




Estação do Caminho de Ferro de Moçâmedes  (Namibe) e espectadores a assistirem a um desafio de Futebol. Foto anterior à construção do primitivo campo, um pouco mais ao fundo. 1921

 
© Colecção Ângela Camila Castelo-Branco e António Faria
Fotografia G. Schoss, Humbia, nivelando o ponto mais alto
origem



Impulsionada pela necessidade de utilização militar, a construção iniciou-se na bitola de 0,60 m durante o ano de 1905 (28 Setembro 1905). No dia 1 de Fevereiro de 1912 o comboio chegou a Vila Arriaga, à cota de 905 m, depois de percorrer 169 Km. Os trabalhos de construção pararam durante a 1ª guerra e foram mais tarde retomados tendo o comboio chegado à Sá da Bandeira a 31 de Maio de 1923, depois de percorridos 278 K

 


 



A primeira locomotiva dos Caminhos de Ferro de Moçâmedes. Colecção particular



“Inauguração do Caminho de Ferro de Moçâmedes. 29 de Setembro de 1905. Partida do primeiro comboio de Mossâmedes ao Saco, conduzindo os. Snrs. Conselheiro Governador Geral, Governador do Distrito e Engenheiro Director dos Caminhos de Ferro de Luanda e convidados”. Foto Souza & Irmão.



1905

Fig.1-29 de setembro de 1905; Fig.2-Estação de Moçamedes 1905; Fig.3-Estação Km 107 (1910); Fig.4-Estação do Km.º 126 (1910); Fig.5-Estação de Sá da Bandeira e Fig.6-Estação de Vila Arriaga





Notícia da Gazeta dos Caminhos de Ferro de Outubro de 1905 sobre a inauguração do Caminho de Ferro de Mossamedes:










Obras da construção dos Caminho de Ferro de Moçâmedes. Colecção particular






Obras da construção dos Caminho de Ferro de Moçâmedes.  Estação de Campo Livre Km 48. Colecção particular.


© Colecção Ângela Camila Castelo-Branco e António Faria
Fotografia G. Schoss, Locomotivas do C. F. M.




 Colecção particular
 

   Outra foto dia da inauguração do 1º troço dos Caminhos de Ferro de Moçâmedes.
Colecção particular.




 
Reprodução por meios fotográficos de Elza Amaral
© Família de António Aniceto Monteiro. Fotos tiradas antes de 27 de Dezembro de 1909. Ver: Angola e António Aniceto Monteiro. Ver ainda: CAMINHO-DE-FERRO DE MOÇÂMEDES 1909/1910.


Importa referir que foram mais motivações militares e logísticas, ligadas à necessidade de defesa da fronteira sul do território de Angola à época cobiçada por alemães, que fizeram mover a aceleração da construção do Caminho de Ferro de Moçâmedes. Não esqueçamos também a resistência das populações indígenas da zona, cuanhamas e cuamatos. 

 

O edifício da Estação do Caminho de Ferro de Moçâmedes



Imagem retirada deste site


 DAQUI






Estação de Sá da Bandeira, anos 1930



Estação do Caminho de Ferro de Moçâmedes. Centro Português da Fotografia
 


Os primeiros 67 Km pelo deserto eram percorridos em andamento moderado, 40 e 50km/hora, sendo que a velocidade ia diminuindo consoante o "Camacove" subia a Chela, chegando mesmo a parar nas partes mais íngremes, tendo as pessoas que sair do combóio e o acompanhar por algum tempo, a pé. Acontecia também que por  vezes as paragens eram mais demoradas para que a caldeira da locomotiva atingisse a pressão necessária, ou para que a composição pudesse receber a água necessária. Vila Arriaga (Bibala), era o apeadeiro onde as pessoas saiam para desentorpecer as pernas, comer um farnel à guisa de piquenique, ou mesmo almoçar perto da estação, antes de retomar a viagem, 1 hora depois. Era quase o dia inteiro de viagem  para  se completar o percurso de 250 Km de Moçâmedes até Sá da Bandeira. Chamavam a este primitivo comboio, o  "Camacouve",  por já se encontrar havia muito ultrapassado. As carruagens não iam além dos 2 metros de largura, os passageiros ficavam sentados em duas filas separadas por um corredor, e as malas e caixotes seguiram numa pequena carruagem de mercadorias e correio. 


Era nesse primitivo comboio, disponibilizado gratuitamente no dia 8 de Dezembro de cada ano pelo Caminho de Ferro de Moçâmedes, que os residentes se deslocavam às  suas peregrinações à Capelinha de Nossa Senhora da Conceição do Quipola, ajudando desse modo a impulsionar as festividades que alí se realizavam, e que à boa maneira portuguesa, incluiam a «missa campal» seguida de procissão e culminavam num arraial em recinto de terra batida, devidamente enfeitado e apetrechado, com barracas e pavilhões onde se vendia de tudo um pouco desde «comes e bebes» a estatuetas, objectos diversos, rifas, etc, e onde se petiscava, bailava e divertia, ao som da velha concertina ou do tradicional gramofone que se repercutia pelo recinto através de altifalantes.

Embora por muito tempo ridicularizado, devido à lentidão dos morosos e fatigantes percursos que proporcionava, uma vez que funcionava com a velha linha de bitola estreita que  se manteve até 1953,  o primitivo comboio, o "Camacouve" era acarinhado por uma boa parte da população, pois era através dele que naquele tempo, em que raros residentes possuiam veículos automóveis, as pessoas conseguiam partir para deslocações de longo curso, permitindo-lhes deixar de lado as velhas carroças puxadas por juntas de bois, introduzidas pelos boers e aliviar o trabalho dos carregadores indígenas. 

Tudo tem a sua época, e este comboio, bem ou mal, cumpriu a sua missão, ao contribuir para o arranque do comércio na zona como meio de transporte de mercadorias, para além da sua função como transporte de pessoas.




 Na Revista quinzenal GAZETA nº 296 de 16 de Dezembro de 1946 (fundada em 1888), encontrei um artigo (l) assinado pelo coronel engº Machado Faria e Maia, espécie de resumo de um livro do Coronel  Lopes Garvão, onde  nos fala dos estudos  levados a cabo para a construção dos Caminhos de Ferro de Moçâmedes até à Huila, desde Joaquim José Machado até aos do Engº Torres, bem como dos estudos do Engº Costa Serrão relacionados com  a construção de uma cremalheira de Vila Arriaga ao Planalto que não chegou a ser construida por várias indecisões quanto à sua urgência, sendo em 1933, por força das operações militares do General Pereira d'Eça no Cuanhama, que o Governo se vira obrigado a prolongar os CFM. Refere o mesmo artigo que foi o engº Pinto Teixeira quem finalmente logrou levar a cabo os Caminhos de Ferro até ao Lubango de acordo com o projecto do Engº Torres., contornando o Tolundo, e quem na época havia avançado a ideia de serem efectuados estudos para  a ligação ferroviaria de Porto Alexandre à Baia dos Tigres e ao planalto, ideias que foram travadas na medida que tirariam a importância ao porto de Moçâmedes. 

Há no mesmo artigo um elogio ao trabalho incansável de dezenas de engenheiros que estiveram envolvidos e faleceram vitimas mais ou menos directas das suas missões em prol da abertura de vias de comunicação em Angola entre 1877 a 1918, para além daqueles que à época se encontravam envolvidos e que ainda se mantinham vivos. O autor não obstante se refira às escassas verbas, salienta que Portugal apesar das dificuldades com que se debatia no campo financeiro, inda assim era a potência que estava mais empenhada neste tipo de construções.   Andrade Corvo é citado como o primeiro Ministro do Ultramar a preocupar-se  seriamente com o desenvolvimento das colónias de África até então caídas na indiferença do Reino, tendo para tal procedido à nomeação de gente jovem, engenheiros com mais vontade de trabalhar e de se tornarem conhecidos. Refere o trabalho de Sartea Prado, o mais antigo Engº colonial o técnico que começou em Africa os estudos dos Caminhos de Ferro e desejava, num projecto ambicioso, que estes ligassem a Lunda à Contra Costa.


RAMAL DA CHIBIA (1949)




Capa de uma das obras publicadas por de Eduardo Gomes de Albuquerque e Castro, a 18 de Outubro de 1949,  quando da inauguração do prolongamento da linha em direcção à Chibia (Km 299 a uma altitude de 1615 m). Na imagem abaixo está registado o momento em que foi assinado o auto do início dos trabalhos pelo Governador-Geral, Capitão José Agapito da Silva Carvalho no dia 26 de Julho de 1948.







A inauguração do troço Sá da Bandeira-Chibia, da linha do Sul, prolongamento do Caminho de Ferro de Moçamedes aconteceu a 18 de Outubro de 1949, na bitola 0,60 m e na extensão de 51 Kms.

O horário do comboio inaugural do troço «Sá da Bandeira-Chibia», partiu de Sá da Bandeira às 9.40 e chegou às 12.10. No percurso descendente, o comboio partiu às 15.15 da estação da Chibia e chegou à estação da Huíla às 16.45, partiu às 18.00 e regressou à Sá da Bandeira às 19.00.



No dia 28 de Maio de 1953, circulou o comboio inaugural do 2º troço entre a Vila da Chibia e a povoação do Chiange na extensão de 70 Kms, no qual viajaram o Governador-Geral, Capitão José Agapito da Silva Carvalho e a sua comitiva, autoridades militares, religiosas e civis, representantes da Imprensa e Rádio e muito povo.[1]




Estações do Ramal da Chibia


- SÁ DA BANDEIRA
- SANTO ANTÓNIO
- HUILA
- RIO DA HUILA
- CHIBIA (VILA JOÃO DE ALMEIDA)
- CAPANDE
- CHIANGE (Gambos)
 Nota: Estas referencia sobre o ramal da Chibia foram retiradas do site:Marcofilia de Angola
::
Finalmente, ainda que tardiamente chegaram aos Caminhos de Ferro de Moçâmedes as potentes Garrat's...


Foi em meados do século XX, passados que haviam sido os anos da II Grande Guerra (1939-45) em que as fábricas europeias estiveram ao seu serviço, que as coisas começaram a andar e chegaram até nós as potentes GARRAT'S, bem adaptadas às lonjuras de África, que mais facilmente movimentarem comboios extensos de passageiros de mercadorias ou mistos, nesse vai-vem entre Moçâmedes (Namibe) e Sá da Bandeira (Lubango), com os seus três corpos distintos que facilitavam as manobras nas apertadas passagens das montanhas. O maquinista seguia no corpo do meio, e no da retaguarda recolhia-se o combustível (lenha, carvão). No corpo da frente, fruto das fornalhas incandescentes, acumulava-se a tremenda pressão do vapor que tornava as GARRAT'S poderosas e imparáveis.


A cerimónia de inauguração solene da 1ª fase dos trabalhos de transformação dos CFM aconteceu por ocasião da visita do Presidente da República, General Francisco Egidio Craveiro Lopes a Angola, em 1954, na sua passagem por Vila Arriaga, vindo de Sá-da-Bandeira a caminho de Moçâmedes.



No acto da inauguração, o Presidente da República, cumprindo os rituais de praxe queimou com fogo da fornalha da locomotiva a simbólica fita que ficou a marcar o momento em que as pequenas locomotivas que rebocavam composições da ordem das 120 toneladas deram lugar às potentes Garrat´s que passaram rebocar comboio da ordem 800 a 100 toneladas, em nova linha de via alargada, num troço de 169 km. A partir daí foi possibilitado um grande avanço, quer em potência, quer na capacidade de transporte mercadorias e pessoas, o que muito contribuiu para o desenvolvimento da zona.

Este projecto, promulgado por diploma do Marechal Carmona na 1ª viagem Presidencial, compreendia um conjunto obras que deveriam ser levadas a cabo no periodo entre 1938/1945, 
e o prolongamento até ao Tchivinguiro, mas acabou travadopor força da 2ª Grande Guerra Mundial dada a impossibilidade de aquisição de apetrechamento, máquinas, etc. Em consequência do adiamento do assentamento da nova bitolada o rendimento esperado foi reduzido, tendo-se, inda assim, efectuado o alargamento da plataforma para a bitola e rectificação do traçado de Moçâmedes ao quilómetro 173, e do quilómetro 205 a Sá da Bandeira, incluindo obras de arte, instalação de pessoal etc.


Ver também a Revista Gazeta do Caminho de Ferro 1597 de 1 de Julho de 1954:   http://hemerotecadigital.cm-lisboa.pt/OBRAS/GazetaCF/1954/N1597/N1597_master/GazetaCFN1597.pdf

 http://hemerotecadigital.cm-lisboa.pt/OBRAS/GazetaCF/1953/N1576/N1576_master/GazetaCFN1576.pdf


Lista das Estações do CFM

  1. MOSSAMEDES
  2. QUIPOLA
  3. SACO
  4. RIO GIRAÚL
  5. GIRAÚL
  6. MIRAMAR
  7. CAMPO LIVRE
  8. RAPOZEIRA
  9. MONTEMOR
  10. DOIS IRMÃOS
  11. LUZO
  12. CUTO
  13. CUMIEIRA
  14. MUNHINHO
  15. MUNBENGO
  16. ASSUNÇÃO
  17. GARGANTA
  18. CACUNDA
  19. VILA ARRIAGA
  20. NUMBIA
  21. TOLUNDO
  22. PAMBALA
  23. QUILEMBA
  24. SÁ DA BANDEIRA  (cont)



A imagem e o texto a seguir  foram retiradas do site:Marcofilia de Angola::
 


  Estações do CFM entre Sá da Bandeira e Serpa Pinto (após 1923)




A linha do Caminho de Ferro, a partir de Sá da Bandeira tem duas directrizes: Sul e Leste. A primeira no sentido do Cunene para o Sul (ramal da Chibia) está concluída desde 1953, a segunda no sentido da fronteira.  O primeiro troço de Sá da Bandeira à Vila Paiva Couceiro, na extensão de 132 Km, na bitola de 1,067 m, foi aberto à exploração em 9 de Novembro de 1955. O segundo troço, de Vila Paiva Couceiro até à aldeia da Matala-onde foi construída a barragem hidro-elétrica-tem a extensão de 54 Kms, O troço da Matala à Vila Artur de Paiva tem a extensão de 155 Kms, foi aberto à exploração em 28 de Maio de 1958. O terceiro troço de Vila artur de Paiva ao Cuchi na extensão de 72 Kms, foi aberto à exploração em 28 de Maio de 1960, e o último troço do Cuchi a Vila Serpa Pinto com 94 Kms, foi aberto à exploração em 6 de Dezembro de 1961.


A linha estendia-se ao longo de 756 Km até chegar a Serpa Pinto, passando pelas estações de Olivença-a-Nova, Matala e por vários apeadeiros, conhecidos por casetas. Antes do comboio chegar a Serpa Pinto passava pelas casetas 47, 48 e 49.

25. SANTO ANTÓNIO
26. ARIMBA
27. CACULOVAR
28. CASETA 21
29. OLIVENÇA-A-NOVA
30. CAMANA
31. CHICUNGO
32. PEDREIRA 2
33. CASETA 25
34. SANZALA
35. VILA PAIVA COUCEIRO
36. CASETA 27
37. CASETA 28
38. BEMBER
39. CASETA 29
40. ALDEIA DA MATALA (434)
41. PONTE SALAZAR
42. CASETA 31
43. CASETA 32
44. MICOSSE
45. PEDREIRA 4
46. CASETA 34
47. CASETA 35
48. DONGO
49. CASETA 36
50. CASETA 37
51. COLUI
52. CASETA 39
53. VILA ARTUR DE PAIVA
54. CASETA 41
55. TOMBOLO
56. CASETA 43
57. CANÓNA
58. CASETA 45
59. CUCHI
60. CASETA 46
61. CASETA 47
62. LUASSENHA   
63. CASETA 48
64. RIO CUÉLEI (PONTE)
65. CASETA 49
66. CASETA 50
67. CASETA 51
68. SERPA PINTO



Breve história do Caminho de Ferro de Mossamedes na Gazeta dos Caminhos de Ferro:




Estação de Vila Arriaga no Km 169 do C.F.M.
Pesquisa e texto de MariaNJardim

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Para quem estiver interessado em saber mais, poderá também consultar:

Sobre as potentes Garrat's poderá ver aqui uma excelente reportagem:
Memória - Fantásticas "Garratts"! (1.ª Parte) - As Antigas Viagens de Comboio de Moçâmedes a Sá da Bandeira (Sul de Angola)
http://torredahistoriaiberica.blogspot.com/2008/05/memria-fantsticas-garrats-1-parte-as.html#links

Sobre CFM, clicar AQUI  AQUI  AQUI

e AQUI 


 

Reprodução por meios fotográficos de Elza Amaral
© Família de António Aniceto Monteiro. Fotos tiradas antes de 27 de Dezembro de 1909. Ver: Angola e António Aniceto Monteiro. Ver ainda: CAMINHO-DE-FERRO DE MOÇÂMEDES 1909/1910.

  1. [PDF] 

    Gazeta dos Caminhos de Ferro, N.º 1597 (1 de ... - Hemeroteca Digital

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    trabalhos do Caminho de Ferro de Moçâmedes, ... de Fomento de Angola, que passa a gozar de auto- .... em 2 de Setembro de 1948 e concluidas am 1950 e ...




1 comentário:

  1. NIDIA JARDIM

    GOSTEI MUITLO E VOU TENTAR LER TUDO SOBRE O ANTONIO ANICETO MONTEIRO ,
    Sua obra e Acção no Sul de Angola.

    Obrigado Amiga por tudo

    Neco


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