Aqui procurarei depositar retalhos de Estórias e da História de Mossâmedes (Moçâmedes, actual Namibe), uns, resgatados às páginas de antigos livros e documentos retirados das prateleiras de alfarrabistas, ou rebuscados no interior de bibliotecas, reais e virtuais... e ainda outros, fundados em testemunhos de vivos e experiências vividas. Porque é nas estórias e na História, naquilo que de melhor ou pior aconteceu, que devemos, todos, portugueses e angolanos, europeus e africanos, buscar ensinamentos, para que, não repetindo os erros do passado, sejamos capazes de nos relançar e progredir no futuro, enquanto pessoas e cidadãos. Citando o Padre Ruela Pombo (*): "Os mortos guiam os vivos!... É verdade: sem freio nem chicote...O passado impõe-se ao presente, e garante o futuro.O homem egoísta é inimigo do verdadeiro Progresso e prejudicial à Sociedade. É esta a minha ...ilusão!"



(*) in
“Paulo Dias de Novais e a Fundação de Luanda – 350 anos depois...”, 2 de Dezembro de 1926 – Arquivo Histórico Ultramarino, Lisboa, Portugal












sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

A DEFESA DAS COLÓNIAS DE ÁFRICA, DE 1914 A 1920

Forças expedicionárias a caminho de África, em 1914
CRONOLOGIA DA PARTICIPAÇÃO PORTUGUESA NAPRIMEIRA GUERRA MUNDIAL
A DEFESA DAS COLÓNIAS DE ÁFRICA, DE 1914 A 1920

[Retirado de O Portal da História]

O general Alves Roçadas

Alves Roçadas, nasceu em Vila Real, em 6 de Abril de 1865 e faleceu em 28 de Junho de 1926.
Foi governador do distrito de
Huíla no Sul de Angola e, em Outubro de 1914, comandou a força expedicionária portuguesa de 1600 homens, que foi enviada de Portugal, para Angola, com a finalidade de defender o território colonial e de combater o exército alemão situado na Damaralândia.
[Texto retirado da Wikipédia]
+++
(...)
Voltou a Angola em 1905, nomeado governador do distrito da Huíla, devido ao massacre de Pembe de uma força de 500 homens destacada da coluna que ia submeter os Cuanhamas, tribo sedeada no baixo Cunene.
Alves Roçadas começou por submeter a região dos Mulondo, a leste de Huíla, entre os rios Calculevar e Cunene, tendo morto o soba Haugalo. Em 1906, atacou a sul em direcção ao baixo Cunene, ao longo do rio Calculevar, ocupando Pocolo, Bela-Bela e Jau. Atravessou o Cunene, fundando o Forte Roçadas, em terras dos Cuamato. O avanço além Cunene, para ocupação da parte portuguesa do Ovampo, foi preparado com expedição de novas tropas. Para comandar esta expedição é nomeado em Maio de 1906 o capitão Alves Roçadas. As forças expedicionários saíram do Forte Roçadas em 27 de Agosto de 1907, sendo atacadas logo de seguida em Mufilo. Roçadas mandou formar um quadrado que conseguiu suster o ataque, sendo a cavalaria a decidir o combate. Seguiram-se vários outros combates, até que a embala de Nalueque foi finalmente ocupada. A campanha acabou em Outubro, com a pacificação das tribos do baixo Cunene, os Cuamatos.
(...)
Em 1914, quando se organizou a primeira expedição a Angola, para defender o sul da colónia, que fazia fronteira com a colónia alemã do Sudoeste Africano, Roçadas foi escolhido para a comandar. O incidente de Naulila, nas margens do Cunene, perto da fronteira entre as duas colónias, incidente entre forças militares portuguesas e alemãs, acontecido em 18 de Outubro, fez com os alemães atacassem o posto isolado de Cuangar, nas margens do Cubango. Alves Roçadas decidiu então, com as poucas forças de que dispunha, atravessar o Cunene e procurar as forças alemãs que tinham entrado no território português. Mas foi derrotado em Naulila, em 18 de Dezembro, e obrigado a atravessar o Cunene e o Caculevar, concentrando-se à volta do Forte Gambos. Devido a esta retirada os povos do Humbe revoltaram-se. Alves Roçadas foi, por isso, chamado a Portugal, embarcando em princípios de Maio de 1915.
(...)
[De José Augusto Alves Roçadas em O Portal da História].

A GUERRA EM ANGOLA

1. As primeiras operações militares
A força expedicionária. Preparação das operações
Incidentes de fronteira: Maziúa, Naulila e Cuangar
O novo plano de operações 2. Combate de Naulila - Retirada sobre os Gambos
3.
Situação político-militar depois do combate de Naulila
4. Preliminares das operações militares em 1915
O novo comando
A situação vista de Lisboa
A situação vista de Luanda
5. Execução das operações e ocupação do território do Baixo-Cunene
Reocupação do Humbe, futura base de operações
Operações além-Cunene: combates da Môngua
Operações além-Cunene: a chegada do destacamento do Cuamato
Operações além-Cunene: ocupação militar do teritório
[Retirado de O Portal da História]

SEguem algumas fotos e postais encontrados na net sobre a materia
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http://www.postcardman.net/138489.jpg

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