Aqui procurarei depositar retalhos de Estórias e da História de Mossâmedes (Moçâmedes, actual Namibe), uns, resgatados às páginas de antigos livros e documentos retirados das prateleiras de alfarrabistas, ou rebuscados no interior de bibliotecas, reais e virtuais... e ainda outros, fundados em testemunhos de vivos e experiências vividas. Porque é nas estórias e na História, naquilo que de melhor ou pior aconteceu, que devemos, todos, portugueses e angolanos, europeus e africanos, buscar ensinamentos, para que, não repetindo os erros do passado, sejamos capazes de nos relançar e progredir no futuro, enquanto pessoas e cidadãos. Citando o Padre Ruela Pombo (*): "Os mortos guiam os vivos!... É verdade: sem freio nem chicote...O passado impõe-se ao presente, e garante o futuro.O homem egoísta é inimigo do verdadeiro Progresso e prejudicial à Sociedade. É esta a minha ...ilusão!"



(*) in
“Paulo Dias de Novais e a Fundação de Luanda – 350 anos depois...”, 2 de Dezembro de 1926 – Arquivo Histórico Ultramarino, Lisboa, Portugal












quarta-feira, 30 de maio de 2007

RELAÇÃO DOS COMPONENTES DAS 1ª E 2ª COLÓNIAS DE PORTUGUESES (DE PERNAMBUCO-BRASIL) CHEGADOS A MOSSAMEDES (MOCAMEDES, NAMIBE) EM 4 DE AGOSTO DE 1849 E EM 26 NOVEMBRO DE 1950








Se considerarmos colono, o europeu que partiu para África com a intenção de se fixar permanentemente – não sendo soldado, degredado ou membro do serviço colonial – seremos levados a concluir que a colonização portuguesa em Angola não começou antes de meados do século XIX (1849), com a colonização de Moçâmedes, altura em que chegou à velha Angra do Negro a 1ª colónia de luso-brasileiros para dar início ao seu povoamento branco da região. E inda assim tratava-se de uma "colonização" impulsionada não por um projecto sistematicamente organizado pelo país colonizador - Portugal- mas por força das circunstâncias. Ou seja, tudo começou, quando no Brasil independente desde 1922, estalou, em 1848 a Revolução Praieira que levou um grupo de portugueses residentes em Pernambuco a pedirem a Portugal transporte e outros auxílios para se transferirem para qualquer ponto do globo onde tremulasse a bandeira portuguesa. A crise económica no Brasil, a insatisfação dos liberais com o governo dos conservadores, o desemprego e a miséria nas classes populares, o domínio dos portugueses sobre o comércio, negando-se, inclusive, a dar emprego a brasileiros, todas estas situações, juntamente com a influência das revoluções liberais em cadeia, desde Revolução Francesa que levaram ao triunfo da classe burguesa, em 1848, e do Socialismo Utópico francês, cujo porta-voz em Pernambuco era o Jornal Diário Novo culminaram com a revolução Praieira e a fuga dos portugueses para Moçâmedes, no sul de Angola. Foi no governo dos Praieiros que a reacção dos brasileiro se se fez sentir mais violentamente sobre estrangeiros lusos, cujas lojas de comércio são saqueadas e destruidas e seus proprietários e caixeiros eram arrastados pelas ruas, situação que se reflectia nos jornais praieiros, que declaravam serem os portugueses os responsáveis pela falta de dinheiro na província, e responsáveis pela falta de trabalho da população pobre.



Bernardino Freire de Figueiredo Abreu e Castro, foi o mentor e chefe dessa 1ª colónia agrícola de povoadores portugueses que vindos de Pernambuco (Brasil) na Barca "Tentativa Feliz" chegaram a Moçâmedes, Angola, no dis 04 de Agosto 1849 (166, entre homens, mulheres e crianças).
 
Sem dúvida, a perda do Brasil aguçou o interesse de Portugal  para as colónias de África e para as políticas de povoamento, mas esse interesse revelou-se mais forte já no último quartel do século XIX, numa época em que a tendência das potências europeias era o alargamento da sua influência naquele continente que até então não fora mais que um entreposto de tráfico de escravos, e fora grande até então o laxismo em Portugal em relação a Angola, a nova "joia da corôa2 de Portugal.
 
Convém sublinhar, pois, que a mola que impulsionou a fixação deste primeiro contingente dos colonos em Moçâmedes não foi a ideia de uma colonização dirigida e amadurecidamente preparada, mas uma insurreição armada na cidade brasileira de Pernambuco que levou um grupo de portugueses e luso-brasileiros a solicitarem a Portugal transporte para qualquer colónia lugar onde tremulasse a bandeira portuguesa. E que esta foi uma oportunidade inesperada que o governo soube aproveitar, não obstantes as oposições no parlamento, e para o que muito contribuiu Luz Soreano que no contacto com determinadas leituras se havia apercebido da bondade do clima de Moçâmedes e encaminhou o processo que culminou com a vinda dos colonos do Brasil aos quais foram fornecidos meios de transporte, empréstimo para compra de alfaias e alguns alimentos para os primeiros tempos da fixação.

Segue a relação dos nomes de quantos com ele partiram, homens, mulheres e crianças,  rumo a essa odisseia que foi a fundação de Moçâmedes:


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 RELAÇÃO DOS COMPONENTES DA PRIMEIRA COLÓNIA DE EMIGRANTES DE PERNAMBUCO (PORTUGUESES)CHEGADOS A MOSSAMEDES (MOCAMEDES, NAMIBE) NA BARCA "TENTATIVA FELIZ" EM 4 DE AGOSTO DE 1849. MUITOS DELES SEGUIRAM DEPOIS PARA A BIBALA, CAPANGOMBE,HUMPATA E HUÍLA :

ADELINO DUARTE DA NAZARETH - ALBERTO DA FONSECA ABREU E CASTRO - AMÉLIA PEREIRA TAVARES - ANA ANTUNES DE BARROS - ANA GUILHERMINA CAVALCANTI - ANA JOAQUINA DOS PRAZERES - ANA LUÍSA DE CASTRO ROCHA - ANA RITA DOS SANTOS (e filha MARIA) - ANTÓNIO AROUCA - ANTÓNIO COELHO DA MOTA - ANTÓNIO DA COSTA CAMPOS - ANTÓNIO COUTINHO - ANTÓNIO COUTINHO DE AZEVEDO - ANTÓNIO FERREIRA MENESES JÚNIOR - ANTÓNIO JOAQUIM DE ABREU AFONSO - ANTÓNIO JOAQUIM DE ABREU CARDOSO - ANTÓNIO JOAQUIM RODRIGUES - ANTÓNIO JOAQUIM DE SOUSA ARAÚJO - ANTÓNIO JOSÉ ALVES - ANTÓNIO JOSÉ PEREIRA DIAS GUIMARÃES - ANTÓNIO JOSÉ DOS SANTOS BRAGA - ANTÓNIO LOPES DA ROSA - ANTÓNIO MARTINS PEREIRA - ANTÓNIO MOREIRA DA SILVA E SOUSA - ANTÓNIO PEREIRA DA FONSECA (e seus filhos : ANTÓNIO e JOÃO) - ANTÓNIO PEREIRA DO NASCIMENTO - ANTÓNIO PINTO DE QUEIRÓS - ANTÓNIO ROMANO FRANCO (casado com JOANA RAQUEL DA SILVA) - ANTÓNIO DA SILVA TORRES -ANTÓNIO VASQUES (e sua filha JOSEFA) - ANTÓNIO VIEIRA COELHO - AUGUSTO CÉSAR DE ABREU MAGALHÃES - AUGUSTO LEBREMANN (casado com HELENA MARIA DA CONCEIÇÃO) - BALBINA GENEROSA DA CONCEIÇÃO - BÁRTOLO JOSÉ PEREIRA - BENTO DA PAIXÃO VASQUES - BENTO RESENDE PEREIRA - BERNARDINO ANTÓNIO RESENDE - BERNARDINO DA COSTA E SOUSA - BERNARDINO FRANCO PONTES - BERNARDINO FREIRE DE FIGUEIREDO DE ABREU E CASTRO - BERNARDINO JOSÉ BESSA - BERNARDINO JOSÉ DA SILVA - BERNARDINO VIEIRA DOS SANTOS BRAGA - CAETANO DE PAIVA FERREIRA - CLARA MARIA DO ROSÁRIO - DOMINGOS JOSÉ BRAGA - DOMINGOS LUÍS FERREIRA - ELISA DO ROSÁRIO PEREIRA - FILIPA JOAQUINA MARTINS DE LIMA - FIRMINO DE ALCÂNTARA GUIMARÃES - FRANCISCA LÚCIA DOS PRAZERES - FRANCISCA ROSA - FRANCISCO ANTÓNIO DE BRITO - FRANCISCO CECÍLIA - FRANCISCO DOMINGUES DOS SANTOS - FRANCISCO INÁCIO - FRANCISCO JOSÉ PEREIRA - FRANCISCO JOSÉ PINTO DE OLIVEIRA - FRANCISCO JOSÉ RODRIGUES DE CASTRO - FRANCISCO JOSÉ DA SILVA LOPES - FRANCISCO LEAL - FRANCISCO DE MAIA BARRETO - FRANCISCO PINTO FRANCO ROCHA - FRANCISCO RICARDO DA SILVA - FRANCISCO ROMANO MONIZ - FRANCISCO ROSA - FRANCISCO DA SILVA - FRANCISCO TAVARES - FRANCISCO TAVARES DA SILVA - GOTTLIEB HENRY (casado com JACINTA FLORA) - HELIODORO RIBEIRO DA FONSECA - HORTÊNSIA RAQUEL DA SILVA - INÁCIA UMBELINA DO ESPÍRITO SANTO - INÁCIO BRAZ DE OLIVEIRA (casado com GERTRUDES MARIA DA SILVA) - INÁCIO VASQUES - ISABEL DE ÁUSTRIA DE SOUSA PRADO - JOANA MARIA DA FONSECA - JOANA MARIA DO LIVRAMENTO - JOÃO BAPTISTA DE PASSOS - JOÃO BESSA - JOÃO FERNANDES MOREIRA - JOÃO FRANCISCO RIBEIRO - JOÃO LEITE DA COSTA BASTOS - JOÃO MARIA DA SILVA - JOÃO RODRIGUES COELHO - JOÃO SOARES BOTELHO - JOÃO VASQUES LUÍS - JOAQUIM DE ANDRADE PESSOA PIMENTEL - JOAQUIM ANTÓNIO DIAS DE CASTRO - JOAQUIM JOSÉ FERREIRA - JOAQUIM JOSÉ DA ROCHA - JOAQUIM DE PAIVA FERREIRA - JOAQUIM DA SILVA CONCEIÇÃO - JOAQUIM DA SILVA COSTA FRADELOS - JOSÉ DE ALMEIDA MONIZ (casado com JOAQUINA ROSA DE JESUS e filhas MARIA e FRANCISCA) - JOSÉ ANTÓNIO BRANCO - JOSÉ DA COSTA - JOSÉ DA COSTA GUIMARÃES - JOSÉ DO ESPÍRITO SANTO BRAGA - JOSÉ FERNANDES GUIMARÃES - JOSÉ FRANCISCO MOREIRA - JOSÉ GONÇALVES DA SILVA SOARES - JOSÉ JACINTO (casado com MARIA TEREZA JACINTO) - JOSÉ JACINTO DE MEDEIROS - JOSÉ JOAQUIM BENEVIDES - JOSÉ JOAQUIM DE MACEDO - JOSÉ JOAQUIM DE PINHO - JOSÉ JOAQUIM RODRIGUES DE CASTRO (casado com TERESA MARIA DOS PASSOS DE JESUS) - JOSÉ JOAQUIM DA SILVA PEREIRA (casado com TERESA DE JESUS) - JOSÉ LEITE DE ALBUQUERQUE - JOSÉ LEITE DA COSTA - JOSÉ MARIA BARBOSA (casado com MARIA ROSA DA CONCEIÇÃO) - JOSÉ MARTINS FERREIRA - JOSÉ MARTINS DA SILVA - JOSÉ DE MELO DA SILVA PIMENTEL - JOSÉ DE OLIVEIRA - JOSÉ PEDRO DE ALCÂNTARA - JOSÉ PEDRO LEITE - JOSÉ PEREIRA BASTOS - JOSÉ PINTO FRANCO ROCHA - JOSÉ RODRIGUES PIRES DA MAIA (MATA ?) - JOSÉ DA SILVA MONIZ - JOSÉ DA SILVA NOGUEIRA - JOSÉ DE SOUSA - JOSÉ TRILHO FONTES - JÚLIO DA GRAÇA BASTOS - MANUEL DUARTE - MANUEL GONÇALVES BOUCINHO - MANUEL GONÇALVES FERREIRA LIMA (casado com MARIA DA CONCEIÇÃO LIMA) - MANUEL JOAQUIM DE ABREU - MANUEL DUARTE- MANUEL JOAQUIM DA FONSECA - MANUEL JOSÉ ALVES BASTOS - MANUEL JOSÉ FERNANDES - MANUEL LUIS DE ALMEIDA - MANUEL PINTO DUARTE - MANUEL DO REGO CORREIA BARROS - MANUEL DA SILVA TAVARES - MANUEL VASQUES DA CRUZ - MANUEL VICENTE PEREIRA LAMEGO - MARIA CÂNDIDA DE AZEVEDO - MARIA CAROLINA DA CONCEIÇÃO - MARIA JOAQUINA PEREIRA DE BASTOS - MARIA MADALENA DE PAULA - MARIA DO ROSÁRIO ROCHA - MARTINHO DA SILVA PEREIRA - MINERVINA DE CASTRO FRANCO ROCHA - NARCISO FRANCISCO DE SOUSA - RITA MARIA DE JESUS - RODRIGO BARBOSA LEAL - SERAFIM BAPTISTA DA SILVA BASTOS

Alguns dos componentes desta 1ª colónia, chegados dispersaram-se pela Bibala, Capangombe, Humpata e Huila.

RELAÇÃO DOS COMPONENTES DA 2ª COLÓNIA DE PORTUGUESES (DE PERNAMBUCO) SAIDOS A 13 DE OUTUBRO DE 1950 E CHEGADOS A MOSSAMEDES (MOCAMEDES, NAMIBE) EM 26 DE NOVEMBRO DE 1950 NA BARCA PORTUGUESA "BRACARENSE" COMBOIADA PELO NO BRIGUE NACIONAL "DOURO". SUBSCRIÇÂO PROMOVIDA PELA COLÒNIA PORTUGUESA DO BRASIL, MUITOS DOS QUAIS SEGUIRAM DEPOIS PARA O "CHÃO DA CHELA"(BUNGO)E HUILA :

ANICETO MONIZ BESSA - ANTÓNIO CARDOSO CALDEIRA - ANTÓNIO FRANCISCO NOGUEIRA - ANTÓNIO JOSÉ MENDES - ANTÓNIO JOSÉ DA ROCHA - ANTÓNIO RIBEIRO DA COSTA PORTO - CLAUDINO FERREIRA PINTO - DIOGO JOSÉ DE OLIVEIRA - FRANCISCA MARIA DA CONCEIÇÃO - FRANCISCA MARIA DE SANTANA E SILVA (com seus filhos : DOMINGOS e MARIANA) - FRANCISCO ANTÓNIO DE MESQUITA (casado com JOANA DA CONCEIÇÃO MESQUITA e sua filha IDALINA) - FRANCISCO BOAVENTURA FERREIRA - FRANCISCO FERREIRA RANGEL PINTO - FRANCISCO INÁCIO FERREIRA - FRANCISCO JOSÉ DA COSTA - FRANCISCO JOSÉ PAVÃO (casado com ANTÓNIA JOAQUINA, acompanhados por seus filhos : MARIA, JOAQUIM, JOSÉ e RICARDA) - FRANCISCO JOSÉ RICARDO FERREIRA - FRANCISCO JOSÉ RODRIGUES - FRANCISCO JOSÉ DA SILVA MORAES - FRANCISCO DE LIMA - FRANCISCO RODRIGUES PINTO DA ROCHA, natural de Lamego - GERÓNIMO INÁCIO VALADÃO, natural de Pernambuco (com seus filhos : ANGELA, ANTÓNIA, ANTÓNIO, CLARA, COSME, DAMIÃO, JOÃO e MARIA) - GUILHERME EVANGELISTA CRITTONOVICHI - HENRIQUE DE ALMEIDA RODRIGUES - IDALINA SOARES DE AL-BERGARIA - INÁCIO AUGUSTO DE AGUIAR - INÁCIO JOSÉ DA COSTA - ISABEL AMÉLIA DE SOUSA - JACINTO DE COUTO FALCÃO - JACINTO SIMÕES DE ÁVILA -JOÃO ANTÓNIO DA SILVA - JOÃO DA COSTA MANGERICÃO (casado com BERNARDA DE JESUS e seus filhos : ANA, JOSÉ e TERESA) - JOÃO EVANGELISTA PIRES (casado com JOAQUINA MARIA PIRES) - JOÃO JACINTO DE CARVALHO - JOÃO JACINTO PEREIRA CABRAL - JOÃO JOSÉ DE OLIVEIRA - JOÃO DE SOUSA MOREIRA - JOAQUIM DA COSTA - JOAQUIM GONÇALVES VIEIRA -JOAQUIM JOSÉ ANDRÉ - JOAQUIM JOSÉ BENTO, natural do Porto - JOAQUIM PEREIRA DOS SANTOS - JOAQUIM PEREIRA DA SILVA - JOAQUIM SOARES BARBOSA - JOAQUINA MARIA DA CONCEIÇÃO - JOAQUINA MARIA DOS SANTOS - JOSÉ ANTÓNIO LOPES DA SILVA, natural de Santiago de Vila Seca-Braga- JOSÉ ANTÓNIO PINTO GUIMARÃES - JOSÉ CORREIA NUNES - JOSÉ FERNANDES TORRES - JOSÉ FRANCISCO DE AZEVEDO - JOSÉ FRANCISCO DE PAULA - JOSÉ JOAQUIM DA COSTA (casado com FRANCISCA ALEXANDRINA DA SILVA COSTA e seus filhos : ADELAI0.DE, AMÉLIA, EDUARDO, IRONDINA, MANUEL e NESTOR) - JOSÉ LUÍS MENDES - JOSÉ PEDRO DE SOUSA PINTO - JOSÉ PEREIRA DE ALMEIDA - JOSÉ RAMALHO DE SOUSA - LUÍS JOSÉ DIAS BRANDÃO - MANUEL CARDOSO DE SOUSA - MANUEL FERREIRA DA CUNHA - MANUEL JOAQUIM MARQUES DA FONSECA - MANUEL JOAQUIM TORRES (casado com MARIA JOSÉ DA COSTA TORRES e sua filha AMÉLIA) - MANUEL JOSÉ MACHADO - MANUEL JOSÉ MOREIRA - MANUEL JOSÉ DE OLIVEIRA - MANUEL JOSÉ PEREIRA (e seus filhos : ANTÓNIO, EUFRÁSIA, JOSÉ e MARIA) - MANUEL JOSÉ RIBEIRO DE FIGUEIREDO, natural de Vizeu - MANUEL JOSÉ RODRIGUES (casado com FRANCISCA ROMANA SALGUEIRO e seus filhos : FRANCISCO e JOÃO) - MANUEL JOSÉ SANTIAGO (casado com MARIA ROSA DA CONCEIÇÃO) - MANUEL LÁZARO DE BARROS - MANUEL MONIZ GESTEIRO - MANUEL RODRIGUES PINTO DA ROCHA, natural de Tendais, distrito de Vizeu - MANUEL SOARES DE BRITO - MANUEL VIEIRA DOS SANTOS - MARGARIDA DE JESUS - MARIA FILIPA DA CONCEIÇÃO - MARIA JOAQUINA DUARTE MONTEIRO - MATEUS FERREIRA FRANCO - PAULINO ANTÓNIO GONÇALVES PEREIRA - ROSA MARIA DO NASCIMENTO - ROSA DE MEDEIROS - SIMEÃO PINTO VITORINO - TEOTÓNIO JOAQUIM DA COSTA (casado com EMÍLIA CÂNDIDA DE LACERDA) - FRANCISCA MARIA DA CONCEIÇÃO e VITORINO DE MELO PUGA . VOLUME (1837/1912)


Alguns dos componentes da 2ª colónia, dispersaram-se pelo chão da Chela (Bumbo)  e Huila.

Seguem algumas fotos  conseguidas de colonos que nas listas acima vêm assinalados a bond :


                                                                            
António Moreira da Silva, componente da 1ª colónia vinda de Pernambuco (Brasil) para Moçâmedes em 1849.




João Duarte de Almeida, componente da 1 colonia, o maior possuidor de algodoais nas suas fazendas de S. João do Norte, de S. João do Sul e de S. Nicolau, e  principal esportador de algodão do Distrito, Agraciado com o grau de Cavaleiro da Ordem de Cristo. Casou com Amélia Duarte de Almeida, filha do chefe da 2ª colónia vinda de Pernambudo (Brasil) para Mossâmedes, em 1850.
 Amélia Duarte de Almeida

Amélia Duarte de Almeida, componente da 2ª colónia vinda de Pernambuco (Brasil) para Moçâmedes em 1850. Era filha do Chefe da 2ª colónia, José Joaquim da Costa e esposa de João Duarte de Almeida, grande agricultor.




 Manuel Joaquim Torres, natural dos Açores, São Miguel, 09.04.1813, casou com Maria José da Costa, 1827 . Eram  pessoas endinheiradas quando partiram do Brasil, e em Moçâmedes foram proprietários, entre outros, de uma fazenda na Várzea dos Casados. Seus restos mortais repousam em mausoléu «aristocrático» no Cemitério de Moçâmedes (Namibe), no qual se encontram gravados os seguintes dizeres: «Cidadão digno e soldado valente, derramou o seu sangue pugnando pelas liberdades pátrias nas lutas fratícidas de 1822».




José Joaquim Pinho,  natural de Aveiro, Terra da Feira, c. de 1820, foi componente da Primeira Colónia de portugueses que, saídos de Pernambuco, em Maio de 1849, na barca brasileira "Tentativa Feliz" acompanhada pelo brigue de guerra português "Douro", de entre os quais sobressaíu, Bernardino Freire de Figueiredo de Abreu e Castro, o chefe da colónia, chegaram a Angola a 4 de Agosto de 1849, e fundaram a cidade de Moçâmedes. Era proprietário de terras na região, entre elas a fazenda situada na Várzea da Boa Esperança. Era filho de JOSÉ JOAQUIM DE PINHO e de MARIA DE JESUS RODRIGUES. (in Genea= era filho de José Joaquim de Pinho e de Augusta Gomes). JOSÉ JOAQUIM DE PINHO teve de uma primeira união (ainda solteiro), da qual deixou descendência. Casou com MARIA DOS ANJOS RODRIGUES, natural da Ilha de São Miguel (filha de ANTÓNIO RODRIGUES e MARIA DE JESUS RODRIGUES, naturais dos Açores, São Miguel), falecida em Mossâmedes a 1.5.1873, da qual deixou descendência. Era proprietário de terras na região, entre elas a fazenda situada na Várzea da Boa Esperança.  Repousa no cemitério de Moçâmedes onde foi mandado erguer, pelos seus filhos, um mausoléu no lugar em que está enterrado junto a sua mulher (legítima).


 

José Rodrigues Pires da Maia, componente da 1ª colónia vinda de Pernambuco (Brasil) para Moçâmedes em 1849.


Joaquim Paiva Ferreira


Joaquim Paiva Ferreira, componente da 1ª colónia vinda de Pernambuco (Brasil) para Moçâmedes em 1849. Fez parte da Comissão para a formação em Moçâmedes da Escola Lusitana, de raiz maçónica.  

 
Manuel José Alves de Bastos
 

Amélia Torres Bastos
  Amélia Torres era casada com Manuel José Alves Bastos, componentes da 1ª colónia vinda de Pernambuco (Brasil) para Moçâmedes em 1849. Amélia Torres era filha de Manuel Joaquim Torres de de Maria José da Costa. Manuel José Alves de Bastos era comerciante e proprietário  dedicou-se ao comércio de marfim e gado, às actividades agrícola com plantações, e também à pesca e à exploração de salinas. Com João Duarte de Almeida, eram os dois homens mais ricos na época. Repousam em jazigo de Família, no cemitério de Moçâmedes.
 
Narciso Francisco de Sousa

Narciso Francisco de Sousa

Narciso Francisco de Sousa, natural do Porto, Lordelo de Ouro, 02.08.1830,  componente da 1ª colónia vinda de Pernambuco (Brasil) para Moçâmedes em 1849, por ocasião da onda de anti-lusitanismo gerada pela revolução praeeira. Era filho de Joquim Francisco de Sousa e de Joaquina Maria Paiva. Era casado com Antónia Leopoldina Correa Bettencourt Pereira. Foi  comerciante de urzela em S. Nicolau


José Leite de Albuquerque
José Leite de Albuquerque componente da 1ª colónia vinda de Pernambuco (Brasil) para Moçâmedes em 1849, por ocasião da onda de anti-lusitanismo gerada pela revolução praeeira. Estabeleceu-se na colónia de Capangombe e Bumbo (foto do Boletim Geral do Ultramar),  a algumas léguas de Moçâmedes, prosperou na cultura da cana e da mandioca, e era o que mais se distinguia na zona pelos seus trabalhos agrícolas. Outros colonos seguiam o seu exemplo. In Annais Conselho Ultramarino- Parte não oficial-

António Francisco Nogueira

António Francisco Nogueira, componente da 2ª colónia vinda de Pernambuco (Brasil) para Moçâmedes em 1850. Autor do livro «A raça negra».



Francisca Alexandrina da Silva Costa
Francisca Alexandrina da Silva Costa

Francisca Alexandrina da Silva Costa , componente da 2ª colónia vinda de Pernambuco (Brasil) para Moçâmedes em 1850. Esposa do chefe da 2ª colónia, José Joaquim da Costa, do qual nao constam fotos.. 


Hirondina da Costa Brito

Hirondina da Costa Brito

Hirondina da Costa Brito, componente da 2ªcolonia vinda do Brasil para Mossâmedes, em 1850. Filha do Chefe da 2ª colonia, José Joaquim da Costa.
Manuel José Ribeiro de Figueiredo, (1821-1881)
 Manuel José Ribeiro de Figueiredo

Manuel José Ribeiro de Figueiredo, (1821-1881), componente da 2ª colónia vinda de Pernambuco (Brasil) para Moçâmedes em 1849.




Manuel Rodrigues Pinto da Rocha

Manuel Rodrigues Pinto da Rocha

Manuel Rodrigues Pinto da Rocha, componente da 2ª colónia vinda de Pernambuco (Brasil) para Mossâmedes em 1850. Era casado com Idalina Soares Albergaria e natural de Tendais (Vizeu

Idalina Soares de 
Albergaria


Idalina Soares de Albergaria

Idalina Soares de Albergaria, componente da 2ª colonia vinda de Pernambuco para Moçâmedes em 1850. Era esposa de Manuel Rodrigues Pinto da Rocha, componente da 1ª colónia (foto acima).

Informações colhidas, entre outros em:
«Moçâmedes» 1º Volume, de Manuel Júlio de Mendonça Torres
-Texto integral- ao qual anexei algumas fotos a que tive acesso

Annais Conselho Ultramarino- Parte não oficial-


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Do Boletim Geral Ultramarino XXVll  322 por Manuel Julio de Mendonça Torres: A Dessiminação colonozadora do Distrito de Moçâmedes e a formação dos seus aglomerados demografs.

Os colonos de 1849/50 fixaram-se não só em Moçâmedes, mas também se dessiminaram pelas margens do Bero e Giraul (arrabaldes campestres), pelos rios do Norte (Carunjamba e S Nicolau), pelas margens de um rio do sul ( Coroca), e pela região interior (Bumbo).

Formaram assim, além da povoação de Moçâmedes, capital do Distrito, os primeiros aglomerados rurais com 95 propriedades (Hortas, Boa Vista, dos Casados, da Boa Esperança, dos Cavaleiros, da Macala) e as de outros vales. E não apenas nucleos agrícolas, construiram também aglomerados maritimos instalanso 22 pescarias no Distrito, 18 das quais em Moçâmedes, 1 na Baia das Pipas, 1 no Baba, 1 na Lucira e 1 em Catara.

(...
O governador do Distrito Fernando Augusto da Costa Cabral, em relatório datado de 19/06/1877 indica-nos os agomerados rurais do seu tempo (1877-78), que constituiam as fazendas agricolas das cercanias da vila, situadas nas margens do rio Bero (Hortas, Quipola, Cavaleiros) e do rio Giraul, com menção dos nomes dos seus donos. Ei-los, com designação dos respectivos proprietários:

Hortas:  António Moreira da Silva e Sousa
              António Acácio de OLiveira Carvalho
              António Jacinto Neves
              João José de Oliveira
              Manuel de Oliveira Soares
              Rodolfo Antão
Quipola:António Moreira da Silva e Sousa
              António Rodrigues Boa Tarde
              Aires Correia de Sousa
              Casal de Manuel Ferreira de Lima
              Domingos Gomes Galambas
              Inácio Saraiva Ferrão Pimentel
              Joaquim de Paiva Ferreira
              José Joaquim da Costa
              José Augusto Liberman
              José António Todo Bom
              Luis Soares Ferreira
              Manuel Pinto e Silva
              Manuel P. Duarte
              Manuel Moreira da Silva
              Manuel José Machado
Cavaleiros
              Augusto Tomás dos Santos
              Aguiar e Bire
              Casal de Justino António da Silva
              Ferreira de  Carvalho
              Casal de Bernardino Freire de Figueiredo Abreu e Castro
              Dameso M. da Silva e Sousa
              Elias Fortunato
              José Ferr Soares
              Maria Madalena da Silva e Sousa
              e Simão José de Abreu
Giraul    Aires Borges de Azevedo
              Francisco José Moreira
              Inácio Eugénio Ribeiro
              José Joaquim da Costa
              José Ferr Duarte Leitão
              Liberman & Pereira
              Manuel de Almeida Soares
              e Moreira & Irmão

No tempo de Costa Cabral existiam, pois, nos arredores de Moçâmedes, como consta do citado relatório do Governador, 39 propriedades, todas muito importantes e produtivas. As das "Hortas" e sobretudo a dos "Cavaleiros" que se estendiam pelos fertilissimos terrenos das 2 margens do Bero, abundavam em plantações de cana; e as do Giraul, situada a 4 léguas da vila extremavam-se em culturas de algodão.

Havia ainda durante este ciclo, mas já bastante desviadas do centro populacional da capital do distrito, mais 10 fazendas agrícolas, cujos proprietários também vem insicados no relatório sw Costa Cabral de 19/06/1877. Umas situadas a norte, nas margens do rio S. Nicolau, outras ao sul marginando o rio Coroca. Dumas e doutras as mais importantes merecem registo específico, o que faremos a seguir.
(...)
Pg 41 do Boletim Geral Ultramar XXVIII 322, 1952
                                                                                                              




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