Aqui procurarei depositar retalhos de Estórias e da História de Mossâmedes (Moçâmedes, actual Namibe), uns, resgatados às páginas de antigos livros e documentos retirados das prateleiras de alfarrabistas, ou rebuscados no interior de bibliotecas, reais e virtuais... e ainda outros, fundados em testemunhos de vivos e experiências vividas. Porque é nas estórias e na História, naquilo que de melhor ou pior aconteceu, que devemos, todos, portugueses e angolanos, europeus e africanos, buscar ensinamentos, para que, não repetindo os erros do passado, sejamos capazes de nos relançar e progredir no futuro, enquanto pessoas e cidadãos. Citando o Padre Ruela Pombo (*): "Os mortos guiam os vivos!... É verdade: sem freio nem chicote...O passado impõe-se ao presente, e garante o futuro.O homem egoísta é inimigo do verdadeiro Progresso e prejudicial à Sociedade. É esta a minha ...ilusão!"



(*) in
“Paulo Dias de Novais e a Fundação de Luanda – 350 anos depois...”, 2 de Dezembro de 1926 – Arquivo Histórico Ultramarino, Lisboa, Portugal












sábado, 25 de dezembro de 2010

NO TEMPO DO CAPARANDANDA...



NO TEMPO DO CAPARANDANDA...


Crescemos todos a ouvir a expressão :"Isso é do tempo do Caparandanda!!" para explicar algo acontecido em tempos remotos...

Uma crónica, com pouco mais de 100 anos, sobre o temível Kaparandanda, filho de soba e bandoleiro... que existiu nos finais do séc XIX vem desvendar o significado do nome.

Na página acima, sem qualquer referância quanto a fontes,  podemos ver o grande chefe CAPARANDANDA preparando mais um assalto. Filho do soba Calumbe, CAPARANDANDA era possuidor de um fisico robusto e de um arrebatado génio,  chefe de um bando de salteadores que levavam a vida a assaltar e a roubar comitivas na sua passagem pela região do Quissange, tendo por fito principal o assalto aos lotes de aguardente. De nada serviam as queixas dos gentio ao soba pai, nem as admoestrações deste. Insubordinado e desobediente não escutava o proprio pai, a autoridade da região, soba bom e estimado pelo seu povo, chegando mesmo a ameaça-lo de morte. Calumbe teria solicitado a prisão do filho e ajudado as autoridades da época na sua captura e detenção,  facto que envolveu aparato militar e civil e que ficou conhecido como  "guerra do Caparandanda", em que o salteador foi aprisionado e deportado para fora da provincia.

Há referência a Caparandanda no Boletim da Sociedade de Geografia de Lisboa 30, 31 se 1912.

Sem comentários:

Enviar um comentário