Aqui procurarei depositar retalhos de Estórias e da História de Mossâmedes (Moçâmedes, actual Namibe), uns, resgatados às páginas de antigos livros e documentos retirados das prateleiras de alfarrabistas, ou rebuscados no interior de bibliotecas, reais e virtuais... e ainda outros, fundados em testemunhos de vivos e experiências vividas. Porque é nas estórias e na História, naquilo que de melhor ou pior aconteceu, que devemos, todos, portugueses e angolanos, europeus e africanos, buscar ensinamentos, para que, não repetindo os erros do passado, sejamos capazes de nos relançar e progredir no futuro, enquanto pessoas e cidadãos. Citando o Padre Ruela Pombo (*): "Os mortos guiam os vivos!... É verdade: sem freio nem chicote...O passado impõe-se ao presente, e garante o futuro.O homem egoísta é inimigo do verdadeiro Progresso e prejudicial à Sociedade. É esta a minha ...ilusão!"



(*) in
“Paulo Dias de Novais e a Fundação de Luanda – 350 anos depois...”, 2 de Dezembro de 1926 – Arquivo Histórico Ultramarino, Lisboa, Portugal












quinta-feira, 28 de abril de 2011

LIVRO: Apontamentos d'uma viagem de Lisboa á China e da China a Lisboa. A fundação da colónia de Mossamedes.


Capa

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Transcrevo a seguir algumas passagens deste  Livro  intitulado "Apontamentos d'uma viagem de Lisboa á China e da China a Lisboa, Volumes 1-2  por Carlos José Caldeira, na parte que toca aos  primordios da fundação de de Mossâmedes, na fase que medeou entre o estabelecimento das primeiras feitorias até aos 2 e 3 primeiros anos após a chegada dos colonos de Pernambuco (Brasil) em 1849 e 1850.


Fundação da Colónia de Mossamedes e seu actual estado
Cap. XVIII

"...Ainda que não visitei este novo estabelecimento, direi d'elle o que pude colher de varias informações que obtive, e que alcançam até ao fim de 1858. A bahia de Mossamedes, a que os inglezes chamam Litte Fish Bay, jaz em 15° 8' de lat. sul, e 21° 11' de long. a leste de Lisboa. Por ordem do governo foi explorada em 1785 por mar e terra, com vistas de se fazer alli um presidio, o que porém caiu em esquecimento, e só em 1839 o vice-almirante A. M. de Noronha, governando Angola, encarregou de uma nova exploração por mar ao capitão tenente Pedro Alexandrino dá Cunha, ao mesmo tempo que o tenente João Francisco Garcia partia por terra ao mesmo destino. No relatório do primeiro feito em 1840, e na memoria do segundo em 1841 dão curiosas noticias sobre a fertilidade e riqueza dos territórios contíguos para o interior, as quaes todavia parece não serem tão grandes, conforme depois se reconheceu.

Logo em 1840 começou a povoação, e depois ali  se estabeleceram feitorias de negociantes de Angola e Benguella, e se levantou um forte, sendo estes trabalhos continuados em 1841 pelo capitão tenente Francisco Antonio Gonçalves Cardoso (commandante do brigue Tejo alli estacionado), e que penetrou até a Huila, a 60 ou 60 legoas no Interior, onde pela primeira vez fez tremolar a bandeira portugueza.

Foi crescendo o estabelecimento e em Agosto de 1849 alli desembarcaram 165 colonos portuguezes, idos de Pernambuco, sendo 115 homens, 27 mulheres, e 23 menores; levando tres máquinas de engenhos para o fabrico do assucar, e os utensílios respectivos; e em 1850 chegaram mais 80 a 90 colonos, idos da Bahia e do Rio de Janeiro.

Mossamedes constitue hoje um districto, mas por agora verdadeiramente não é mais que um presidio , porque o governador reúne todas as atlribuiçôes militares, judiciaes, e administrativas. E a ultima povoação na parte sul da província d'Angola, assente num areal cercado d'outros, onde poucos dias ha de excessivos calores por causa das constantes virações do sul, regulando a temperatura pela do mez de maio era Portugal. Tem uma nascente de boa agua com partículas férreas: o clima é salubre, e no liltoral da província é o ponto onde melhor vive, e vinga na sua pureza a progénie da raça branca. Não ha chuvas, e a humidade das terras provém das inundações, conservada depois pelos cacimbos, ou névoas baixas, que duram de 4 a 5 mezes.

O fundeadouro e o porto são excellentes, havendo sempre desembarque seguro, mesmo nas maiores calemas. Na bahia abunda prodigiosamente peixe de boa qualidade, do qual fazem salgas e séccas que exportam para Benguella, Loanda, e ainda para o interior.

Os povos próximos criam muitos gados, que já se vão costumando a vender, e os mais distantes os vendem alé mesmo com preferencia á cera e marfim, o que produz muita abundância e barateia de carnes, que se exportam para abastecimento da estação naval , e consumo em Loanda, propondo-se agora alguns especuladores a seccar a carne á maneira do Brasil, o que se pôde tornar um importante ramo de exportação. Um boi grande custa, termo médio, 5:000 rs. no interior, e 9:000 rs. na povoação, onde regularmente se vende a carne de consumo a 1:000 rs. a arroba, ou a pouco mais de 600 rs. fortes. Ultimamente tentava-se fabricar manteiga, o que sé pode fazer em ponto grande, principalmente nos Gambos, onde ha prodigiosa abundância de leite.

D'antes muitos dos negros dos arredores recusavam-se, e ainda alguns se recusam, a vender gados em maior quantidade, porque parece que os tem na mesma conta dos nossos bens vinculados, sendo regulada a importância e consideração do individuo pelo numero de cabeças que possue. Em algumas partes só matam os bois, e lhes comem a carne por occasião dos casamentos e óbitos, fazendo com as caveiras e pontas uma espécie de monumentos fúnebres.
Além dos gados commercia-se com o gentio em sal mineral, marfim, cera, urzella, abada, milho, e feijão.
Nos limites de Mossamedes desembocam duas notáveis torrentes, ou rios Bero e Giraul, que apresentam nas suas margens várzeas de terreno Vegetal, mais ou menos salgado. Ainda porém não estão bem marcados os tempos próprios de lançar á terra as sementes de differentes productos, nem também conhecida a vantagem que se tirará das differentes culturas, pois que ha tres annot tem faltado as grandes inundações , que ferlilisam as terras. Comtudo ha já algumas plantações da canna sacarina feitas pelos colonos, sendo as principaes no Bumbo, Cavalleiros, e Giraul. A do Bumbo é dirigida pelo colono José Leite d'Albuquerque, homem laborioso e muito intelligente na cultura da canna e fabrico do assucar; acha-se porém a 30 ou 35 legoas de Mossamedes, n'um paiz muito fértil e abundante em maltas, mas doentio, e é protegida por um destacamento da companhia de linha do districto: a dos Cavalleiros que pertence a Bernardino Freire de Figueiredo e Castro; e a do Giraul que foi estabelecida á sua custa por J. J. da Costa, colono que veiu do Brazil com numerosa família, e algum capital. Começam a fazer-se sementeiras d'algodão , de que vi uma amostra de superior qualidade, mas faltam ainda as maquinas para o descaroçar.

Planta-se a mandioca ou pão commum, que por agora não tem chegado para o consumo; attendendo porém ao incremento que vai tomando esta cultura , talvez no fim d'este anno (1853 ), ou no próximo já possa chegar. Abunda em excellentes hortaliças e bananeiras , produzindo também muito boas uvas; e já vai hayendo algum arvoredo, mas ha muita falta de lenha.
 
Contam-se já umas 400 habitações, sendo 48 de pedra e barro cobertas d'argamassa, das quaes uma só é de pavimento alto, e o resto são cubatas. O numero actual de colonos idos do Brazil é d'uns 100, de ambos os sexos e todas as idades, e regulam por £0 os principaes moradores que anterior e posteriormente alli se tem ido estabelecer. Os habitantes negros serão uns 600 entre livres e escravos, comprehendendo talvez 800 almas toda a povoação, incluindo perto de 200 brancos. Existem uns 20 operários de differentes officios, alguns muito perfeitos. Ha 12 vendas ou lojas de fazendas e molhados ou líquidos, 3 padarias, e umas 8 casas de commercio, que por termo médio giram com o capital de 8 a 10 contos cada uma. Modernamente tem ido alli negociar 3 navios portuguezes e 2 brazileiros, que se deram bem, achando pagamento nos retornos das suas permutações, com tanta ou mais promptidão que nos outros portos da província : comtudo o maior movimento é no commercio de cabotagem para Benguella e Loanda.
 
Ha uma botica do governo, e um soffrivel hospital, que poderá conter 20 a 85 doentes; mas que de ordinário muito poucos contem, o. que bem prova a salubridade do sitio. Durante o anno de 1852 o maior numero de doentes que alli se reuniu foram 13 , entre brancos e negros, incluindo feridos e os de moléstias chronicas ; e quando em julho de 1849 visitou aquelle estabelecimento o governador d'Angola Adrião Accacio da Silveira Pinto, estava o hospital fechado por falta de doentes. Existe um mestre régio, regendo effectivamente a cadeira de instrucção primaria, com 12 discípulos, tendo uma pequena bibliolheca fornecida pelo governo, e apropriada ao ensino da infância. Ha também uma mestra regia, que tem 4 discípulas. Observa-se em geral mais moralidade nos costumes da população, do que de ordinário se encontra nas colónias d'Africa. Uma parte dos colonos foram casados, e outros se tem casado depois. Em outubro de 1851 foi a Mossamedes o padre D. Antonio da Rocha Leite , secretario do bispo de A ngola, mandado por este em missão especial, e alli celebrou 12 casamentos entre colonos, e 70 e tantos baptismos de brancos e negros. Os nascimentos de brancos orçam por 30 depois do estabelecimento definitivo da colónia. E muito para lastimar que n'esla nascente povoação faltem os soccorros religiosos; não ha alli padre nenhum permanente, e á igreja está ainda por concluir, lendo sido começada no meado de 1849. Também o pequeno forte que protege o povoado está por acabar, mas tem montadas 6 peças de differentes calibres.  
O governo durante dois annos sustentou todos os colonos que permaneceram no Estabelecimento e se entregaram á cultura, e só lhes suspendeu o subsidio em outubro de 1852, vivendo já todos soffrivelmenta pelo producto do seu trabalho. Até ao fim do dito anno não havia qualidade alguma de imposto, nem direitos d'alfandega, o que parece conveniente continuar até que a còlonia se consolide, e se desenvolva de modo que possa contribuir para as suas despesas publicas, que aliás se limitam a 500/ 000 rs. mensaes, fornecidos pelo cofre de Benguella. Com taes elementos parece que esta colónia devia ter prosperado, e adquirido maior importância; mas  diversas causas tem concorrido para assim não acontecer : a principal talvez foi a má escolha dos colonos, tendo sido em boa parte perdida a grande despesa que o governo de Portugal fez com o transporte d'elles, por serem quasi todos impróprios para uma colónia agrícola, taes como caixeiros, escreventes, logistas, vadios, etc., de modo que em breve tempo desampararam o Estabelecimento, ou foram victimas de doenças, restando hoje poucos, e d'esses os principaes se dedicaram com preferencia ao commercio.

O gosto e dedicação á cultura parece que se tem desenvolvido agora, depois das felizes experiências feitas com a canna da colheita de 1852 , que offereceu o morador e proprietário Fernando Cardoso Guimarães, e que  moeu no engenho que fez montar o governador José Herculano Ferreira da Horta, produzindo assucar de tão boa ou melhor qualidade que o do Brazil, e com o accrescimo pelo menos de 25 por cento sobre a producção ordinária da canna n'aquelle paiz. Vi as amostras d'aquelle assucar que vieram para o conselho ultramarino, nos estados bruto, purgado, refinado, e cristallisado; e dizem que os tres engenhos que foram comprados pelo governo são perfeitos no seu género.

Pelas poucas experiências até agora praticadas, a conclusão geral que se pôde tirar a respeito da cultura em grande, é que será vantajosa a da canna e a do algodão; porém não a do café, que- em vão se tem ensaiado. Em summa Mossamedes está ainda no seu começo, e posto que nos últimos tres annos tenha crescido e melhorado, comtudo carece ainda de muitas diligencias, cuidados, capitães, e espirito emprehendedor.

Vivem próximos a Mossamedes duas tribus de gentios, que pouco tem perdido dos seus hábitos naturaes, e que ainda se podem dizer nómades. Os homens pastoream gados e são máos carregadores ; as mulheres cultivam milho, e uns e outros começaram no meado de 1852 a dar-se á apanha da urzella, que trocam a fazendas, e em janeiro de 1853 se carregaram no brigue Lidador as primeiras 5 a 6:000 arrobas, saídas directamente de Mossamedes para Portugal, sendo esta na opinião de alguns a melhor urzella de toda a província. 

Os sertões de Mossamedes são ainda muito pouco conhecidos, e por isso julgo util transcrever aqui as noticias mais modernas que ha d'elles, as quaes juntas ás que publicou o tenente Garcia e a outras mais antigas, podem conjunctamente fornecer elementos para o conhecimento d'aquelles paizes, no que tanto interessam a geografia e outras sciencias, e os nossos interesses ligados com o futuro d'esta nova colónia. Segundo exactas informações que obtive, o colono Bernardino Freire de Figueiredo Abreu e Castro, que tem ido ao interior do paiz, dá as seguintes noticias:

Seguindo para o nascente a torrente Bero até á sua origem a oeste dos Gambos, encontram-se uns 14 sovados pouco consideráveis, cujos povos se chamam Mondombes, ou filhos do Dombe, nómades que vivem de caça e do gado que pastoream. Seguindo também para o nascente a torrente Giraul, encontra-se um estéril deserto, cortado de cordilheiras, em cujos valles ha pequenas  arvores que criam urzella, e que se julga darão gomma copal. Passam-se umas 20 legoas até chegar ao Bumbo, onde o gentio é pouco, fraco, mal conformado, e muito industrioso no modo de aproveitar as aguas para regas: o terreno é riquíssimo em pomposa vegetação e muito boas madeiras, tendo dois valles fertilisados pela torrente do Bruque, que dimana da serra depos da Umpata. Estes dois valles são susceptíveis de muita -cultura, en'um d'elles ha uma plantação de canna, algodão, e mandioca, pertencente a José Leite. d1 Albuquerque, e já acima mencionada: o clima porém d'estes logares é muito insalubre.
Subindo a serra de Xela pelo Bruque, encontram se duas veredas; a da direita conduz ao Jau, e a d*
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lo poente jaz o Bumbo), e a sua origem nos largos cam
esquerda & Umpata, Bovado dependente do Jau, c d'ahi á Huila, cujo sova é hamba ou espécie de imperador , á auctoridade do qual se subtrahiram o Jau , Umpata, Bumbo, e todos os cubaesde origem Mondombe, em consequência d'uma revolução que teve logar no corrente século.
O Jau, Umpata, e Huila ficam entre os 14 <e 16° de lat. sul: pela serra de Xela se desce para estes territórios, que são cortados de rios e riachos, tendo fertilifisimos campos abundantes em pastos, e que produzem bem o "milho, feijão e batata, não porém a canna, por causa do frio, que em maio alli chega a gelar a agua. Estas terras são salubres, e jul•ga-se que n'ellas poderá prosperar a raça branca. O gentio commercia com Mossamedes em gados, cêra, e algum marfim.
Da Huila ou do Jau seguindo depois para o nascente encontra-se o Hui, terreno fértil em pastos, mas çêcco, porque nenhum rio o atravessa ; abunda porém em gados, e feijão, creado na estação chuvosa: a tribu que o habita é muito antiga, e pouco numerosa.
Caminhando quasi sempre a leste se chega aos Gambos, a umas 00 legoas de Mossamedes, paiz rico em gados, cereaes, e bem povoado", tendo muitos caçadores de elefante e abada.
Todos os povos mencionados, que habilom para além da serra de Xela, parecem da mesma origem , e tem quasi os mesmos costumes, chamando-se geralmente Munhenhecas, porque cortam a carapinha, e ao contrario os Mondombes a deixam crescer, formando ira cabeça uma espécie de esfera, variando aliás muito na forma do penteado.
Às referidas terras foram vistas pelo dito colono Bernardino, segundo elle diz,-accrescentando que, apesar da diffteuidade de obter informações claras de •gente tão THde, pôde saber mais o seguinte ácevca d'aquelles desconhecidos sertões. ' •
Tomando os Gambos por ponto de partida, ao norte fica Quilata, ao nordeste Quipungo, a leste Molondo, ao sueste Camba, ao sul o Humbe, e a oeste os cnbaesdos Gambos, abundantíssimos em gados.
Na margem direita do rio Cunene, que divide o Humbe e a Gamba do Cuanhama, fica o sovado d'este nome, que é onde até hoje tem chegado os feirantes brancos. Seguindo depois para o sueste já os cafuzes { pretos que negociam com fazendas que vão buscaT a BenguelJa) tem chegado ao Mocusso, abundante mercado de marfim, que se julga distar umas legoas de Mossamedos. Além do Mocusso, no sertão dos Ambuellas, caminhando para o nascente ha um rio caudaloso, que corre de nascente a poente, a que chamam Liambege ou Diambege, sendo talvez o Zambeze, que vai a Quilimane. As missangas alli usadas pelo gentio, dizem que não são as que se introduzem pelo commercio na costa occidental, mas sim as que lhe vão da contra-costa.
Para o norte de Quipungo ficam os Monnanos, em cujas terras temos o presidio de Caconda; e ao sueste e sul da Camba os Muximbas e Mocimbos, povos errantes, com muito gado, e muitos caçadores de elefantes, parecendo que chegam a divagar até ao paiz dos Hottentotes.
Por esta rápida e imperfeita idéa de taes paizes, se pode julgar da sua importância, e quanto poderá avultar o commercio com elles, uma vez attrahido ao bom e salubre porto de Mossamedes, cuja situação é excellente a respeito d'estes sertões, dos quaes darei melhor e mais circunstanciada noticia no capitulo seguinte.

Seria muito conveniente dirigir para Mossamedes parte dos emigrados que da Madeira, dos Açores, e de Portugal vão para o Brazil; porém seria talvez ainda de maior conveniência, e mais extensos resultados a colonisação chineza, applicando a este districto e em geral a toda a província d'Angola, o que já disse no capitulo VIII sobre as vantagens que os colonos chins trariam a Moçambique. 

Com o elemento da população chineza, que formoso império portuguez se poderia formar n'esta terra de Africa! Situado no meio d'este vasto continente, teria por limites orientaes e occidentaes os oceanos Indico é Atlântico, separados pela distancia de 600 legoas, e pelo norte e sal (Testa extensa zona iriamos estendendo successivamente a nossa influencia e poder , até dar as mãos á influencia e poder das nações franceza e ingleza, que da Argélia e do Cabo caminham de pontos oppostos para se avizinharem comnosco. Então a civilisaçao europea dominaria em toda a Africa; as montanhas do Atlas, as serras da Lua, os desertos de Sahara, da Núbia, da Lybia, as correntes desconhecidas e mysteriosas do Nilo, do Zaire, do Zambeze, tudo seria transposto pelos prodígios do génio e da industria moderna; e as raças negras arrancadas á bruteza e á superstição, tomariam talvez o logar que lhes compete na escala da humanidade, participando dos seus progressos. "

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