Aqui procurarei depositar retalhos de Estórias e da História de Mossâmedes (Moçâmedes, actual Namibe), uns, resgatados às páginas de antigos livros e documentos retirados das prateleiras de alfarrabistas, ou rebuscados no interior de bibliotecas, reais e virtuais... e ainda outros, fundados em testemunhos de vivos e experiências vividas. Porque é nas estórias e na História, naquilo que de melhor ou pior aconteceu, que devemos, todos, portugueses e angolanos, europeus e africanos, buscar ensinamentos, para que, não repetindo os erros do passado, sejamos capazes de nos relançar e progredir no futuro, enquanto pessoas e cidadãos. Citando o Padre Ruela Pombo (*): "Os mortos guiam os vivos!... É verdade: sem freio nem chicote...O passado impõe-se ao presente, e garante o futuro.O homem egoísta é inimigo do verdadeiro Progresso e prejudicial à Sociedade. É esta a minha ...ilusão!"



(*) in
“Paulo Dias de Novais e a Fundação de Luanda – 350 anos depois...”, 2 de Dezembro de 1926 – Arquivo Histórico Ultramarino, Lisboa, Portugal












quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

4 cartas de António Aniceto Monteiro sobre o início da Guerra em Angola há 50 anos



  • 1 "Nenhum povo pode ser livre se oprime outro povo":...
  • 2 «Sobre o problema da auto-determinação dos povos c...
  • 3 «Estamos frente a uma guerra colonial que só termi...
  • 4 «Penso que no exterior o que é fundamental é apoia...
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    António Aniceto Monteiro nasceu em Moçâmedes, Angola, em 31 de Maio de 1907.  Mossâmedes era a designação dessa época, mais tarde (anos 20?) mudada para Moçâmedes. O nome depois da independência passou a ser Namibe. Os oito primeiros anos da sua vida, até à morte do pai, em 1915, passou-os o menino António Aniceto em pleno cenário de guerra. A mesma guerra que acabaria por matar o pai, tenente de infantaria, deixando uma viúva e dois órfãos.

    O pai de António Aniceto Monteiro fora requisitado para desempenhar uma comissão de serviço dependente do Ministério da Marinha e Ultramar na construção do caminho de ferro de Moçâmedes por decreto de 4 de Julho de 1905, menos de um ano após o desastre de Vau de Pembe. Seguiu para o sul de Angola em 7 de Julho de 1905. Exactamente 10 anos depois (7 de Julho de 1915) faleceu em Mossâmedes, de doença, como morriam muitos soldados naquela altura, após uma missão de reconhecimento à serra da Chela. Para sabe mais, clicar AQUI
    AQUI
     

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