Aqui procurarei depositar retalhos de Estórias e da História de Mossâmedes (Moçâmedes, actual Namibe), uns, resgatados às páginas de antigos livros e documentos retirados das prateleiras de alfarrabistas, ou rebuscados no interior de bibliotecas, reais e virtuais... e ainda outros, fundados em testemunhos de vivos e experiências vividas. Porque é nas estórias e na História, naquilo que de melhor ou pior aconteceu, que devemos, todos, portugueses e angolanos, europeus e africanos, buscar ensinamentos, para que, não repetindo os erros do passado, sejamos capazes de nos relançar e progredir no futuro, enquanto pessoas e cidadãos. Citando o Padre Ruela Pombo (*): "Os mortos guiam os vivos!... É verdade: sem freio nem chicote...O passado impõe-se ao presente, e garante o futuro.O homem egoísta é inimigo do verdadeiro Progresso e prejudicial à Sociedade. É esta a minha ...ilusão!"



(*) in
“Paulo Dias de Novais e a Fundação de Luanda – 350 anos depois...”, 2 de Dezembro de 1926 – Arquivo Histórico Ultramarino, Lisboa, Portugal












terça-feira, 6 de março de 2012

O navio português do século XVI de Oranjemund, Namíbia


A marca dos Fugger
via, No Arame
Um navio português do séc. XVI, descoberto em Abril, ao largo da Namíbia, Oranjemund, por uma equipa de geólogos que procuravam diamantes [ver arquivo do blog].

Este navio de 300t viajaria de regresso a Portugal quando naufragou espalhando pela costa africana a sua preciosa carga. As moedas em ouro e prata estão agora no banco da Namíbia, em Windoek. O resto da carga que consistia em toneladas de ouro, prata, marfim e metais ainda não identificados estão armazenados à espera de poderem ser estudados. As bolas do cobre encontradas têm a marca dos Fugger (o tridente) o que corrobora a tese de que o navio era português, uma vez que os banqueiros alemães eram os fornecedores de metais à casa real portuguesa.
Entre os objectos pessoais recuperados encontra-se um rosário propriedade de um dos marinheiros.
Mas em breve o oceano reclamará aquilo que é seu. Pensa-se que no início de Outubro (c. de 10 de Outubro) a parede artificial de areia que foi construída à volta do sítio será destruída e o local voltará a ficar submerso. Por isso a equipa de arqueólogos trabalha a contra-relógio.

O achado resultou na recuperação de c. de 13 toneladas de lingotes de cobre, 8 toneladas de estanho, 600 Kg de marfim, 21 Kg de ouro, 2000 moedas de ouros (70% das quais espanholas, as restantes portuguesas), c. de 1 Kg de moedas de prata.

De acordo com o arqueólogo responsável o barco, de origem portuguesa teria três mastros e cerca de 30 metros de comprimento e teria viajado da Europa do Norte para a Ásia. Bruno Werz, supõe que o naufrágio se terá ficado a dever a um choque com uma rocha. O que os arqueólogos agora encontraram foi o próprio local do acidente onde ficaram retidos os materiais mais pesados. As correntes oceânicas terão dispersado pela área os materiais mais leves.

O arqueólogo português Francisco Alves afirmou que a descoberta do padrão circular nas moedas de ouro foi determinante para datar o achado como posterior a Outubro de 1525, data em que esse tipo de padrão começou a ser utilizado.

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