Aqui procurarei depositar retalhos de Estórias e da História de Mossâmedes (Moçâmedes, actual Namibe), uns, resgatados às páginas de antigos livros e documentos retirados das prateleiras de alfarrabistas, ou rebuscados no interior de bibliotecas, reais e virtuais... e ainda outros, fundados em testemunhos de vivos e experiências vividas. Porque é nas estórias e na História, naquilo que de melhor ou pior aconteceu, que devemos, todos, portugueses e angolanos, europeus e africanos, buscar ensinamentos, para que, não repetindo os erros do passado, sejamos capazes de nos relançar e progredir no futuro, enquanto pessoas e cidadãos. Citando o Padre Ruela Pombo (*): "Os mortos guiam os vivos!... É verdade: sem freio nem chicote...O passado impõe-se ao presente, e garante o futuro.O homem egoísta é inimigo do verdadeiro Progresso e prejudicial à Sociedade. É esta a minha ...ilusão!"



(*) in
“Paulo Dias de Novais e a Fundação de Luanda – 350 anos depois...”, 2 de Dezembro de 1926 – Arquivo Histórico Ultramarino, Lisboa, Portugal












sexta-feira, 16 de maio de 2014

Moinho de vento de Mossâmedes (Moçâmedes Namibe) em Angola, obra de João da Costa Mangericão




 

O moinho de Moçâmedes


Neste postal, ao fundo e à direita, à época, em pleno deserto, o Moinho com duas velas ao vento...


Das máquinas agrícolas usadas no Distrito,  este moinho de vento é referido na estatística respeitante ao ano de 1854, junta ao ofício de FERNANDO LEAL, dirigido ao Ministério do Ultramar, em 2 de Janeiro de 1855. 

Pertencia a João da Costa Mangericão, o colono considerado pelo 1º Governador de Moçâmedes, Sérgio de Sousa, um dos artistas mais prestáveis da Colónia. Começou a moer em 15 de Agosto de 1851, como se lê no Relatório do Governador, de 31 do mesmo mês e ano, mas parece que em face dos insucessos agrícolas dos primeiros anos, que só teve regular funcionamento a partir de 1853, ano em que a agricultura distrital principiara a desenvolver-se. Assente em casa própria, era movido pela acção do vento, sendo de ferro coado todas as rodas dentadas. Moía, termo médio,um cazunguel de grão por hora. Moinho e casa , fora tudo trabalho executado pelo seu proprietário.

 ( Conf. B.O. nº322, de 29 de Novembro de 1851)


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