Aqui procurarei depositar retalhos de Estórias e da História de Mossâmedes (Moçâmedes, actual Namibe), uns, resgatados às páginas de antigos livros e documentos retirados das prateleiras de alfarrabistas, ou rebuscados no interior de bibliotecas, reais e virtuais... e ainda outros, fundados em testemunhos de vivos e experiências vividas. Porque é nas estórias e na História, naquilo que de melhor ou pior aconteceu, que devemos, todos, portugueses e angolanos, europeus e africanos, buscar ensinamentos, para que, não repetindo os erros do passado, sejamos capazes de nos relançar e progredir no futuro, enquanto pessoas e cidadãos. Citando o Padre Ruela Pombo (*): "Os mortos guiam os vivos!... É verdade: sem freio nem chicote...O passado impõe-se ao presente, e garante o futuro.O homem egoísta é inimigo do verdadeiro Progresso e prejudicial à Sociedade. É esta a minha ...ilusão!"



(*) in
“Paulo Dias de Novais e a Fundação de Luanda – 350 anos depois...”, 2 de Dezembro de 1926 – Arquivo Histórico Ultramarino, Lisboa, Portugal












domingo, 4 de janeiro de 2015

Postal antigo da baía de Moçâmedes (Namibe) com poema de Joaquim Paço d'Arcos


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Joaquim Paço D' Arcos escreveu este poema sobre Moçâmedes. Assim a preto e branco Moçâmedes (Namibe) apresenta um aspecto muito triste, como aliás devia ser, e que já nada tem a ver com aquilo em que se foi transformando ao longo do tempo, sobretudo a partir de meados do século XX .

Eis o poema:

Moçâmedes, Beijada pelo Deserto

"A velha ponte-cais de traves carcomidas,
O morro triste, a antiga fortaleza...
O deserto a avançar sobre o mar
E a polvilhar a cidade pobre da sua poeira amarela...
O deserto a sepultar a cidade pobre..."

In"Poemas Imperfeitos" de Joaquim Paço D' Arcos

Mas Quem foi Joaquim Paço D´Arcos ?
Nasceu em Lisboa, em 1908 , seguindo em 1912 para Moçâmedes onde viveu de Setembro de 1912 a Fevereiro de 1914, devido à nomeação do pai para Governador do Distrito. Era neto do primeiro conde de Paço d'Arcos. Romancista, dramaturgo, ensaísta e poeta, foi premiado diversas vezes e muito lido nos anos 40 e 50 do século XX. Uma das suas obras mais conhecidas é o conjunto de seis romances Crónica da Vida Lisboeta sobre a qual Óscar Lopes disse: «Quando se quiser ver a nossa época [anos 40 - 60] num cosmorama literário, tal como hoje vemos a época da Regeneração através de Camilo, Júlio Dinis ou Eça de Queirós, será preciso recorrer a estes romances de Paço d'Arcos quanto a determinados sectores portugueses.» Na poesia, a sua obra encontra-se em Poemas Imperfeitos, de 1952

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