Aqui procurarei depositar retalhos de Estórias e da História de Mossâmedes (Moçâmedes, actual Namibe), uns, resgatados às páginas de antigos livros e documentos retirados das prateleiras de alfarrabistas, ou rebuscados no interior de bibliotecas, reais e virtuais... e ainda outros, fundados em testemunhos de vivos e experiências vividas. Porque é nas estórias e na História, naquilo que de melhor ou pior aconteceu, que devemos, todos, portugueses e angolanos, europeus e africanos, buscar ensinamentos, para que, não repetindo os erros do passado, sejamos capazes de nos relançar e progredir no futuro, enquanto pessoas e cidadãos. Citando o Padre Ruela Pombo (*): "Os mortos guiam os vivos!... É verdade: sem freio nem chicote...O passado impõe-se ao presente, e garante o futuro.O homem egoísta é inimigo do verdadeiro Progresso e prejudicial à Sociedade. É esta a minha ...ilusão!"



(*) in
“Paulo Dias de Novais e a Fundação de Luanda – 350 anos depois...”, 2 de Dezembro de 1926 – Arquivo Histórico Ultramarino, Lisboa, Portugal












segunda-feira, 10 de outubro de 2016

O Bairro da Torre do Tombo, em Moçâmedes, Angola



Foto inédita da Torre do Tombo em outras eras... 
A zona mais ao fundo, de costas para o deserto, era conhecida por "Bairro Feio" . A zona mais próxima era cheia de depressões no terreno que duraram até 1975. sem terraplenagem. A Torre do Tombo foi no tempo colonial , até pelo menos aos anos 1940, um bairro bastante dinâmico, cujos habitantes na sua maioria oriundos do Algarve, sobretudo de Olhão, ali começaram a se estabelecer desde 1861, para se dedicarem à industria pesqueira, quer como pescadores, quer como industriais. Foi sempre um bairro descurado pela autoridade competente, sendo no entanto aquele que mais contribuiu, para a economia da cidade de Moçâmedes e até do distrito.

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