Aqui procurarei depositar retalhos de Estórias e da História de Mossâmedes (Moçâmedes, actual Namibe), uns, resgatados às páginas de antigos livros e documentos retirados das prateleiras de alfarrabistas, ou rebuscados no interior de bibliotecas, reais e virtuais... e ainda outros, fundados em testemunhos de vivos e experiências vividas. Porque é nas estórias e na História, naquilo que de melhor ou pior aconteceu, que devemos, todos, portugueses e angolanos, europeus e africanos, buscar ensinamentos, para que, não repetindo os erros do passado, sejamos capazes de nos relançar e progredir no futuro, enquanto pessoas e cidadãos. Citando o Padre Ruela Pombo (*): "Os mortos guiam os vivos!... É verdade: sem freio nem chicote...O passado impõe-se ao presente, e garante o futuro.O homem egoísta é inimigo do verdadeiro Progresso e prejudicial à Sociedade. É esta a minha ...ilusão!"



(*) in
“Paulo Dias de Novais e a Fundação de Luanda – 350 anos depois...”, 2 de Dezembro de 1926 – Arquivo Histórico Ultramarino, Lisboa, Portugal












sábado, 31 de dezembro de 2016

João Duarte de Almeida. pioneiro da fundação de Moçâmedes, Angola, e sua descendência

João Duarte de Almeida

João Duarte d'Almeida, pioneiro da colonização de Moçâmedes


Amélia Duarte de Almeida, pioneira da colonização de Moçâmedes (2ª colónia)
Fotos do livro de Mendonça Torres dobre Moçâmedes.





João Duarte de Almeida, considerado um dos 1ºs colonos que se instalaram em Moçâmedes, em finais da década de 1840 , era  natural de Midões, (Beira Baixa - Portugal), onde nasceu em 26 de Março de 1822. Era com mais 4 irmãos, filho de João Duarte de Almeida  (bacharel em medicina, natural de Castelo Branco, Beira Baixa), e de D. Ana Emília Duarte de Almeida ( cujo nome de solteira rta Ana Emília Brandão, natural de Midões, prima co-irmã do célebre João Brandão, político caído em desgraça, conforme vem descrito em GeneallNet).

João Duarte de Almeida  casou com D. Amélia Josefina da Costa, filha de um seu companheiro de colonização, José Joaquim da Costa, chefe do segundo agrupamento de colonos ido de Pernambuco para Moçâmedes em 1850, e tiveram 6 filhos: Alfredo, Amélia, Laurentino, Adelaide, Albertina e Elisa Duarte de Almeida.

Orfão de pai, com mais 4 (?) irmãos menores, dos quais 3 varões, muito cedo João Duarte de Almeida  resolveu partir para o Brasil em busca de fortuna (1838), tendo em meados do século XIX viajado para Angola, onde se encontrou com  Bernardino Freire de Figueiredo de Abreu e Castro, que em 1849 chegou a Moçâmedes na Barca "Tentativa Feliz", chefiando a primeira colónia de luso-brasileiros vinda de Pernambuco, Brasil, para dar início ao povoamento branco da região. Esta informação está contida no livro "Bernardino Freire de Figueiredo de Abreu e Castro, fundador de Moçâmedes", escrito pelo padre José Vicente (Gil Duarte), ou seja, quando Bernardino chegou a Moçâmedes já ali encontrava (no distrito), João Duarte de Almeida, "dedicado à indústria de charqueação e da colheita de urzela". 

Os irmãos de João Duarte de Almeida eram  Miguel Duarte de Almeida, e Luís Castelino Duarte de Almeida, que conforme acima referido, também foram para Moçâmedes.


Sabe-se que João Duarte de Almeida, numa primeira fase tinha-se fixado em Benguela, e só depois seguiu para Moçâmedes onde se estabeleceu com duas fazendas agrícolas e onde se tornou um grande produtor de algodão e de cana-de-açúcar nas suas fazendas «S. João do Norte» e «S. João do Sul», no Coroca, em Porto Alexandre. Há referências que em 1859 era proprietário de três fazendas, em vias de desenvolvimento, uma, situada na Várzea dos Casados, outra, em S. Nicolau (1) e a terceira no Coroca. E já no decénio de 1849-1859 se dedicava, no distrito, a outros ramos de actividade, como o da indústria de charqueação e a da colheita da urzela. Também há referências que na margem esquerda do rio Bero (Varzea dos Casados?),  o 1º colono que aí se instalou foi  João Duarte de Almeida,  tendo mandado construir uma vala para aproveitamento da água do rio, ao longo do qual instalou comportas que forneciam a água necessária ao regadio das suas culturas agrícolas.  Aliás, no princípio da década de 1860, 10 anos após a chegada dos primeiros colonos vindos de Pernambuco,  João Duarte de Almeida possuía já 11 fazendas no distrito de Moçâmedes, onde cultivava algodão, empregando entre trabalhadores  escravos e libertos o total de 350, sendo sua a maior das das fazendas da região.  A produção anual nessa época calculava-se em 1780 arrobas de algodão. Em 1890, João Duarte de Almeida possuía o maior empreendimento agrícola da Colónia de Angola, com 1300 hectares de terreno cultivados e com 400 serviçais a trabalharem para si. Os seus esforços tiveram notável eficiência, cabendo-lhe, por isso, na opinião de Mendonça Torres, a reputação de maior cultivador de algodão, cultivador de cana de açúcar para aguardente, e  ainda de activo descobridor da "almeidina", um produto com uma boa percentagem de  borracha, a partir de um suco leitoso, extraído por meio de incisões no tronco da caçoneira Euphorbea Thirucale (vidé Relatório da Alfandega de Benguela, relativa ao ano de 1915, pág 96, José Napoleão do Sacramento e Sousa, Angola).   Duarte de Almeida descobriu a "almeidina" em 1883, desenvolveu o produto e comercializou-o com êxito. Foi introduzido no mercado europeu por Edwards Brothers de Liverpool  (correspondente). Duarte de Almeida e Alves de Bastos, eram à época os dois homens mais ricos da colónia de Angola. 


Seguem algumas informações sobre esses dois produtos comerciáveis e naturais que aliviaram bastante a  economia da época, e que em Moçâmedes foram explorados por Duarte d'Almeida: urzela e goma copal. A urzela é um liquen que medra nas pedras, do qual se obtém uma tinta azul arroxeada  de forte concentração usada em carimbos e cópias tornando-as impossíveis de falsificação. Existe em rochas à beira mar. Cabo Verde foi um grande produtor de urzela. A goma copal é uma resina especial mas as savanas oferecem outras resinas, de várias densidades e consistências.. Os produtos sintetizados vibraram-lhes um duro golpe.
                                                                     
 
  Urzela

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Eis o que escreveu Carlos Pacheco  no livro “Angola um gigante com pés de barro” a propósito da urzela:

« O governador Xavier Bressane Leite  por ter permitido a exportação deste género para portos estrangeiros recebeu uma advertência do ministro da Marinha e Ultramar que lhe comunicou a sua desaprovação por tal concessão, ordenando que proibisse a exportação e remetesse para Lisboa o produto dos direitos cobrados.» No mínimo, hilariante! Bressane Leite governou de 1842 e 1843, morreu em Luanda.
Não admira, há referências que já nessa altura o distrito de Moçâmedes possuía uma rica flora nas terras humosas das margens do Bero e do Giraúl: leguminosas, figos roxos, variadas árvores de fruto, videiras, oliveiras, tamarindeiros, goiabeiras, tangerineiras, mulembas ou figueiras, etc. 

Eis o que a este respeito nos diz António M Cristão. 

"...Era contudo nas margens do rio São Nicolau, especialmente na margem esquerda, que se cultivaram as melhores árvores de fruto de todo o sul do distrito.  Na margem esquerda cultivavam-se mamoeiros, diospiros, bananeiras, nespera-cereja-dendém,  palmeira de óleo palma, etc, etc. A razão é que na margem esquerda, dada a inclinação do terreno e a presença de uma lage a cerca 5 km, havia um curso de água permanente, enquanto à direita, a água surgia mas apenas por infiltração. Na margem direita, foi necessário a Serafim Nunes de Figueiredo, accionista da "Companhia de Mossâmedes", proprietária da fazenda, abrir uns quantos poços para obter água que entretanto desaparecia, tendo que a aguardar de novo, que, por infiltração, as águas voltassem a ter o nível estático dos poços. Também a terramargem direita necessitava de mais qualidade de matéria orgânica e adubos químicos, e até os próprios animais diferenciavam o seu aspecto, porquanto nas margens esquerdas os corvos eram totalmente negros e menos brilhantes, e os da margem direita possuiam uma plumagem negra, luzidia e com uma gola branca no pescoço. Mesmo as rolas e piriquitos tinham aspecto, cor e tamanho diferentes. Estes pormenores vêm descritos no livro Memórias de Angra do Negro- Moçâmedes, de António A. M. Cristão.


Iremos abordar em seguida, uma outra faceta da vida de João Duarte de Almeida,  ligada a aspectos de ordem cultural que importa reter. 

O cemitério de São Nicolau, de existência intimamente ligada à fazenda de S. João do Norte de que João  Duarte  de Almeida era proprietário, depois do cemitério indígena de Moçâmedes, foi  um dos locais mais interessantes para estudo da arte Mbali ou Mbari, a arte tumular do povo "quimbar", sobretudo a obra de um dos mais afamados canteiros negros – Victor Jamba, escravo  mandado especializar-se em Lisboa em estelas funerárias.

A arte  tumular Mbali ou Mbari, arte do povo africano aportuguesado  "quimbar" do distrito de Moçâmedesm invulgar em África, surgiu  em determinada altura do avanço da colonização de Moçâmedes, quando vivos eram ainda pioneiros como João  Duarte  de Almeida falecido em 1898. Trata-se, segundo o sociólogo Gilberto Freyre, de um caso de cultura afro-cristã gerada em consequência do contacto cultural que se estabeleceu após a ocupação efectiva do Distrito, em 1849, entre os  colonos luso-brasileiros e a mão-de-obra negra. Uma cultura de fusão que se traduz em cruzetas de pedra de filtro, ou pedra sabão, mas também em  madeira ou cimento armado trabalhados, que eram colocadas nas sepulturas um ano após a óbito, por ocasião da "festa da cruzeta", à qual  era atribuída a tríplice função de propiciação do espírito do morto, sua identificação e veneração.  Os canteiros inseriam nas cruzetas, trabalhos em relevo que descreviam o que as pessoas haviam sido em vida, o que faziam, como eram fisicamente, os seus  interesses, os acontecimentos que as marcaram, e tudo isso através da representação dos utensílios profissionais dos falecidos ou outros símbolos identificadores, tais  como a"mão cortada" (em representação dos manetas); o "cachimbo de cangonha" (em representação dos fumadores); o "leão"  (para os caçadores); a "bola"  (para o futebolista), e outros símbolos mais como o "chicote", a "palmatória", o "cajado do capitão", a "cobra de que fora mordido", o oficio que possuía ao falecer, etc...  Infelizmente as histórias que aí se contavam são frágeis face às chuvas e ventos fortes e muitas cruzetas acabavam partidas.

O que ficou a caracterizar a maior parte das esculturas  do Cemitério de S. Nicolau  foi o facto de apresentarem uma acentuada europeização das feições, cabelos e trajes, o que se deve ao facto de Victor Jamba, o canteiro da região, ter-se deslocado a Lisboa a mando de seu patrão João Duarte de Almeida, para se especializar, tendo  a sua arte adquirido características europeizadas.  Da sua autoria, são as estelas do "túmulo dos leõezinhos", as que representam um tractorista, um tanoeiro, etc.. Sendo o canteiro mais célebre e mais perfeito,  Victor Jamba também foi o mais convencional,  se comparado com outros canteiros que imprimiram nos seus trabalhos um alto cunho de originalidade. A arte Mbali ou Mbari,  de rara expressão em África, tinha no cemitério de S. Nicolau um dos seus melhores documentos que importava a todo o custo preservar. Importante era também o espólio que no tempo colonial podia ser encontrado no Cemitério chamado do Pretos de Moçâmedes, no  Cemitério ao ar livre do Saco, e em outros espalhados pelo distrito.


Uma outra faceta da vida de João Duarte de Almeida, que deve ser aqui mencionada, é a de que juntamente  com Bernardino Abreu e Castro, foi um dos apóstolo da abolição do tráfico de escravos e da escravatura. Aliás, ambos sobre o assunto, fizeram diversas exposições ao Ministro Sá da Bandeira, enquanto no poder em Portugal, sob como deveria agir na costa de Angola, para acabar de vez com o vil negócio, conforme refere o padre José Vicente, que em seu livro se detém, por falta de espaço, apenas às exposições de Bernardino. Estava-se em 1857. Um ano depois, em 1858, Portugal decretou que, passados vinte anos não poderia haver escravos; mas foi apenas em 1869,  que foi abolido o estado de escravidão, tendo passado à condição de libertos os escravos em todas as possessões. O Governo português assim procedeu compatibilizar os interesses dos proprietários coloniais que haviam  investido em escravos e a boa consciência de um país que se queria progressista.



Duarte de Almeida concorreu a várias exposições agrícolas e industriais (de Paris, de Antuérpia, do Porto, etc), sendo-lhe conferidas medalhas de ouro pela boa apresentação dos seus produtos. Foi testemunha presencial, na sua qualidade de negociante e de proprietário, juntamente com o Dr. João Cabral Pereira Lapa, Bernardino Freire de Figueiredo Abreu e Castro (chefe da  1ª colónia ida de Pernambuco na Barca Tentativa Feliz, em 1849) e José Joaquim da Costa (chefe da 2ª colónia ida de Pernambudo na Barca Bracarense chegada a Moçâmedes em 1850), da cerimonia da Escritura de Promessa e Voto , o acto solene do reconhecimento manifestado pelos antigos colonos na Escritura de Promessa e Voto, de 4 de Agosto de 1859, para que em todos os anos e no dia quatro de Agosto, se celebrasse, na Igreja Matriz de Moçâmedes, uma missa rezada e cantada com "Te Deum Laudamus" . Era agraciado com as comendas das "Ordens de Cristo" e de "Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa". Nos cargos de juiz substituto e de presidente da Câmara Municipal, Duarte de Almeida muito ajudou os  colonos. 

João Duarte de Almeida faleceu no dia 9 de Julho de 1898. Repousa, como  outros portugueses que se transferiram na primeira metade do século XIX de Pernambuco para Moçâmedes, sob artístico mausoléu «aristocrático» de estilo luso-católico,  que ainda hoje se pode ver no Cemitério da cidade, apesar do estado de abandono a que aquele Cemitério, que faz parte integrante do património cultural e histórico do Namibe, tem sido votado. Eis o mausoléu de Duarte de Almeida, mandado erguer por sua esposa e filhos.





                
 

 Este é o mausoléu da esposa de  João  Duarte  de Almeida, D. Amélia Josefina da Costa Duarte de Almeida, filha do chefe da 2ª colónia




Pesquisa e texto de MariaNJardim  (Este texto está protegido pelas leis de Copyright)



(1)
Bibliografia consultada:
Manuel Júlio de Mendonça Torres  «Moçâmedes», 1º volume datado 1954
Exploração Geográfica e mineralógica do Distrito de Mossâmedes, 1894-1895" por J. Pereira do Nascimento, Médico da Armada Real.
Ver também: Os primeiros produtores na Exposição do Porto:
http://mossamedes-do-antigamente.blogspot.pt/2010_03_24_archive.html


VER AQUI 
OU AQUI

João Duarte de Almeida: Genealogia




Em GeneallNet encontrei as seguintes referências que passo a transcrever: 

"Em relação aos Duartes de Almeida, de Moçâmedes, penso não errar em supô-los descendentes de
I – Bento Duarte de Almeida, de Mangualde, e de D. Antónia Rita, da Várzea de Candosa, onde residiram e onde nasceu o filho:
II – Dr. João Duarte de Almeida (Borges Belmiro Castelo Branco), médico em Mangualde, fidalgo de antiga linhagem (cfr. António Duarte de Almeida Veiga (seu neto), «Midões e o seu Velho Município», e J. M. Dias Ferrão, «João Brandão») cc (Midões 5 6 1821) D. Ana Emília Brandão, * Midões (prima co-irmã do célebre João Brandão, político caído em desgraça). 

Refere também uma escritora,  irmã mais nova de Duarte de Almeida

O Dr. João Duarte de Almeida faleceu cedo, deixando 5 filhos menores, dos quais os 3 varões que foram para Moçâmedes:
 
(III)  – João Duarte de Almeida * Midões 26 3 1822 + em Moçâmedes. Órfão de pai, partiu para o Brasil em 1838 em busca de fortuna. Daí passou, pouco depois, a Angola, acompanhando Bernardino Freire de Figueiredo de Abreu e Castro, fundador da cidade de Moçâmedes. Foi grande produtor de algodão e cana-de-açúcar nas suas fazendas «S. João do Norte» e «S. João do Sul». Foi também armador, e descobriu uma borracha, por si denominada «Almedina», que desenvolveu e comercializou com êxito.

"...Presumo que os Duartes de Almeida, de Moçâmedes, sejam todos descendentes dos 3 irmãos de Midões (ou Mangualde). Cumprimentos, José Caldeira (in Genea)

"...Existe em Genea alguns elementos sobre outros Duartes de Almeida "... Edgard Duarte de Almeida, nascido em Moçâmedes, em 28.10.1903. Faria mais tarde em Lisboa o Curso de Arquitectura na Antiga Escola de Belas Artes e, segundo a GEPB, também teve uma carreira com algum relevo na época como artísta lírico, baixo, actuando no Teatro Nacional de São Carlos e noutros locais.

"..Eu já sabia entretanto da existência de uns nossos familiares de Moçâmedes, os Duarte de Almeida, mulatos. Dois deles constam da Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira, o pintor e ilustrador Álvaro de Figueiredo Duarte de Almeida (vol.v 9. págs. 322 e 323, vol.39 ( apêndice) pág. 494 e vol. 4 1ª actualização, pág. 260. Nasceu em M. a 20.01.1909, foi professor dos Cursos de Desenho da Sociedade Nacinal de Belas Artes. Foi o ilustrador da História da Tauromaquia, uma edição de luxo em dois grossos volumes, dirigida por Jaime Duarte de Almeida, que existe na casa do meu já falelecido avô, de quem além de primo era amigo.Tinha duas irmãs, que eu cheguei a conhecer , que tinham uma casa em Ranholas , Sintra , uma das quais também consta da dita Enciclopédia, cantora lírica, Maria Amélia Duarte de Almeida n. Moçamedes 26.08.1900 e + Lisboa, a 15.03.1979.

"... Olívia Simões Freire de Figueiredo, casada com um Eugénio Duarte de Almeida que tiveram uma filha Maria Adelaide Duarte de Almeida, n. em Moçâmedes a 19.11.1919 , casada e com geração, de quem nunca tinha ouvido falar. Terá alguma ligação com os Freires de Figueiredo? ass Luís Piçarra in GeneallNet

Esses Duartes de Almeida eram primos do meu avô, embora como disse, ignore como se establece a relação, mas julgo ser anterior à sua ida para Angola.
Os que eu refiro , tal como Maria Amélia, Álvaro , Edgard, já pertencem a uma geração nascida em Moçâmedes.

"...Pessoalmente só conheci essa prima Maria Amélia D.A. e a irmã ambas filhas de um casamento misto.
Quanto ao Álvaro Duarte de Almeida, também lá nascido, que iustrou a História da Tauromaquia , pintor e colaborador como ilustrador de revistas tauromáquicas nos anos 50 , era primo do meu avô, mas não estou certo se era irmão ou primo ou primos de Maria Amélia... ass. Luís Piçarra in GeneaNet.



Sequem algumas fotos antigas de familiares do ramo Duarte de Almeida , e alguns recortes de livros e de jornais com interesse para esta familia, cedidos por um descendente a quem muito agradecemos.



















Miguel Duarte d'Almeida e Amélia Figueiredo Duarte d'Almeida

100º aniversário de Amélia Adelaide. Com as filhas em 1969.

O tio Óscar como era carinhosamente  conhecido em Moçâmedes. (emendo  a data: 1899-1973)
 

 
 
Armando Duarte d' Almeida, esposa e filhos


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Nota: recebi esta mensagem que deixo aqui, uma vez que me é impossível atender à rectificação solicitada por não poder fazer alterações no quadro acima,  que não foi feito por mim, mas que foi em tempos colocado na Net por um familiar de João Duarte d'Almeida:

"....Olá, boa tarde! O meu nome é Manuela Duarte d'Almeida Guerreiro e sou trisneta de , filho de João e de Anna Emilia Duarte d'Almeida. Gostaria que corrigissem alguns dados, uma vez que o meu trisavô estava casado ( naturalmente com a minha trisavó) MARIA AMÁLIA de OLIVEIRA LOUREIRO e não como escrito com Ana Máxima da Costa. Nunca ouvi falar dum filho José!!!! A irmã mais nova do meu trisavô chamava-se EMILIA e não Maria Cecilia, como escrito. A minha bisavó Constança Bensabat Lapa Valente- Duarte d'Almeida ( do1. casamento) nasceu, segundo certidão de baptismo, a 06.09.1874. Melhores Cumprimentos, Manuela em Pioneiros da colonização de Mossâmedes (Moçâmedes, Namibe, Angola): João Duarte de Almeida, Amélia Duarte de Almeida. Alguma genealogia






Agradeço aos familiares de João Duarte de Almeida, especialmente ao Jorge, que  nos proporcionaram o acesso a grande parte deste material aqui exposto. Bem haja.


MariaNJardim



Este texto e estas imagens estão cobertas pelas leis de Copyright, pelo que nada daqui deve deve ser retirado para ser republicado, sem autorização da autora e das pessoas ao qual o mesmo refere. 






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