1Se não for por catarse, diga-se que a tão repetidamente evocada Guerra Colonial de
1961-74 foi simplesmente a última das muitas guerras que se seguiram à
primeira, travada entre as hostes de Paulo Dias de Novais e Ngola
Kiluanje, em 1575. De facto, com a segunda chegada de Diogo Cão, em
1484, e o seu relacionamento com o Mani-Soyo, ainda se poderá falar de
“colonização missionária” (expressão eufemística de Adriano Moreira para
caracterizar toda a colonização portuguesa…), de tal modo foram
cordiais e de interesses recíprocos as relações entre portugueses e
angolanos. Depois, foi o que é consabido: o tráfico de escravos e a
busca de ouro e prata formataram as relações e os interesses ao ponto de
nem os missionários escaparem à tentação da riqueza – lembrem-se os
padres dos Lóios.
2Só do primeiro tempo em que o adjectivo colonial ainda remetia para o étimo latino colonus (o que cultiva a terra em lugar do seu dono) se poderia dizer, parafraseando a Bíblia, que No Princípio era o Verbo,
porque a confiança na Palavra dita e os actos consequentes faziam jus
ao pensamento de Santo Agostinho, um milénio antes, de que o tempo é o
espaço onde decorrem as coisas. Mas já antes Cícero advertia: o tempora! O mores! E
como se viu até aos nossos dias, os interesses, as práticas e os
costumes, pese embora a primeira Palavra, mudaram o espaço e o tempo,
até que…
3…por
fim, a Palavra transbordou como componente de um vulcão adormecido, que
depois entra em erupção: primeiro magma, depois lava. Tal como na
natureza humana: primeiro, conformação, resignação, esperança; depois,
inconformidade, protesto, luta.
4No
caso, todavia, em duas vertentes: uma, que se reportava aos interesses
do colonizador; outra, do colonizado – gerando (até 1961…), no dizer de
Mário António, a respeito de alguns textos questionáveis contidos na
revista Mensagem, “um caldo de ambiguidades”.
5Esse
“caldo”, enquanto palavra escrita, está já presente nos primeiros
jornais que se fundaram em Angola, a partir de 1866 (o primeiro arremedo
de informação começou em 1845, com a criação pelo Governo do Boletim Oficial). Até então a escrita, já literária, fazia-se num Almanach de Lembranças Luzo-Brasileiro e
nos recortes que iam chegando do Brasil pela mão dos maçons
estabelecidos ou degredados em Angola, como foram os implicados na Inconfidência Mineira, em
1789: José Álvares Maciel, o ideólogo da intentona, Inácio José de
Alvarenga Peixoto, Domingos de Abreu Vieira, Luís Vaz de Toledo e
Francisco António de Oliveira Lopes, uns literatos, outros militares de
carreira.
6Com a intentona que a independência do Brasil inspirou nas cidades de Benguela e Luanda, denominada Confederação Brasílica, em
1822-23, sob a égide de um dito “partido brasileiro”, constituído por
brasileiros, portugueses e angolanos, saltava à vista que a narrativa da
Portugalidade no futuro de Angola teria vários pronunciamentos.
7Um deles já tinha vindo de um português que integrara a colónia formada em Pernambuco, em consequência da Revolta Praieira,
e que em 1849-50 demandara a região de Moçâmedes, na expectativa de
substituir um Brasil em estado de revolta nativista por uma nova “Terra
da Promissão”. Chamava-se António Francisco Nogueira (literariamente A.
F. Nogueira), sem uma profissão definida (fora comerciante, agricultor e
bancário), revelando-se durante a sua permanência no Sul de Angola como
um etnógrafo autodidacta com artigos em jornais de Angola e da
Metrópole e, por último, um importante livro de ensaios com o título
genérico de A raça negra, publicado em 1880 em Lisboa, de que é obrigatório fixar esta passagem:
[…]
E não nos impressiona a objecção de que civilizar os indígenas das
nossas possessões de África é o mesmo que emancipar essas colónias. Se
ao mesmo tempo que educando o Negro tratarmos de aclimar o Branco onde
isso for possível este será ainda por muito tempo um apoio seguro para
nós. Mas dado que afinal a colónia se venha a emancipar – e esse é o
destino de todas as colónias – que devemos preferir: conservá-la estéril
e improdutiva como até agora, ou convertê-la em uma nação amiga, e
mesmo irmã ao menos sob o ponto de vista da civilização e dos costumes?
[…]
Ora o Negro é o nosso auxiliar indispensável nessa empresa. Se
civilizando-o o tivermos emancipado, nem por isso teremos deixado de
conseguir o nosso fim, antes o teremos conseguido plenamente. Oxalá que a
Europa, a civilização, a humanidade, nos tivessem a lançar em nosso
rosto muitas dessas faltas!
8Este
colono-sertanejo antecipava a visão realista de Afonso Costa quando,
mudado o regime português, afirmava que “a República não vai continuar a
Monarquia, no que diz respeito a processos de administração colonial”.
Mas, no essencial, continuou. Três décadas depois, o jornalista José de
Macedo, que durante alguns anos foi o redactor principal do jornal de
Luanda Defeza de Angola, afecto à Maçonaria, de regresso a Portugal, escreveu em 1910 um livro de grande impacto, Autonomia de Angola, em que observa:
Porque
é preciso que isto se saiba, que isto se diga, bem alto: em Angola há
uma, embora pouco poderosa, mas em todo o caso latente, corrente
separatista. Ninguém que lá tenha vivido desconhece que não só entre os
indígenas civilizados (e há-os que honram o seu nome) como entre os
colonos europeus, existe uma manifestação de hostilidade, que nem pelas
armas, nem pela maior centralização se poderá já extinguir.
9Macedo
sabia bem do que falava: em 1901 tinha vindo a lume, impresso em
Portugal, um libelo escrito por destacadas personalidades angolanas,
civis e religiosas, que sob anonimato verberavam as críticas racistas de
um deputado português de visita a Angola. Intitulava-se esse livro Voz de Angola Clamando no Deserto, cujo primeiro depoimento – “Solemnia Verba” –, por muito apaziguador que fosse, não iludia o que subjaz à expressão latinista: Solene Advertência.
10O Verbo,
a Palavra final, continuou por dizer nos anos seguintes, até ao momento
em que um poeta já revolucionário, Viriato da Cruz, em 1956 defendeu o
imperativo de criar um Movimento Popular de Libertação de Angola, sendo
verdade que, desde antes, escritores, poetas e jornalistas já tinham
assumido, em revistas e jornais, o direito inalienável a uma identidade
própria, política e cultural. O Poeta Maior, Agostinho Neto,
expressá-la-ia posteriormente numa tríade paradigmática: Sagrada
Esperança, A Renúncia Impossível, Nós Somos!
11Em 1951, no primeiro número da revista Mensagem, da Associação dos Naturais de Angola, ainda a Cultura era um campo onde fecundavam as aspirações e germinavam os ideais:
[…] MENSAGEM será
– nós o queremos! – o marco iniciador de uma Cultura Nova, de Angola e
por Angola, fundamentalmente angolana, que os jovens da nossa Terra
estão construindo. E porque assim é, porque é sincero o nosso desejo de
auto-realização, não admitimos o preconceito, o compadrio; abominamos a
hipocrisia e a injustiça; surpreende-nos a louvaminha, o elogio mútuo;
desagradam-nos as meias tintas.
Batemo-nos
pela Verdade, pela verdade forte, sem a verrina da agressividade mas
com a justiça da nossa sinceridade; somos pelos grandes horizontes, sem
nuvens, mas com a luminosidade forte do sol que nos aquece; pela
generosidade dos nossos ideais, pela grandeza dos nossos Problemas. […]
12A revista durou apenas dois anos, com dois números publicados.
13Cinco anos depois, em Novembro de 1957, uma nova revista, CULTURA (II), editada pela Sociedade Cultural de Angola (já tinha existido uma primeira CULTURA, em 1942-47, de inspiração liceal irrelevante) propôs-se prosseguir e actualizar a linha editorial da Mensagem. Como
se afirma no editorial do seu n.º 8, de Junho de 1959, não assinado mas
sendo presidente da instituição o advogado e ensaísta Eugénio Ferreira:
Nós
queremos que a Sociedade Cultural de Angola seja um organismo vivo,
dinâmico na sua acção, objectivo perante os problemas da vida angolana.
Um organismo despretenciosamente capaz de possibilitar aos homens de
Angola, e sobretudo à sua juventude, um meio de abordar quantos
problemas atormentam o seu espírito. O tempo e o homem de Angola são os
elementos decisivos na gestação de uma cultura angolana, nacional pela
forma e pelo conteúdo, universal pela intenção, capaz de ultrapassar a
incipiência do exotismo tropical e do primitivismo turístico. Não
podemos iludir nem ignorar os problemas. Não podemos abandonar as suas
soluções às contingências do acaso. Nem subordiná-las a interesses
pessoais e transitórios. Não podemos contentar-nos com exercícios de
oratória mais ou menos oportuna, para não dizer oportunista.
Necessitamos de pôr, com clareza e coragem, os nossos problemas em
equação; discuti-los sem reservas, franca e honestamente, sem tolos
melindres nem descabidas vaidades e encontrar as soluções justas, justas
sob o ponto de vista nacional, justas sob o ponto de vista humano. Só
assim lançaremos as bases de uma cultura… […]
14O
ano de 1959 é particularmente trágico para os intelectuais de Angola,
onde a PIDE/DGS já estava instalada desde 1957. Deu inequívoco sinal da
sua presença com a formatação do famigerado “processo dos 50” e a
consequente prisão e desterro de alguns dirigentes da Sociedade Cultural
de Angola e colaboradores literários da CULTURA (já o tinham sido da Mensagem),
também “marcados” pela sua participação na campanha presidencial de
Arlindo Vicente/Humberto Delgado, pelas janelas que ela prometia abrir
para os horizontes de uma Nova Angola.
15CULTURA é
extinta em Novembro de 1960, com 12 números publicados. Pese embora uma
declaração de interesses, é significativo que na última página do seu
último número seja registado, com nota positiva, o surgimento, na cidade
de Sá da Bandeira (hoje Lubango), da Colecção Imbondeiro, numa recensão assinada por A. A. (o conhecido causídico e poeta “mensageiro” Antero de Abreu):
No
pobre panorama literário de Angola, a iniciativa da “Colecção
Imbondeiro” reveste-se da maior importância, pelo que revela de esforço e
seriedade, pelo que representa de amor a uma literatura consciente e de
qualidade, pelos caminhos que abriu e abrirá. Até ao seu aparecimento, a
actividade editorial em Angola, tirada a imprensa e os boletins desta
ou daquela organização cultural, consistia na publicação de um ou dois
livros anuais, a maior parte das vezes de versos, como é natural, e em
edição dos autores. Hoje, com a “Colecção Imbondeiro”, já se pode falar
em movimento editorial em Angola. Por isso, e porque é efectivamente uma
realização cuidada e séria, a obra iniciada por Garibaldino de Andrade,
Leonel Cosme, Maurício Soares e Carlos Sanches, presentemente mantida
pelos dois primeiros apenas, tem já assegurado o seu lugar numa futura
história da literatura (de Angola).
16A
Imbondeiro foi criada em Janeiro de 1960, tendo como suporte legal a
classificação de livraria-distribuidora, já que, no contexto político da
época, como editora não seria obviamente autorizada. Por precaução e
como subterfúgio, todos os cadernos da “Colecção Imbondeiro”, dedicados
ao conto e à poesia, referiam, na última página, que eram propriedade e
edição dos autores. Ao oitavo caderno, a PIDE local pediu para lhe ser
mostrada a licença da actividade: um alvará comercial passado pela
Repartição de Finanças do Lubango…
17Era
o primeiro “aviso”. Não a distraíra o facto de o quinto caderno ser
preenchido por um conto de Joaquim Paço d’Arcos, considerado autor
situacionista, entre outros autores considerados separatistas. Nem lhe
diminuíra a suspeição o Propósito aparentemente inócuo expresso no primeiro caderno:
Duas
razões nos levaram a lançar esta colecção: a necessidade de dar a
conhecer ao público português os valores ultramarinos que se espalham
pelos cantos do mundo onde se fala a língua lusíada, desde a Guiné até
Macau, e o direito, que se impõe, de os manifestar conjuntamente à luz
duma consciência nacional que não pode deixar de reconhecer, nos
caprichosos tons da grande aguarela lusitana, um curioso tema de
interesses recíprocos, solicitados por anseios de espírito ou por
afinidades de cultura tradicional.
Não
se passará, imediatamente, duma tentativa em moldes simples (tão
dependente de variados factores), traduzida em trabalho breve, mas
responsável, como é o conto: explica-a, de resto, esta forma primária da
Literatura, que, seja em Angola como em Moçambique, não possui, por
ora, arcaboiço adulto com recursos igualáveis aos de uma terra de antiga
existência literária.
Mas,
dentro da estreiteza das possibilidades, será nosso intuito cumprir a
tarefa com o melhor aproveitamento dos muitos valores esparsos, maiores
ou menores, que ainda hibernam – na espreita duma aurora que cesse a já
longa escuridão – à sombra dos braços clamorosos dum velhíssimo
imbondeiro…
18A ambiguidade deste texto inaugural prestava-se a várias interpretações, em que a escolha da árvore imbondeiro (m’bondo no
étimo angolano) para sigla da “editora” não era fruto do acaso, mas um
símbolo, quiçá um ícone, a que as características da milenária “árvore
sagrada”, para os nativos (que dela retiravam alimentos e remédios),
davam o sentido desejado. O que se viu quando a par da “Colecção
Imbondeiro” foram surgindo as colecções “Mákua” (poesia) e “Dendela”
(contos infantis), isto é, o fruto e a flor da imbondeiro.
19Na
mais pacífica interpretação, a iniciativa convidava ao reconhecimento
de uma Lusofonia no vasto espaço luso-tropical… Esta terá sido a
primeira leitura dos epígonos do regime colonial, a PIDE incluída, não
desmentida quando outras colecções do tipo da Imbondeiro surgiram em
Nova Lisboa (Bailundo), no Lobito (Capricórnio) e em Cabo Verde
(Dragoeiro), estas de vida curta.
20E
porque o propósito da Imbondeiro não distinguia, literariamente
falando, os autores de diversas formações ideológicas, e por isso chegou
a ser criticada no Boletim da Casa dos Estudantes do Império, também
chamado Mensagem,
foi necessário, ao segundo ano de existência, defender o seu
“eclectismo cultural”, que não excluía (pois também os publicou) os
autores “progressistas” que constituíam a Colecção Autores Ultramarinos
da C.E.I., aliás de curta duração:
[…]
ausência de opções, portas abertas a todo o pensamento dos nossos
escritores, independentemente das suas tendências literárias e sociais –
seguindo enfim uma linha de rumo que, agradando ou não a gregos e
troianos, vem sendo cumprida desde o primeiro instante: isenção,
franqueza e independência, na convicção firme de que só os caminhos da
liberdade intelectual podem conduzir ao seio da Cultura e da Arte, pelo
menos na acepção em que as temos. […]
21Depois
(como antes) deste “incidente”, Imbondeiro continuou a publicar, em
cadernos e antologias, contistas e poetas, incipientes e consagrados,
presos ou em liberdade, de todos os territórios de língua portuguesa,
incluindo os que sob a acusação genérica de serem contra a segurança do
Estado e inimigos da unidade da Nação portuguesa se propunham libertar
as colónias de armas na mão.
22Para os directores da Imbondeiro a razão da sua existência era uma só: dilatar o Verbo até ao ponto em que ele se exprimia em termos de Cultura nacional e universal. Pois que, repetindo Terêncio, homo sum: humani nihil a me alienum puto.
23Esta volição cosmopolítica deu pleno sentido à inclusão na “Colecção Mákua”, no n.º 5/6 (Grandes Poetas do Século XX),
já em 1964, de poemas de Attila Jozsef, Bertolt Brecht, Elias
Simopoulos, Eugen Jebeleanu, Fernando Pessoa, Gaston-Henry Aufrère,
Giuseppe Ungaretti, Guillaume Apollinaire, Jiri Wolker, Langston Hughes,
Pablo Neruda, Rafael Alberti, Thomas Stearns Eliot e Vladimir
Maiakovski.
24Não
aparece o nome do grande poeta angolano, Agostinho Neto, pelo simples
facto de naquela data ainda não estar publicado o primeiro livro que o
internacionalizou: Sagrada Esperança. Mas já era o primeiro nome da selecção de poetas que constituíram o n.º 49/50 da “Colecção Imbondeiro” – Antologia Poética Angolana –, saído em Junho de 1963.
25Já
se calculava que esta primeira antologia, reunindo nomes de poetas
presos, desterrados e suspeitos, angolanos e portugueses, seria
provavelmente encarada pela polícia política como uma “provocação”. A
certeza concretizou-se, no ano seguinte, com a publicação da MÁKUA
“internacionalista”: a PIDE invadiu a Livraria Imbondeiro para apreender
os exemplares ainda ali existentes, pois o grosso da tiragem já tinha
sido preventivamente enviado para os assinantes da Colecção, antes de
seguir para as livrarias…
26Era
o período nevrálgico em que a guerrilha dos movimentos independentistas
progredia no interior e, na capital, o livro de contos Luuanda, de Luandino Vieira (prisioneiro no Tarrafal) fora distinguido com o Prémio Mota Veiga por
um júri que integrava dirigentes da Sociedade Cultural de Angola. Este
facto foi assim registado num extenso relatório da PIDE de 16 de
Setembro de 1965:
Em
1964, serviu ainda a sede da SOCIEDADE CULTURAL DE ANGOLA para reunião
do júri que, irregularmente, atribuiu o prémio “MOTA VEIGA” ao livro
intitulado “LUUANDA”, da autoria de LUANDINO VIEIRA, obra que se integra
na problemática desnacionalizante da literatura negro-africana (ou
negritude) que a referida Sociedade fomentava desde 1957.
27A
sul, no Lubango, a Gráfica da Huíla imprimia, em Dezembro de 1964, o
caderno n.º 69 da “Colecção Imbondeiro”, com um trabalho de Luandino
Vieira, que seria o primeiro de 1965, quando a PIDE invade a tipografia,
apodera-se do papel já impresso e do próprio chumbo da composição, e,
não bastando, estende a sua acção às instalações da “editora”, onde
apreende toda a documentação, literária e comercial, existente no
escritório, incluindo textos inéditos.
28A ‘aventura’ de Imbondeiro chegara ao fim. Mas o Verbo ainda estava na primeira conjugação…
29Junte-se,
para a memória desse período, o facto de aquele livro de Luandino
Vieira ter merecido, no ano seguinte, o Grande Prémio de Novelística da
Sociedade Portuguesa de Escritores (a seguir extinta após a sua invasão
por legionários), e de a Sociedade Cultural de Angola ser também extinta
por Portaria de 5 de Março de 1966 do Governo de Angola. Era governador
Silvino Silvério Marques e ministro do Ultramar, Joaquim da Silva
Cunha.
Leonel Cosme
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