Aqui procurarei depositar retalhos de Estórias e da História de Mossâmedes (Moçâmedes, actual Namibe), uns, resgatados às páginas de antigos livros e documentos retirados das prateleiras de alfarrabistas, ou rebuscados no interior de bibliotecas, reais e virtuais... e ainda outros, fundados em testemunhos de vivos e experiências vividas. Porque é nas estórias e na História, naquilo que de melhor ou pior aconteceu, que devemos, todos, portugueses e angolanos, europeus e africanos, buscar ensinamentos, para que, não repetindo os erros do passado, sejamos capazes de nos relançar e progredir no futuro, enquanto pessoas e cidadãos. Citando o Padre Ruela Pombo (*): "Os mortos guiam os vivos!... É verdade: sem freio nem chicote...O passado impõe-se ao presente, e garante o futuro.O homem egoísta é inimigo do verdadeiro Progresso e prejudicial à Sociedade. É esta a minha ...ilusão!"



(*) in
“Paulo Dias de Novais e a Fundação de Luanda – 350 anos depois...”, 2 de Dezembro de 1926 – Arquivo Histórico Ultramarino, Lisboa, Portugal












terça-feira, 27 de novembro de 2007

E Mossãmedes foi crescendo e tomando as areias ao deserto do Namibe...



Fotos de Mossâmedes que nos dão várias e interessantes perspectivas de como era a cidade no limiar da 4ª década do século XX. São fotos de Nelson Nóbrega, tiradas de avioneta e oferecidas pelo seu avô materno, José Pereira Craveiro às suas filhas Maria de Lourdes Craveiro Nóbrega e Maria Delfina Craveiro Coimbra,  todos nascidos naquela cidade. Fotos datadas de 3 de Junho de 1939."

Impressionante nesta foto a densidade do arvoredo, sobretudo na zona do antigo Horto Municipal e das casuarinas que ficavam mais à dt, e mais próximas e da Praia das Miragens. Ampliando com um clic, podemos ver, entre outros o edifício do Banco de Angola e o edifício da Alfândega , este à época ainda ladeado por dois jardins, o da Praça Leal ou Praça de Táxis, e o Jardim da Colónia, onde nos anos 1940 foi erguido o Cine Moçâmedes. Nesta foto, mais a esq. podemos ver também o edifício do antigo Posto Metereológico que foi mais tarde demolido
 
Aqui uma zona bem central da Avenida, em frente do edifício da Alfândega,  onde se pode ver , à esq. o  Obelisco em memória do paladino da abolição do tráfico de escravos, o Visconde de Sá da Bandeira. e à dt. deste,  um pequeno quiosque em ferro. O Obelisco encontrava.se desde 1869  e até aos anos 1930 no centro de uma Praça, a Praça Sá da Bandeira, que ocupava o  quarteirão onde nessa mesma década foi erguida a Escola Portugal, Nos anos 1940 foi transladado de novo, agora para o local onde ainda se encontra, numa Praça junto do Bairro da Facada.



Nesta foto podemos ver, em toda a sua extensão,  o jardim da Avenida da República que ate 1910 se chamava Avenida D. Luiz, um monarca da Monarquia Constitucional. Por esta altura tinham terminado as obras de continuidade da Avenida que subiu até quase ao Palácio. Em breve iam começar as obras da contrsução do Palácio da Justiça, que lá do topo ficaria a  dominar toda a zona norte da cidade da cidade e arredores, retirando essa visibilidade que até então era privilégio do Palácio do Governador, enquanto este ficaria apenas a dominar a dominar a baía e  algumas lateridades.
 
 
 
 Mais a norte do ponto onde termina a mancha ocupada pelas casuarinas, ameio deta foto, podemos vfer a Estação do Caminho de Ferro, e junto à praia, os  armazéns dos Caminhos de Ferro. À  esq. da Estação ficava o velho campo de futebol de terra batida.
 
  
Esta é uma perspectiva da Avenida, de norte para sul, a  partir do ponto onde termina junto do velho campo de futebol que aqui se vê quase na íntegra.
 
Através destas fotos tiradas lá do alto, podemos ver ainda a imensidão de quintais que ficavam nos espaços interiores dos quarteirões rectangulares, que eram preenchidos pelo térreo casario voltados para duas ruas paralelas e duas transversais.a junto ao mar

 
Aqui já se vê a zona mais a norte da cidade,  a caminhar  para a foz do rio Bero,  zona ribeirinha  conhecida por Praia do Chiloango.



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