Aqui procurarei depositar retalhos de Estórias e da História de Mossâmedes (Moçâmedes, actual Namibe), uns, resgatados às páginas de antigos livros e documentos retirados das prateleiras de alfarrabistas, ou rebuscados no interior de bibliotecas, reais e virtuais... e ainda outros, fundados em testemunhos de vivos e experiências vividas. Porque é nas estórias e na História, naquilo que de melhor ou pior aconteceu, que devemos, todos, portugueses e angolanos, europeus e africanos, buscar ensinamentos, para que, não repetindo os erros do passado, sejamos capazes de nos relançar e progredir no futuro, enquanto pessoas e cidadãos. Citando o Padre Ruela Pombo (*): "Os mortos guiam os vivos!... É verdade: sem freio nem chicote...O passado impõe-se ao presente, e garante o futuro.O homem egoísta é inimigo do verdadeiro Progresso e prejudicial à Sociedade. É esta a minha ...ilusão!"



(*) in
“Paulo Dias de Novais e a Fundação de Luanda – 350 anos depois...”, 2 de Dezembro de 1926 – Arquivo Histórico Ultramarino, Lisboa, Portugal












terça-feira, 27 de novembro de 2007

O Chafariz da Praça Leal em Mossãmedes, depois Moçâmedes, actualmente cidade do Namibe, em Angola










Este edificio de 1º andar só encontrei nesta foto do inicio do século XX. Soube mais tarde que incendiou. É um  testemunho silenciosos da Mossâmedes  do tempo das Campanhas do Sul de Angola, como se encontra assinalado no verso. Este cenário mostra parte do ambiente em que a tropa portuguesa se movimentou. Em 1915, depois de desembarcar em Moçâmedes, o tenente-médico Monteiro d'Oliveira, integrado na expedição de Pereira d’Eça subiu ao planalto e prosseguiu para Leste e na direcção do Cunene. O objectivo era enfrentar a ameaça alemã vinda do Sudeste Africano e as populações sublevadas naqueles territórios. Seu neto encontrou num envelope com a inscrição "Mossamedes 1914", duas colecções de postais sobre esta cidade.





 










                           Enquadramento da Praça Leal na cidade, junto da Alfândega e do Jardim
 



Mais recente, mas ainda do tempo colonial. Chafariz muito bem enquadrado ma paisagem urbana. Entretanto deitaram abaixo o edificio à esq. e no seu lugar foi construído um edificio de 1º andar , moderno, sem carácter, e completamente desenquadrado.
Autor: João Manuel Mangericão
Várias perspectivas da Praça Leal de Moçâmedes, hoje cidade do Namibe. Esta Praça ostenta a meio um artistico chafariz que segundo informações foi construido por Manuel da Costa Mangericão, um dos componentes das colónias de emigrantes vindas do Brasil 1849/50 para dar início ao povoamento branco da região,


Quando, entretanto, Moçâmedes começou a ter os primeiris táxis, esta Praça passou também a ser conhecida como a Praça de Táxis.   Recordo outros taxistas de Moçâmedes, tais como o velho Sereeiro (finais da década de 40, princípios dos anos 50). O velho Sereeiro, como lhe chamávamos, era uma figura "sui generis", de grandes bigodes retorcidos, à moda antiga, pai do Zé e do Álvaro (tocador de maracas do célebre conjunto "Os Diabos do Ritmo"). Sua esposa, D. Beatriz, fazia as melhores bolungas da cidade (bebida fermentada feita de fuba (farinha de milho) ou de cascas de abacaxi, que faziam concorrência à melhor laranjada do Pereira Simões, Sereeiro era proprietário de um mini-taxi, conhecido na época pelo «bébé do Serieiro»,  o ganha pão da família. Antes de aceitar a corrida, Sereeiro perguntava sempre: «Vai para longe?».

Recordo outros taxistas de Moçâmedes nas décadas de 50/60/70, um, de nome Pinto, um deles jogou futebol no Atlético Clube de Moçâmedes e mais tarde no Ginásio Clube da Torre do Tombo . Lembro-me ainda de outros taxistas, tal como Manuel Guedes, Morais Leite, e Quinha Almeida. Ficam mais esta recordações!



















E Mossãmedes foi crescendo e tomando as areias ao deserto do Namibe...



Fotos de Mossâmedes que nos dão várias e interessantes perspectivas de como era a cidade no limiar da 4ª década do século XX. São fotos de Nelson Nóbrega, tiradas de avioneta e oferecidas pelo seu avô materno, José Pereira Craveiro às suas filhas Maria de Lourdes Craveiro Nóbrega e Maria Delfina Craveiro Coimbra,  todos nascidos naquela cidade. Fotos datadas de 3 de Junho de 1939."

Impressionante nesta foto a densidade do arvoredo, sobretudo na zona do antigo Horto Municipal e das casuarinas que ficavam mais à dt, e mais próximas e da Praia das Miragens. Ampliando com um clic, podemos ver, entre outros o edifício do Banco de Angola e o edifício da Alfândega , este à época ainda ladeado por dois jardins, o da Praça Leal ou Praça de Táxis, e o Jardim da Colónia, onde nos anos 1940 foi erguido o Cine Moçâmedes. Nesta foto, mais a esq. podemos ver também o edifício do antigo Posto Metereológico que foi mais tarde demolido
 
Aqui uma zona bem central da Avenida, em frente do edifício da Alfândega,  onde se pode ver , à esq. o  Obelisco em memória do paladino da abolição do tráfico de escravos, o Visconde de Sá da Bandeira. e à dt. deste,  um pequeno quiosque em ferro. O Obelisco encontrava.se desde 1869  e até aos anos 1930 no centro de uma Praça, a Praça Sá da Bandeira, que ocupava o  quarteirão onde nessa mesma década foi erguida a Escola Portugal, Nos anos 1940 foi transladado de novo, agora para o local onde ainda se encontra, numa Praça junto do Bairro da Facada.



Nesta foto podemos ver, em toda a sua extensão,  o jardim da Avenida da República que ate 1910 se chamava Avenida D. Luiz, um monarca da Monarquia Constitucional. Por esta altura tinham terminado as obras de continuidade da Avenida que subiu até quase ao Palácio. Em breve iam começar as obras da contrsução do Palácio da Justiça, que lá do topo ficaria a  dominar toda a zona norte da cidade da cidade e arredores, retirando essa visibilidade que até então era privilégio do Palácio do Governador, enquanto este ficaria apenas a dominar a dominar a baía e  algumas lateridades.
 
 
 
 Mais a norte do ponto onde termina a mancha ocupada pelas casuarinas, ameio deta foto, podemos vfer a Estação do Caminho de Ferro, e junto à praia, os  armazéns dos Caminhos de Ferro. À  esq. da Estação ficava o velho campo de futebol de terra batida.
 
  
Esta é uma perspectiva da Avenida, de norte para sul, a  partir do ponto onde termina junto do velho campo de futebol que aqui se vê quase na íntegra.
 
Através destas fotos tiradas lá do alto, podemos ver ainda a imensidão de quintais que ficavam nos espaços interiores dos quarteirões rectangulares, que eram preenchidos pelo térreo casario voltados para duas ruas paralelas e duas transversais.a junto ao mar

 
Aqui já se vê a zona mais a norte da cidade,  a caminhar  para a foz do rio Bero,  zona ribeirinha  conhecida por Praia do Chiloango.



Familias antigas de Moçâmedes: Costa Santos e Gomes de Almeida




1ª foto:
Mais uma foto de familias antidas de Moçâmedes. Esta, da família Costa Santos.

Sentadas as avós Balbina (à dt.) e Júlia Augusta (à esq.). De pé,
Manuel e Hortense Costa Santos acompanhados dos quatro filhos mais velhos: Julieta (frente à mãe); Manuel (frente à avó Balbina, à esq.); Isabel, ao colo da avó Júlia, ao centro); Júlio (ao colo do pai, à esq.). Mais tarde, de Manuel e Hortense nasceriam ainda José Enoch, Fernanda, Henrique (Quito) e Albano (Carriço). Todos naturais de Moçâmedes, nascidos na Rua dos Pescadores.
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Alguns dados genealogicos:

Albano da Costa Santos c. 1875 e Balbina Amelia David de Jesus c. 1875 eram os pais de Manuel da Costa Santos, nascido em Santarém, Tremes, Santiago c. 1900 + Angola, Mossâmedes 1951, casou com Hortensia Pestana c. 1900. Foram pais de  Julieta da Costa Santos, Isabel Pestana da Costa Santos (casaa com Norberto Santos) , Manuel Pestana da Costa Santos (casado com Aurora N), Fernanda Pestana da Costa Santos, 17.08.1925 (casada com Jose Lopes Corado), Jose Onoh da Costa Santos (casado com Maria Eugenia Almeida Carvalho), Henrique Pestana da Costa Santos (casado com Helena N.) e Albano da Costa Santos (Carriço - casado com Olga de La Sallete)





 

2ª foto:
 

José Almeida (enfermeiro), Francelina Gomes Almeida e os seus filhos, Júlio Gomes de Almeida à esq. Paulo Almeida (ao colo) e Zeca Almeida, à dt., todos eles nascidos em Moçâmedes. Data da foto: década de 20.

Júlio Gomes de Almeida viria a ser solicitador e a casar com Lita Pestana, tendo como filhos Minelvina Almeida e Julio Almeida. Paulo Almeida viria a casar com Maria do Céu Almeida, filha do venerando «ti» Oscar de Almeida. Zeca Almeida trabalhava nas Finanças .



Os modos de se vestir e de se apresentar para o mundo revelam o modo de ser de cada época da história da humanidade. Nesta época, anos 20 do século XX, como se pode ver pela foto, era chic  vestirem-se as crianças com de fato de marujo, assim como era comum verem-se crianças de colo do sexo masculino vestidas como meninas, cabelos compridos, caracóis.
Mudam os tempos, mudam as vontades e as modas também, mas ficam registos interessantes como este, que para além de trazerem à recordação familiares antigos, ficam para sempre inscritos na história da moda de determinada época, país, região...

Foto cedida por Calinhas a Sanzalangola.
i
dem cedida por Minelvina Almeida

texto de MariaNJardim



GENEALOGIA DA FAMILIA COSTA SANTOS


quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Familias antigas de Mossâmedes (Moçâmedes, Namibe): Familia Antunes da Cunha : 192






Eis o retrato de mais uma das antigas famílias da Moçâmedes, a familia ANTUNES DA CUNHA.  Em cima, da esq. para a dt.: Basílio José da Cunha, José Antunes da Cunha e Albino Antunes da Cunha. Embaixo: Nelson Emílio da Conceição Antunes da Cunha, Amélia Matias da Cunha, Maria José Antunes da Cunha,  Maria de Lurdes Antunes da Cunha, Eugénio Faustino da Cunha e Joaquim Albino Antunes da Cunha.

 Foto cedida por Antunes da Cinha a Lay Silva 

Esta bela foto (clicar sobre ela para aumentar), do tempo em que o transporte  ainda se fazia  em carroças puxadas a bois, mostra-nos um grupo de crianças e adolescentes da familia Antunes da Cunha, elegantemente vestidas, preparando-se para serem conduzidas a um determinado cerimonial. À janela dois duas senhoras a conversar com outras duas, no lado de fora, dois cavalheiros aperaltados, e dois africanos encarregados de orientar a condução da referida carroça. 

 A loja da família Antunes da Cunha, em Porto Alexandre, no ano de 1930. Junto à porta dofundo, Albino Antunes da Cunha e o irmão José. Fotos do livro Recordar Angola, de Paulo Salvador.


De acordo com o livro "Recordar Angola" de Paulo Salvador, esta familia  após ter emigrado para Angola, ter-se-ia radicado em Porto Alexandre (actual Tombwa).  Albino da Cunha, natural de Laceiras (Vizeu), nascido no ano de 1906, foi o primeiro que resolveu partir, tendo fundado a casa comercial Antunes da Cunha em 1918.  Em 1919 casa com Eugénia do Ó Faustino, filha de Porto Alexandre e descendente de colonos vindos de Olhão (Algarve), para iniciar ali uma nova vida. 

Em 1921 chega a Porto Alexandre um seu irmão, José Antunes da Cunha, também originário da Beira Alta, que já havia estado em terras de Angola como deportado político por oposição a Sidónio Pais, e por atitudes contestatárias durante o serviço militar. Então, já casado, associa-se a Albino da Cunha  e criam a  unidade fabril «Antunes da Cunha, Lda.», dedicada a farinhas, conservas e óleos de peixe. Em 1924 abrem uma casa comercial em Moçâmedes.

Tal como outros comerciantes e elementos representativos das "forças vivas" da cidade de Moçâmedes, os Antunes da Cunha estiveram presentes em recepções, cerimónias de inauguração oficias, sessões de boas vindas a entidades governamentais, etc. etc.  Em 1938, quando da visita a Moçâmedes do Presidente da República portuguesa, Óscar de Fragoso Carmona, José Antunes da Cunha tomou a palavra na qualidade de presidente da Associação Comercial. Nas entrelinhas do seu "mui respeitoso discurso", podemos concluir o desapontamento manifestado face à incompreensão de que estavam sendo as gentes produtivas da terra, por parte da Metrópole (1):


«...Em Africa, os homens exclusivamente se afirmam pelo seu trabalho e pelo sacrifício, pela tenacidade e o desassombro»...; 

«...Os colonos aqui fazem-se e formam-se por si mesmos, sob a influência do nobre desejo de vencer, estimulado pela energia  tenaz, e pela ambição de viver e progredir»

«Somos assim por cá, Sr. Presidente da República, e no entanto eu sinto hoje, eu sinto neste momento, com alguma aflição, e com bastante pena, que, em frente de Vossa Excelência, Chefe do meu país, primeiro Magistrado da Nação, símbolo da unidade moral e política da minha Pátria, é afinal bem tímido o meu espírito»

«As preces da minha alma não conseguem provocar o generoso milagre que eu queria e que eu desejava para neste momento me sentir elevado à altura das circunstâncias, ao nível da minha ambição....»


Recorde-se que em 1938 estava-se na primeira fase do Estado Novo, Salazar havia tomado as rédeas da nação na sequência do golpe militar de 28 de Maio de 1926, que pôs fim à 1ª República e deu lugar à instauração do Estado Novo. O novo regime que se estabeleceu levou ao fim, em Angola, a política hábil desenvolvida por Norton de Matos, à qual haviam aderido elevado número de "colonos"  das principais cidades, que visavam para colónias uma autonomia progressiva de modo a conduzi-las mais tarde à independência, continuando  li­gadas a Portugal por laços sentimentais e por inte­resses recíprocos. Norton Matos em relatório datado de  1924 referia que "tremendos perigos que rodeavam Angola sendo o único meio a colonização intensiva e o fomento económico". 
Ora, a actuação de Norton de Matos, desagradou ao Estado Novo, a quem não agradou o descontentamento dos colonos que na verdade não era mais que um descontentamento  difuso, um desejo de afirmação e de autonomia face à Metrópole, não se tratava de um verdadeiro separatismo branco, que na verdade seria algo inviável numa época dada a escassez de população branca, sobre o futuro do Império. Em consequência, chega ao fim a figura do Alto Comissário que é substituída pela de Governadores Gerais. As colónias perdem autonomia administrativa e financeira e teve lugar a centralização. Os colonos deixam de poder contrair empréstimos ao estrangeiros, e desenvolveu-se uma política de mistificação, defesa e fomento do Império, como parte da ideologia nacional.

Em 1939, José Antunes da Cunha parte para Portugal, onde abrem uma sucursal em Lisboa para escoamento dos seus produtos para a Europa, exportando farinha de peixe para a Alemanha (Hamburgo e Bremen), directamente de Porto-Alexandre. Por outro lado, a sede na Rua dos Correeiros, em Lisboa, garantia a compra de tecidos e bens para abastecer os armazéns de Angola.  Nunca mais José regressou a Moçâmedes. Albino da Cunha, sim, ali se radicou definitivamente, e ali faleceu em 1973, dois anos antes da independência de Angola. Foi um dos grandes empreendedores, a nível do comércio e indústria de Moçâmedes. Extremamente trabalhador, homem sério e bom, deu à cidade uma prole de filhos que na Metrópole acabariam por se licenciar, e que não apenas lhe herdaram os genes positivos, como lhe seguiram o rastro e até ultrapassaram.


 Jazigo dos Antunes da Cunha em Moçâmedes

Hoje apenas resta como recordação da presença desta laboriosa família  que com o seu labor ajudou a lançar os fundamentos das cidades de Moçâmedes e de Porto Alexandre ,  nada mais é que este Jazigo, mandado erguer por Albino da Cunha. 

No Cemitério de Moçâmedes como em todos os Cemitérios do mundo, as famílias melhor posicionadas na sociedade procuravam  imortalizar seus mortos, mandando construir artísticos mauseoléus  e jazidos como este, que hoje ainda perduram, a lembrar  antigas gentes,  usos e costumes de um tempo, que passou e não volta mais.



Para saber mais, clicar AQUI 



terça-feira, 13 de novembro de 2007

Famílias antigas de Moçâmedes (hoje Namibe, em Angola): Lucinda Ferreira e João Rodrigues Trindade



Continuo  a saga do desvendar da geneologia na minha família,  volto-m agora para um outro ramo da mesma, com esta foto  de Lucinda Ferreira Trindade, enquanto de esperanças de seu filho varão, João Rodrigues Trindade, gentilmente cedida por um familiar.
  Lucinda era com a minha avó paterna e com a Baptista, uma das trigémeas dos meus bisavós Agostinho e Catharina Ferreira


1. Lucinda Ferreira  ( a Senhora da 1ª foto) era umas das trigémias do casal, juntamente com a minha avó Beatriz (mãe do meu pai), e  com a Maria Baptista. Tinha mais  2 irmãs. a Júlia e a Maria do Carmo, e ainda dois filhos varões (o promógénito, Agostinho e o caçula, Álvaro, este, o único nascido em Moçâmedes).   Lucinda veio a casar em Moçâmedes com João Rodrigues Trindade. Deste casamento nasceram naquela cidade :

1. Leovegilda Trindade (casou em Moçâmedes com Serafim dos Santos Frota), e o casal teve seis filhos: Branca, Madalena, Mariete, Serafim, Walter e Cláudio.  Na foto, à esquerda

2. Zenóbia Trindade (casou  em Moçâmedes com Raul de Abreu), e o casal teve três filhos, Arlete Trindade de Abreu (Leta),  Maria Fernanda(Bábá),  e Raul Alberto Abreu (Nito).(ver AQUI)

3. João Rodrigues Trindade (casou com ? da Silva)

4. Lumelino Trindade (casou com Helena Águas (1ªs núpcias), e tornou a casar com Laurinda...)






Foto: o casal Lucinda Ferreira e João Rodrigues Trindade junto das filhas Leovegilda Trindade  (à esq.) e Zenóbia Trindade (à dt.). 


 Foto: Zenóbia Trindade, filha de Lucinda e de João Rodrigues Trindade, já casada com Raúl de Abreu,  junto dos filhos, Arlete Trindade de Abreu (Leta), Maria Fernanda (Babá), e Nito Abreu, todos nascidos em Moçâmedes. Zenóbia era pois descendente de colonos algarvios, enquanto Raúl era descendente de colonos madeirenses.





A casa da Torre do Tombo em foto de meados da década de 1950. Aqui morou Lucinda e João Rodrigues Trindade. A casa feita em madeira, encontra-se neata data já em estado de degradação




Esta casa, que cheguei a conhecer já em estado avançado de degradação, era nos anos 1940 habitada por João Rodrigues Trindade e Lucinda Ferreira Trindade. Era uma casa de madeira, assente sobre pilares de cimento (tipo palafita), que ficava  no Bairro Torre do Tombo, num gaveto, cuja frente dava para a Rua da Colónia Piscatória (rua que subia para a Praia Amélia, em frente à casa de João Duarte), e a lateral para uma rua que descia na direcção da praia, onde ficavam a mercearia e a habitação de Manuel Marques Monteiro. Dizia-se que em tempos fora propriedade do Sindicato da Pesca de Moçâmedes, que ficava um pouco mais recuada, e que fora transportada para ali.

Segundo refere Claudio Frota, neto João Rodrigues Trindade e de Lucinda Ferreira Trindade,
no seu blog "Memórias e Raízes",  a família tinha no seu início, em Moçâmedes, a sua vida organizada à volta de um barco de pesca e de uma quitanda (espécie de mercado de fruta e legumes, aberto num anexo que existia então junto a esta casa), e possuia também uma "escolinha" que funcionava na sala de entrada, onde davam explicações e  iniciavam as criançinhas do bairro no ler, escrever e contar, sendo, utilizando no ensino da leitura o método João de Deus. 


Por sinal ainda tenho uma vaga imagem dessa escolinha, seria essa uma das minhas memórias de infância mais remotas. Lembro-me de ver os meninos a receberem explicações, incluso o meu iemão mais velho. Mais tarde esta casa seria habitada (anos 1950) pela familia Caldeira, sendo o "patriarca" desta familia, pessoa muito solicitada em Moçâmedes, pela sua actividade como "endireita", porquanto se dizia que fazia curas milagrosas através das massagens que saiam das suas mãos. Ainda segundo o Claudio Frota, Rodrigues Trindade, seu avô,  possuia um terreno de "concessão régia" na Torre do Tombo, e a sua foto, legendada com seu nome e apontando para os seus 46 anos de pesca, constava, em 1975 de uma galeria de nomes exposta no novo edifício do Grémio dos Industrias de Pesca, inaugurado  em 1957, sito na Rua da Praia do Bonfim, em frente à Avenida da República (zona do "Espelho e Água" e das gazelas). Figuravam na mesma galeria os nomes de Manuel Nunes de Carvalho, com 52 anos de pesca, António Mestre, com 40 anos de pesca, João Gonçalves Bento e Joaquim Bento, com 47 anos de pesca, Domingos Martins Nunes, com 46 anos de pesca, Tomás Ribeiro, com 52 anos de pesca, António Santos Paulo, com 39 anos de pesca, António Viegas Seixal, com 48 anos de pesca e Manuel Baptista Lisboa, com 44 anos de pesca.


Cláudio Frota, sobre estes seus antepassados, escreveu ainda no blog Memórias e Raízes:


"...Em direcção ao Largo Camões na freguesia de Santa Catarina (Lisboa), naturalidade do seu avô materno Agostinho Ferreira que casou com Catarina, natural de Olhão e criaram vasta prole no bairro da Torre do Tombo em Moçâmedes. Desta descendência vamos encontrar a muito celebrada Raínha da Beleza de Moçâmedes, Riquita Bauleth, miss Portugal 1971, (trineta), figura muito querida dos moçamedenses que todos recordam com muito carinho.


"...Decorria a 1ª Grande Guerra Mundial quando sua mãe Lucinda veio à Metrópole com a saúde debilitada. Viajou acompanhada pela sua irmã mais velha Leovegilda e ficaram alojadas em casa de familiares no Largo Camões. Leovegilda recordava os Grandes Armazéns do Grandela e os rebuçados que lá comprava quando fazia os recados familiares: "Davam sempre uns tostões a mais para rebuçados" - dizia. Nessa época as viagens para a Metrópole eram extremamente arriscadas devido à ameaça dos submarinos alemães que patrulhavam o Atlântico. Tiveram na viagem a protecção de um caça-minas da Marinha de Guerra Portuguesa.

"...Pararam na Póvoa do Varzim, como estava programado. Hospedaram-se num hotel para prevenir uma eventual demora e puseram-se a caminho da morada do senhor Flores. Um táxi fez o percurso até à morada, inscrita no postal que o sr. Flores enviara dez anos antes. A porta entreabriu-se e o cabelo grisalho de um homem septuagenário surgiu na ombreira. "Vimos de África, de Moçâmedes e procuramos um senhor chamado Flores" "sou o filho do Trindade da Torre do Tombo", disse. A emoção embargou a voz do sr. Flores, o abraço foi longo e apertado. Ofereceu hospedagem em sua casa insistindo para que fossem ao hotel buscar as malas. "A porta da minha casa está sempre aberta aos filhos do Trindade", disse. Aquele abraço revelava a emoção sentida de um reencontro, do "reencontro" de dois verdadeiros amigos que 44 anos antes haviam construído uma amizade nas incertezas de uma guerra.

"...Leovegilda, que conheceu o senhor Flores aos nove anos, casou com Serafim dos Santos Frota, nascido também na Torre do Tombo. Transmitiu este "hino" à amizade, à fraternidade e à solidariedade aos seus seis filhos: Branca, Madalena, Mariete, Serafim, Walter e Cláudio. Em 1964 Walter veio a Portugal cumprir o serviço militar na Força Aérea. Viajou à Póvoa do Varzim para conhecer o senhor Flores que relatou os anos inesquecíveis de 1915 e 1916, a forma amiga e fraterna como foi recebido pelos Trindade da Torre do Tombo, avós do Walter, forma amiga e fraterna que ajudou a mitigar ausências e saudades, e do sentimento de gratidão por aquela amizade, que apesar da distância, perdurou no tempo.

Em 1975 tanto Leovegilda como Zenóbia, casadas respectivamente com Serafim dos Santos Frota e  Raúl de Abreu habitavam  duas lindas vivenda situada em local privilegiado, uma zona moderna e mais elevada em relação ao "centro histórico" da cidade, mas muitissimo próxima do centro.


O contexto histórico



Os primeiros elementos desta familia a partir  para terras de África foram o meu bisavô Agostinho Ferreira, acompanho pelo primogénito, Agostinho Jr. Em Lisboa, a aguardar notícias com ordem para avançar, ficou a minha bisavó Catharina e as suas filhas: Júlia, Maria do Carmo, as trigémeas Beatriz (a minha avó), Lucinda e  Baptista. 
 
Alguns anos antes, em 1884 e em 1885 respectivamente, tinham desembarcado em Moçâmedes,  transportados pelos navios India e Africa,  duas "levas" de madeirenses, rumo às Terras Altas da Huila, enquanto  na Metróple decorria a célebre Conferência de Berlim (1884-5) convocada por Bismark, que levou à "Partilha de África" pelas potências industrializadas europeias. Portugal tinha que povoar de facto os territórios que reivindicava na base do direito histórico, mas sem ocupação efectiva sob pena de ter que ceder as suas colónias a potência em melhores condições de o fazer, semdo para o efeito desviado para o sul de Angola, e para o planalto da Huila, para as chamadas "terras altas de Mossâmedes" o rumo da emigração, até então dirigida daquela Ilha para o Hawai, Ilhas Sandwich e Demerara, onde madeirenses trabalhavam nas plantações como escravos e cedo perdiam a vida. Esse desvio visava também implementar a ocupação daquelas terras planálticas, em concordância com as determinações saídas daquela Conferência, e  equilibrar o número portugueses com a colónia boer  estabelecida  desde 1881 estabelecida  na Humpata. Alguns madeirenses preferiram ficar na cidade do Deserto.
 
Mas em Moçâmedes encontravam-se já estabelecidos os descendentes dos luso-brasileiros vindos de Pernambuco (Brasil) em 1849 e 1850, e ainda grupos de algarvios que ali foram chegando desde 1861, viajando por sua conta e risco, em caíques, palhabotes e outros barcos à vela, atraídos apenas pela fama daqueles mares onde a pesca era abundante e de grande qualidade e diversidade. A fixação dos luso-brasileiros na cidade do Deserto foi excepcional, isto é, não estava no programa. Aconteceu porque os portugueses estavam sendo perseguidos e maltratados na ex-colónia, independente em 1822, e porque tiveram conhecimento da amenidade do clima favorável aos europeus, bem como da fertilidade dos terrenos irrigados pelos rios Bero e Giraúl, favorável às culturas. Foram essas perseguições que os levaram a solicitar ao Governo de Portugal a sua transferência para aquele ponto do globo onde tremulava a bandeira portuguesa, bem como ajudas governamentais.  Os luso-brasileiros dedicavam-se à agricultura e também ao comércio, e em menor grau à pesca tendo montado algumas pescarias em praias desertas a norte de Moçâmedes, ou seja, na Baía das Pipas e no Bába.  A vinda dos algarvios a partir de 1861 veio mesmo a calhar, porque com a abolição do tráfico de escravos para o Brasil e Américas, e as inúmeras fugas de serviçais para as suas terras que aconteceram a seguir, alguns pescadores olhanenses passaram a trabalhar para os luso-brasileiros. Famílias inteiras foram partindo de Olhão rumo a Moçâmedes, em levas sucessivas, sem quaisquer ajudas governamentais, servindo-se nas suas viagens de caíques, palhabotes e outros barcos à vela, que eram para o efeito reforçados a cobre, tendo como único incentivo apenas a fama da riqueza piscícola daquele mar. A maioria montou as suas próprias pescarias em Moçâmedes primeiro, a seguir em Porto Alexandre e na Baía dos Tigres, e acabou por se espalhar por todas as enseadas de águas calmas em zonas de mar piscoso. 

Acredito que os meus bisavós resolveram emigrar, incentivados pelas campanhas que se desenrolavam na Metrópole, convidando à emigração, nesses tempos que medearam entre a realização da Conferência de Berlim (1884-5) e o Ultimato Inglês,  sem se aperceberem da dimensão dos acontecimentos em que se viram arrastados. Portanto entre 1885 e 1991.  
 
Portugal tinha apresentado o Mapa-Côr-de-Rosa que esboçava a pretensão de ligar Angola a Moçambique, a fim de facilitar a comunicação e tornar mais fácil o comércio e o transporte de mercadorias entre as duas colónias, pretensão que não foi aceite pela Inglaterra, a velha aliada, que pretendia um corredor livre entre o Cabo e o Cairo. Em consequência, o Ultimato Inglês (1890). A Inglaterra declarou guerra a Portugal caso não desistisse da pretensão. E foi um país humilhado e consternado que se viu obrigado a abandonar a ideia contida no Mapa, facto que levantou uma onda de patriotismo, ao reforço da autoridade colonial. A soberania portuguesa estava em causa.
 
Foi nessa altura que Alfredo Keil, músico e pintor, compôs o Hino Nacional, cuja letra original exortava a marchar contra os bretões (não contra os canhões). E que Guerra Junqueiro escreveu o poema "Finis Patrie". A rainha Dona Amélia quando teve conhecimento do Ultimato, disse: «Devíamos cair-lhes de armas na mão em vez de aceitar tal Ultimato». A estátua de Camões foi coberta por uma faixa negra em todo o país. Portugal teve que fazer respeitar os seus direitos, teve que garantir a liberdade de trânsito para as mercadorias, e teve que enviar mais famílias para o sul de Angola, desviando para o efeito a corrente de emigrantes que era até ali dirigida para o Brasil.Foram tempos muito agitados que iriam ter um fim dramático na Metrópole, com o regicídio.  Os Republicanos, utilizaram o sentimento popular com o fim de acirrar ódios e paixões contra a Monarquia, que consideravam a causa de todos os males.  Pedia-se  a morte do Rei D. Carlos, que  acabou, juntamente com príncipe herdeiro, D. Luis Filipe, por ser assassinado anos mais tarde, em 1 de Fevereiro de 1908,  o ano a seguir à visita do Principe Real às colónias, com passagem por Moçâmedes onde presidiu à cerimónia da passagem de vila a real cidade, em 1907.
 
Foi desta época  a experiência inicial das tentativas programadas de ocupação de Angola e Moçambique, apoiadas na emigração,  que se consolidariam apenas a partir da década de 1920.

 Foi graças à fixação de portugueses, que Portugal impediu que fosse levada demasiado longe a cobiça de potências como a Inglaterra, e a Alemanha em relação às colónias africanas das quais se considerava detentor de direitos históricos  desde as viagens de Diogo Cão, em 1482, mas não a ocupação efectiva. A Alemanha tinha chegado tarde à "partilha de África", ocupara o Sudoeste Africano, hoje Namibia, e alimentava intenções de anexar toda a faixa sul do território angolano, de Moçâmedes ao Cunene. Este o contexto em que se enquadra a ida dos meus familiares de Olhão para Moçâmedes.  Foi o facto de se encontrarem no sul de Angola estas famílias estabelecidas que fez respeitar os direitos de Portugal na zona mantendo Angola a integridade territorial, de Cabinda ao Cunene,



A partida para África...


              


Catharina Ferreira, a minha bisavó paterna

 
Não possuo outra foto de Agostinho Ferreira, o meu bisavô paterno, se não esta em estado avançado de degradação



Os primeiros elementos desta familia a partir foram o meu bisavô Agostinho Ferreira, acompanho pelo primogénito, Agostinho Jr. Em Lisboa, a aguardar notícias com ordem para avançar, ficou Catharina, a minha bisavó, e as suas filhas: Júlia, Maria do Carmo, as trigémeas Beatriz, Lucinda e  Baptista. Viajaram num desses misto vapor-veleiro, juntamente com outros algarvios que resolveram partir para aquelas terras misteriosas e desconhecidas nessa fase atrás descrita inaugurada pela Conferência de Berlim e que decorreu até ao Ultimato Inglês. Portanto entre 1885 e 1991.  
 
Imagino os meus bisavós a assistirem a toda aquela  movimentação patriótica que se desenrolou na capital do "Império".  A minha familia foi contemporânea dessa conjuntura em que novos contingentes de portugueses eram enviados para a região de Moçâmedes, à época ameaçada pela cobiça alemã, e às voltas com a rebelião dos autóctones, instigados pelos alemães. Acredito que eles desconheciam o que se estava realmente a passar nas colónias de África. Decerto que eles ignoravam toda a problemática que constituía uma fixação como aquela, em matéria de sacrificios futuros, e de segurança. Foram assediados pela propaganda passada através dos periódicos da época, e dos editais colocados nos Adros das Igrejas que convidavam a emigrar, prometendo condições de vida no quadro do novo paradigma colonial, de desenvolvimento e progresso que se projectava para a colónia.  Talvez a crise com que se debatia a Pátria-mãe, os impulsionasse a tal. 

A seguir ao meu bisavô e o ao Júnior, que chegados a Moçâmedes, escolheram  Porto Alexandre para se fixar, partiram de Lisboa a bisavó Catharina e as suas 5 filhas. Em Moçâmedes nasceu-lhes Álvaro o mais novo elemento da vasta prole.

Em 1975, quando se deu a independência de Angola, descendentes destes pioneiros já se encontravam bastante enraizados à terra, através 4, 5 e até 6 gerações ali nascidas.
 
Segue a relação dos irmãos e irmãs de Lucinda Ferreira, que em Moçâmedes casaram e constituiram familia:

2.  Beatriz Ferreira (Almeida), minha avó paterna e  irmã gémea de Lucinda. Casou em Moçâmedes com João Nunes de Almeida, tendo desta união nascido os filhos : João Nunes de Almeida (casou com Eugénia ); Jesuina Almeida (casou com José Fernandes de Carvalho -Zeca); Virgilio Nunes de Almeida (meu pai, casou com Olga de Sousa Almeida, minha mãe), Fernando Nunes de Almeida (casou com Isabel Quintas); Laura Almeida (casou com Manuel Barbosa); Arnaldo Nunes de Almeida (casou 1ª nupcias com Francelina?, de Benguela, divorciou-se, e tornou a casar, em 2ªs. núpcias com Maria Etelvina Ferreira, filha de Álvaro, o filho mais novo destes meus bisavós); Ângelo Nunes de Almeida (casou com Odete Maló); Eduardo (Aníbal) Nunes de Almeida (casou com Júlia Rosa); Beatriz Almeida (casou com Álvaro dos Santos Frota).

3. Maria Baptista Ferreira (Nunes/Almeida) veio a casar com ? Nunes, em 1ªs. núpcias, e por falecimento deste, tornou a casar com João Nunes de Almeida, cunhado, em 2ªs. núpcias. Este casamento aconteceu após o falecimento da irmã gémea, Beatriz, no decurso do trabalho de parto de gémeos por falta de assistência. Da 1ª união nasceu Jaime Nunes, conhecido em Moçâmedes, onde toda gente tinha uma alcunha, por Jaime Cariongo, que casou com Reis, e tinha uma pequena loja, na Rua das Hortas, ao lado de Carvalho Oliveira, que vendia a melhor ginguba da cidade.

4. Júlia Ferreira (Gomes), veio a casar com Francisco Gomes do Armazém. Desta união nasceram Virgilio Gomes (casou com Gertrudes Ferreira); Júlia Celeste Gomes (casou com António Guedes da Silva); Libânia Gomes (casou com Arlindo Cunha); Maria Ilda Gomes (casou com José Maria de Freitas), Maria Alice Gomes (casou com Rogério Ilha).

5. Maria do Carmo Ferreira (Bauleth), veio a casar com José Bauleth. Desta união nasceu António Bauleth (casou com Celmira), Maria do Carmo Bauleth (casou com Mário Almeida), e nunca tiveram filhos. Alice Marta Bauleth (casou com Armindo Bruno de Almeida), e foram pais de Maria do Carmo, Roberto, Rui e Maria Eduarda.

6. Álvaro Ferreira, o mais novo e único nascido em Moçâmedes, veio a casar com Idalinda Ferreira (desta união nasceram Maria Etelvina Ferreira (veio a casar com Arnaldo Nunes de Almeida, sobrinho de seu pai), e Maria Lizette Ferreira (veio a casar com Alberto Miranda/divorciada)

7. Agostinho Ferreira, o mais velho, e o primeiro a partir com o pai para Moçâmedes. Nunca casou.

Sem dúvida, a Moçâmedes de então era mesmo uma grande família!




A bisavó Catharina Ferreira já muito velhinha nos finais dos anos 30, início dos anos 40, ladeada pelas netas Maria Etelvina e Lizete, filhas de Álvaro e Idalinda, e por Maria do Carmo (ao centro e atrás), esta filha de Alice Marta e de  Armindo Bruno Almeida


 A bisavó Beatriz Ferreira de Almeida (uma das trigémeas dos bisavós Agostinho e Catharina Ferreira)  com o bisavô João Nunes de Almeida e os cinco filhos mais velhos: João, Virgilio, Jesuina e Laura
 


O avô João Nunes Almeida e 5 dos seus filhos. São da esq para a dt: Eduardo (Aníbal), Virgilio,  Arnaldo Beatriz e Ângelo




                                                    Outras fotos, outros familiares...





Foto: Alice Marta, filha de Maria do Carmo e de José Bauleth, e neta de Agostinho Ferreira e de Catharina Ferreira, à direita, com as mãos sobre uma filha/filho? (Maria do Carmo? Roberto?) A senhora ao centro é Idalinda Ferreira, casada com Álvaro Ferreira, o filho mais novo de Agostinho Ferreira e de Catharina Ferreira. A menina é a Maria Etelvina Ferreira de Almeida. O senhor da esquerda parece ser Mário Frota, A senhora junto da porta era filha de uma enfermeira parteira de nome Júlia.

Ver AQUI

 


Da nossa família era pois a Maria do Carmo, casada com José Bauleth, pais de Alice Marta Bauleth Almeida, esta por sua vez casou com Armindo Bruno d'Almeida, filho de Maria de Jesus (Frota Martins Gaivota), irmã da minha avó materna, e de António dos Santos Almeida, irmão do meu avô paterno João Nunes de Almeida ambos filhos de Fernando dos Santos Almeida. E a irmá da Alice, a Maria do Carmos era casada com Mário dos Anjos Almeida, irmão do Armindo. Por isso é que se dizia que em Moçâmedes até 1950 todos eram primor e primas...


Desta descendência vamos encontrar Riquita Bauleth, miss Portugal 1971, (bisneta de Maria do Carmo e de José Bauleth, logo trineta de Catarina e Agostinho Ferreira).


http://memoriaseraizes.blogspot.com/2009/05/em-memoria-de-uma-amizade-incomum.html
             



Ficam estas recordações


MariaNJardim




(*) Portugal participou na Conferência de Berlim, mas sob o estigma de pequeno país periférico que tinha colónias há séculos na costa africana (desde 1482),  mas  não evidenciava uma ocupação definitiva dos territórios que reivindicava, por direito histórico.  A partir daquela Conferência passou a vigorar a ocupação efectiva, e Portugal tinha ocupar, sob pena de ter que os ceder a potência que estivesse em condições de o fazer. Assim exigia a Alemanha, potência recém chegada ao continente africano, e com pretensões em relação ao sul de Angola. O direito de ocupação, mas apenas aos países que tivessem capacidade efectiva de ocupar, manter e desenvolver os seus territórios.