Continuo a saga do desvendar da geneologia na minha família, volto-m agora para um outro ramo da mesma, com esta foto de Lucinda Ferreira Trindade, enquanto de esperanças de seu filho varão, João Rodrigues Trindade, gentilmente cedida por um familiar. Lucinda era com a minha avó paterna e com a Baptista, uma das trigémeas dos meus bisavós Agostinho e Catharina Ferreira
1. Leovegilda Trindade (casou em Moçâmedes com Serafim dos Santos Frota), e o casal teve seis filhos: Branca, Madalena, Mariete, Serafim, Walter e Cláudio. Na foto, à esquerda
2. Zenóbia Trindade (casou em Moçâmedes com Raul de Abreu), e o casal teve três filhos, Arlete Trindade de Abreu (Leta), Maria Fernanda(Bábá), e Raul Alberto Abreu (Nito).(ver AQUI)
3. João Rodrigues Trindade (casou com ? da Silva)
4. Lumelino Trindade (casou com Helena Águas (1ªs núpcias), e tornou a casar com Laurinda...)

Foto:
o casal Lucinda Ferreira e João Rodrigues Trindade junto das filhas
Leovegilda Trindade (à esq.) e Zenóbia Trindade (à dt.).
Foto:
Zenóbia Trindade, filha de Lucinda e de João Rodrigues Trindade, já
casada com Raúl de Abreu,
junto dos filhos, Arlete Trindade de Abreu (Leta), Maria Fernanda
(Babá), e Nito Abreu, todos nascidos em Moçâmedes. Zenóbia era pois
descendente de colonos algarvios, enquanto Raúl era descendente de
colonos madeirenses.
A
casa da Torre do Tombo em foto de meados da década de 1950. Aqui morou
Lucinda e João Rodrigues Trindade. A casa feita em madeira, encontra-se
neata data já em estado de degradação
Esta casa, que cheguei a conhecer já em estado avançado de degradação, era nos anos 1940 habitada por João Rodrigues Trindade e Lucinda Ferreira Trindade. Era uma casa de madeira, assente sobre pilares de cimento (tipo palafita), que ficava no Bairro Torre do Tombo, num gaveto, cuja frente dava para a Rua da Colónia Piscatória (rua que subia para a Praia Amélia, em frente à casa de João Duarte), e a lateral para uma rua que descia na direcção da praia, onde ficavam a mercearia e a habitação de Manuel Marques Monteiro. Dizia-se que em tempos fora propriedade do Sindicato da Pesca de Moçâmedes, que ficava um pouco mais recuada, e que fora transportada para ali.
Segundo refere Claudio Frota, neto João Rodrigues Trindade e de Lucinda Ferreira Trindade, no seu blog "Memórias e Raízes", a família tinha no seu início, em Moçâmedes, a sua vida organizada à volta de um barco de pesca e de uma quitanda (espécie de mercado de fruta e legumes, aberto num anexo que existia então junto a esta casa), e possuia também uma "escolinha" que funcionava na sala de entrada, onde davam explicações e iniciavam as criançinhas do bairro no ler, escrever e contar, sendo, utilizando no ensino da leitura o método João de Deus.
Por sinal ainda tenho uma vaga imagem dessa escolinha, seria essa uma das minhas memórias de infância mais remotas. Lembro-me de ver os meninos a receberem explicações, incluso o meu iemão mais velho. Mais tarde esta casa seria habitada (anos 1950) pela familia Caldeira, sendo o "patriarca" desta familia, pessoa muito solicitada em Moçâmedes, pela sua actividade como "endireita", porquanto se dizia que fazia curas milagrosas através das massagens que saiam das suas mãos. Ainda segundo o Claudio Frota, Rodrigues Trindade, seu avô, possuia um terreno de "concessão régia" na Torre do Tombo, e a sua foto, legendada com seu nome e apontando para os seus 46 anos de pesca, constava, em 1975 de uma galeria de nomes exposta no novo edifício do Grémio dos Industrias de Pesca, inaugurado em 1957, sito na Rua da Praia do Bonfim, em frente à Avenida da República (zona do "Espelho e Água" e das gazelas). Figuravam na mesma galeria os nomes de Manuel Nunes de Carvalho, com 52 anos de pesca, António Mestre, com 40 anos de pesca, João Gonçalves Bento e Joaquim Bento, com 47 anos de pesca, Domingos Martins Nunes, com 46 anos de pesca, Tomás Ribeiro, com 52 anos de pesca, António Santos Paulo, com 39 anos de pesca, António Viegas Seixal, com 48 anos de pesca e Manuel Baptista Lisboa, com 44 anos de pesca.
Cláudio Frota, sobre estes seus antepassados, escreveu ainda no blog Memórias e Raízes:
"...Em direcção ao Largo Camões na freguesia de Santa Catarina (Lisboa), naturalidade do seu avô materno Agostinho Ferreira que casou com Catarina, natural de Olhão e criaram vasta prole no bairro da Torre do Tombo em Moçâmedes. Desta descendência vamos encontrar a muito celebrada Raínha da Beleza de Moçâmedes, Riquita Bauleth, miss Portugal 1971, (trineta), figura muito querida dos moçamedenses que todos recordam com muito carinho.
"...Decorria a 1ª Grande Guerra Mundial quando sua mãe Lucinda veio à Metrópole com a saúde debilitada. Viajou acompanhada pela sua irmã mais velha Leovegilda e ficaram alojadas em casa de familiares no Largo Camões. Leovegilda recordava os Grandes Armazéns do Grandela e os rebuçados que lá comprava quando fazia os recados familiares: "Davam sempre uns tostões a mais para rebuçados" - dizia. Nessa época as viagens para a Metrópole eram extremamente arriscadas devido à ameaça dos submarinos alemães que patrulhavam o Atlântico. Tiveram na viagem a protecção de um caça-minas da Marinha de Guerra Portuguesa.
"...Pararam na Póvoa do Varzim, como estava programado. Hospedaram-se num hotel para prevenir uma eventual demora e puseram-se a caminho da morada do senhor Flores. Um táxi fez o percurso até à morada, inscrita no postal que o sr. Flores enviara dez anos antes. A porta entreabriu-se e o cabelo grisalho de um homem septuagenário surgiu na ombreira. "Vimos de África, de Moçâmedes e procuramos um senhor chamado Flores" "sou o filho do Trindade da Torre do Tombo", disse. A emoção embargou a voz do sr. Flores, o abraço foi longo e apertado. Ofereceu hospedagem em sua casa insistindo para que fossem ao hotel buscar as malas. "A porta da minha casa está sempre aberta aos filhos do Trindade", disse. Aquele abraço revelava a emoção sentida de um reencontro, do "reencontro" de dois verdadeiros amigos que 44 anos antes haviam construído uma amizade nas incertezas de uma guerra.
"...Leovegilda, que conheceu o senhor Flores aos nove anos, casou com Serafim dos Santos Frota, nascido também na Torre do Tombo. Transmitiu este "hino" à amizade, à fraternidade e à solidariedade aos seus seis filhos: Branca, Madalena, Mariete, Serafim, Walter e Cláudio. Em 1964 Walter veio a Portugal cumprir o serviço militar na Força Aérea. Viajou à Póvoa do Varzim para conhecer o senhor Flores que relatou os anos inesquecíveis de 1915 e 1916, a forma amiga e fraterna como foi recebido pelos Trindade da Torre do Tombo, avós do Walter, forma amiga e fraterna que ajudou a mitigar ausências e saudades, e do sentimento de gratidão por aquela amizade, que apesar da distância, perdurou no tempo.
Em 1975 tanto Leovegilda como Zenóbia, casadas respectivamente com Serafim dos Santos Frota e Raúl de Abreu habitavam duas lindas vivenda situada em local privilegiado, uma zona moderna e mais elevada em relação ao "centro histórico" da cidade, mas muitissimo próxima do centro.
O contexto histórico
Os primeiros elementos desta familia a partir para terras de África foram o meu bisavô Agostinho Ferreira,
acompanho pelo primogénito, Agostinho Jr. Em Lisboa, a aguardar
notícias com ordem para avançar, ficou a minha bisavó Catharina e as
suas filhas: Júlia, Maria do Carmo, as trigémeas Beatriz (a minha avó), Lucinda e
Baptista.
Alguns anos antes, em 1884 e em 1885 respectivamente, tinham desembarcado em Moçâmedes, transportados pelos navios India e Africa,
duas "levas" de madeirenses, rumo às Terras Altas da Huila, enquanto na Metróple decorria a célebre Conferência de Berlim (1884-5) convocada por Bismark, que levou à "Partilha de África" pelas potências industrializadas europeias. Portugal tinha que povoar de facto os territórios que reivindicava na base do direito histórico, mas sem ocupação efectiva sob pena de ter que ceder as suas colónias a potência em melhores condições de o fazer, semdo para o efeito desviado para o sul de Angola, e para o planalto da Huila, para as
chamadas "terras altas de Mossâmedes" o rumo da emigração, até então
dirigida daquela Ilha para o Hawai, Ilhas Sandwich e Demerara, onde
madeirenses trabalhavam nas plantações como escravos e cedo perdiam a vida. Esse
desvio visava também implementar a ocupação daquelas terras planálticas, em concordância com as determinações saídas daquela Conferência, e equilibrar o número portugueses com a colónia boer estabelecida desde 1881 estabelecida na Humpata. Alguns
madeirenses preferiram ficar na cidade do Deserto.
Mas em Moçâmedes encontravam-se já estabelecidos os descendentes dos luso-brasileiros vindos de Pernambuco (Brasil) em 1849 e 1850, e ainda grupos de algarvios que ali foram chegando desde 1861, viajando por sua conta e risco, em caíques, palhabotes e outros barcos à vela, atraídos apenas pela fama daqueles mares onde a pesca era abundante e de grande qualidade e diversidade. A fixação dos luso-brasileiros na cidade do Deserto foi
excepcional, isto é, não estava no programa. Aconteceu porque os
portugueses estavam sendo perseguidos e maltratados na ex-colónia,
independente em 1822, e porque tiveram conhecimento da amenidade do
clima favorável aos europeus, bem como da fertilidade dos terrenos
irrigados pelos rios Bero e Giraúl, favorável às culturas. Foram essas
perseguições que os levaram a solicitar ao Governo de Portugal a
sua transferência para aquele ponto do globo onde tremulava a bandeira
portuguesa, bem como ajudas governamentais. Os luso-brasileiros
dedicavam-se à agricultura e também ao comércio, e em menor grau à pesca
tendo montado algumas pescarias em praias desertas a norte de
Moçâmedes, ou seja, na Baía das Pipas e no Bába. A vinda dos algarvios a
partir de 1861 veio mesmo a calhar, porque com a abolição do tráfico de
escravos para o Brasil e Américas, e as inúmeras fugas de serviçais
para as suas terras que aconteceram a seguir, alguns pescadores
olhanenses passaram a trabalhar para os luso-brasileiros. Famílias inteiras
foram partindo de Olhão rumo a Moçâmedes, em levas sucessivas, sem
quaisquer ajudas
governamentais, servindo-se nas suas viagens de caíques, palhabotes e
outros barcos à vela, que eram para o efeito reforçados a cobre, tendo
como único incentivo apenas a fama da riqueza piscícola daquele mar. A maioria
montou as suas próprias pescarias em Moçâmedes primeiro, a seguir em
Porto Alexandre e na Baía dos Tigres, e acabou por se espalhar por todas
as enseadas de águas calmas em zonas de mar piscoso.
Acredito que os meus bisavós resolveram emigrar, incentivados pelas campanhas que se desenrolavam na Metrópole, convidando à emigração, nesses tempos que medearam entre a realização da Conferência de
Berlim (1884-5) e o Ultimato Inglês, sem se aperceberem da dimensão dos acontecimentos em que se viram arrastados. Portanto entre 1885 e 1991.
Portugal tinha apresentado o Mapa-Côr-de-Rosa que esboçava a pretensão de ligar Angola a Moçambique, a fim de facilitar a comunicação e tornar mais fácil o comércio e o transporte de mercadorias entre as duas colónias, pretensão que não foi aceite pela Inglaterra, a velha aliada, que pretendia um corredor livre entre o Cabo e o Cairo. Em consequência, o Ultimato Inglês (1890). A Inglaterra declarou guerra a Portugal caso não desistisse da pretensão. E foi um país humilhado e consternado que se viu obrigado a abandonar a ideia contida no Mapa, facto que levantou uma onda de
patriotismo, ao reforço da autoridade colonial. A soberania
portuguesa estava em
causa.
Foi nessa altura que Alfredo Keil, músico e pintor,
compôs o Hino
Nacional, cuja letra original exortava a marchar contra os bretões (não
contra os canhões). E que Guerra Junqueiro
escreveu o poema "Finis Patrie". A rainha Dona
Amélia quando teve conhecimento do Ultimato, disse: «Devíamos cair-lhes
de armas na mão em vez de aceitar tal Ultimato». A estátua de
Camões foi coberta por uma faixa negra em todo o país. Portugal teve que fazer
respeitar os seus direitos, teve que garantir a
liberdade de trânsito para as mercadorias, e teve que enviar mais
famílias para o sul de Angola, desviando para o efeito a
corrente de emigrantes que era até ali dirigida para o Brasil.Foram tempos
muito agitados que iriam ter um fim dramático na Metrópole, com o
regicídio. Os Republicanos,
utilizaram o sentimento popular
com o fim de acirrar ódios e paixões contra a Monarquia, que
consideravam a causa de todos os males. Pedia-se a morte do Rei D.
Carlos, que acabou, juntamente
com
príncipe herdeiro, D. Luis Filipe, por ser assassinado anos mais tarde,
em 1 de Fevereiro de 1908, o ano a seguir à
visita do Principe Real às
colónias, com
passagem por Moçâmedes onde presidiu à cerimónia da passagem de vila a
real cidade, em 1907.
Foi desta época a experiência inicial das tentativas programadas de ocupação de Angola e Moçambique, apoiadas na emigração, que se consolidariam apenas a partir da década de 1920.
Foi graças à fixação de portugueses, que Portugal impediu que fosse levada demasiado longe a cobiça de potências como a Inglaterra, e a Alemanha em relação às colónias africanas das quais se considerava detentor de direitos históricos desde as viagens de Diogo Cão, em 1482, mas não a ocupação efectiva. A Alemanha tinha chegado tarde à "partilha de África", ocupara o Sudoeste Africano, hoje Namibia, e alimentava intenções de anexar toda a faixa sul do território angolano, de Moçâmedes ao Cunene. Este o contexto em que se enquadra a ida dos meus familiares de Olhão para Moçâmedes. Foi o facto de se encontrarem no sul de Angola estas famílias estabelecidas que fez respeitar os direitos de Portugal na zona mantendo Angola a integridade territorial, de Cabinda ao Cunene,
A partida para África...
Catharina Ferreira, a minha bisavó paterna
Os primeiros elementos desta familia a partir foram o meu bisavô Agostinho Ferreira,
acompanho pelo primogénito, Agostinho Jr. Em Lisboa, a aguardar
notícias com ordem para avançar, ficou Catharina, a minha bisavó, e as
suas filhas: Júlia, Maria do Carmo, as trigémeas Beatriz, Lucinda e
Baptista. Viajaram num desses misto vapor-veleiro, juntamente com
outros algarvios que resolveram partir para aquelas terras misteriosas e
desconhecidas nessa fase atrás descrita inaugurada pela Conferência de
Berlim e que decorreu até ao Ultimato Inglês. Portanto entre 1885 e 1991.
Imagino os meus bisavós a assistirem a toda aquela movimentação patriótica que se desenrolou na capital do "Império". A minha familia foi contemporânea dessa conjuntura em que novos contingentes de portugueses eram enviados para a região de Moçâmedes, à época ameaçada pela cobiça alemã, e às voltas com a rebelião dos autóctones, instigados pelos alemães. Acredito que eles desconheciam o que se estava realmente a passar nas colónias de África. Decerto que eles ignoravam toda a problemática que constituía uma fixação como aquela, em matéria de sacrificios futuros, e de segurança. Foram assediados pela propaganda passada através dos periódicos da época, e dos editais colocados nos Adros das Igrejas que convidavam a emigrar, prometendo condições de vida no quadro do novo paradigma colonial, de desenvolvimento e progresso que se projectava para a colónia. Talvez a crise com que se debatia a Pátria-mãe, os impulsionasse a tal.
A seguir ao meu bisavô e o ao Júnior, que chegados a Moçâmedes, escolheram Porto Alexandre para se fixar, partiram de Lisboa a bisavó Catharina e as suas 5 filhas. Em Moçâmedes nasceu-lhes Álvaro o mais novo elemento da vasta prole.
Em 1975, quando se deu a independência de Angola, descendentes destes
pioneiros já se encontravam bastante enraizados à terra, através 4, 5 e
até 6 gerações ali nascidas.
Segue a relação dos irmãos e irmãs de Lucinda Ferreira, que em Moçâmedes casaram e constituiram familia:
2. Beatriz Ferreira (Almeida),
minha avó paterna e irmã gémea de Lucinda. Casou em Moçâmedes com João
Nunes de Almeida, tendo desta união nascido os filhos : João Nunes de
Almeida (casou com Eugénia ); Jesuina Almeida (casou com José Fernandes
de Carvalho -Zeca); Virgilio Nunes de Almeida (meu pai, casou com Olga
de Sousa Almeida, minha mãe), Fernando Nunes de Almeida (casou com
Isabel Quintas); Laura Almeida (casou com Manuel Barbosa); Arnaldo Nunes
de Almeida (casou 1ª nupcias com Francelina?, de Benguela,
divorciou-se, e tornou a casar, em 2ªs. núpcias com Maria Etelvina
Ferreira, filha de Álvaro, o filho mais novo destes meus bisavós);
Ângelo Nunes de Almeida (casou com Odete Maló); Eduardo (Aníbal) Nunes
de Almeida (casou com Júlia Rosa); Beatriz Almeida (casou com Álvaro dos
Santos Frota).
3. Maria Baptista Ferreira
(Nunes/Almeida) veio a casar com ? Nunes, em 1ªs. núpcias, e por
falecimento deste, tornou a casar com João Nunes de Almeida, cunhado, em
2ªs. núpcias. Este casamento aconteceu após o falecimento da irmã
gémea, Beatriz, no decurso do trabalho de parto de gémeos por falta de
assistência. Da 1ª união nasceu Jaime Nunes, conhecido em Moçâmedes,
onde toda gente tinha uma alcunha, por Jaime Cariongo, que casou com
Reis, e tinha uma pequena loja, na Rua das Hortas, ao lado de Carvalho
Oliveira, que vendia a melhor ginguba da cidade.
4. Júlia Ferreira
(Gomes), veio a casar com Francisco Gomes do Armazém. Desta união
nasceram Virgilio Gomes (casou com Gertrudes Ferreira); Júlia Celeste
Gomes (casou com António Guedes da Silva); Libânia Gomes (casou com
Arlindo Cunha); Maria Ilda Gomes (casou com José Maria de Freitas),
Maria Alice Gomes (casou com Rogério Ilha).
5. Maria do Carmo Ferreira (Bauleth),
veio a casar com José Bauleth. Desta união nasceu António Bauleth
(casou com Celmira), Maria do Carmo Bauleth (casou com Mário Almeida), e
nunca tiveram filhos. Alice Marta Bauleth (casou com Armindo Bruno de
Almeida), e foram pais de Maria do Carmo, Roberto, Rui e Maria Eduarda.
6. Álvaro Ferreira,
o mais novo e único nascido em Moçâmedes, veio a casar com Idalinda
Ferreira (desta união nasceram Maria Etelvina Ferreira (veio a casar com
Arnaldo Nunes de Almeida, sobrinho de seu pai), e Maria Lizette
Ferreira (veio a casar com Alberto Miranda/divorciada)
7. Agostinho Ferreira, o mais velho, e o primeiro a partir com o pai para Moçâmedes. Nunca casou.
Sem dúvida, a Moçâmedes de então era mesmo uma grande família!
A bisavó Catharina Ferreira já muito velhinha nos finais dos anos 30, início dos anos 40, ladeada pelas netas Maria Etelvina e Lizete, filhas de Álvaro e Idalinda, e por Maria do Carmo (ao centro e atrás), esta filha de Alice Marta e de Armindo Bruno Almeida
A bisavó Beatriz Ferreira de Almeida (uma das trigémeas dos bisavós Agostinho e Catharina Ferreira) com o bisavô João Nunes de Almeida e os cinco filhos mais velhos: João, Virgilio, Jesuina e Laura
O avô João Nunes Almeida e 5 dos seus filhos. São da esq para a dt: Eduardo (Aníbal), Virgilio, Arnaldo Beatriz e Ângelo
Outras fotos, outros familiares...
Foto: Alice
Marta, filha de Maria do Carmo e de José Bauleth, e neta de Agostinho
Ferreira e de Catharina Ferreira, à direita, com as mãos sobre uma
filha/filho? (Maria do Carmo? Roberto?) A senhora ao centro é Idalinda
Ferreira, casada com Álvaro Ferreira, o filho mais novo de Agostinho
Ferreira e de Catharina Ferreira. A menina é a Maria Etelvina Ferreira
de Almeida. O senhor da esquerda parece ser Mário Frota, A senhora junto
da porta era filha de uma enfermeira parteira de nome Júlia.
Ver AQUI
Ver AQUI
Da nossa família era pois a Maria do Carmo, casada com José Bauleth, pais de Alice Marta
Bauleth Almeida, esta por sua vez casou com Armindo Bruno d'Almeida, filho de Maria de Jesus (Frota Martins Gaivota), irmã
da minha avó materna, e de António dos Santos Almeida, irmão do meu avô
paterno João Nunes de Almeida, ambos filhos de Fernando dos Santos
Almeida. E a irmá da Alice, a Maria do Carmos era casada com Mário dos Anjos Almeida, irmão do Armindo. Por isso é que se dizia que em Moçâmedes até 1950 todos eram
primor e primas...
Desta
descendência vamos encontrar Riquita Bauleth, miss Portugal 1971,
(bisneta de Maria do Carmo e de José Bauleth, logo trineta de Catarina e
Agostinho Ferreira).
http://memoriaseraizes.blogspot.com/2009/05/em-memoria-de-uma-amizade-incomum.html
Ficam estas recordações
MariaNJardim
(*) Portugal participou na Conferência de Berlim, mas sob o estigma de
pequeno país periférico que
tinha colónias há séculos na costa africana (desde 1482), mas não
evidenciava uma ocupação definitiva dos territórios que reivindicava,
por direito histórico. A partir daquela Conferência passou a vigorar a
ocupação efectiva, e Portugal tinha ocupar, sob pena de ter que os ceder
a potência que estivesse em condições de o fazer. Assim exigia a
Alemanha, potência recém chegada ao continente africano, e com
pretensões em relação ao sul de Angola. O direito de
ocupação, mas apenas aos países que tivessem capacidade efectiva de
ocupar, manter e desenvolver os seus territórios.








Sou neto de Leovegilda e filho de Mariete.
ResponderEliminarOs meus cumprimentos, Eduardo Manuel Frota Bento
Sou bisneta da Lucinda, neta da Leovegilda e filha mais nova da Branca. Hoje, conversando com a minha mãe (agora com 83 anos)a propósito da família e dos nomes pouco comuns que davam aos filhos, prometi-lhe fazer uma pesquisa na net e comecei por Leovegilda! Tanto a minha mãe como eu ficámos gratas e surpreendidas pelo que encontrámos.
ResponderEliminarObrigada à autora que, pelos vistos, também pertence à família.
Olá. Sim sou da familia. A sua bisavó Lucinda era irmã da minha avó Beatriz.E não sou apenas pela linha paterna através da avó Beatriz.mas também pela linha materna pois a minhabisavó chamava-se Ana da Piedade Frota, era irmã, creio do seu trisavô. Este blog tem a árvores genelógica da familia. Muito obg pela visita.
ResponderEliminarolá sou Cristina Bauleth,por 1ª vez leio a árvore genealógica da família BAULETH,o que muito me agrada,pois apesar de ser uma Bauleth nada sei sobre a minha família materna.Estou procurando ajuda para encontrar a minha mãe MARIA DE FÁTIMA BAULETH,nascida a 4 de Setembro DE 1941,em MOÇAMEDES,filha de ALBERTO BAULETH e de JUDITE.Agradeço de todo o coração qualquer informação que me pode ajudar a localizar a minha mãe ou os seus irmãos,outros filhos(sei que quando nasci,minha mãe já tinha uma filha),sobrinhos,cunhados.Toda a informação pode ser enviada através do facebook.MUITO OBRIGADA A TODOS
ResponderEliminarCristina
ResponderEliminarEsta arvore genealogica nao tem a ver com o ramo Bauleth.O nome Riquita consta aqui por via da bisavo Maria do Carmo, e nao do bisavo, Jose Bauleth. Desconheco alguem ligado aos Bauleth com os nomes que refere, ou seja,Alberto casado com Judite e a filha Maria Fatima. Lamento nao poder ajudar. Cumprimentos.
Eu sou filho de uma Bauleth,Maria Eduarda Bauleth D'Almeida que por sua vez é filha de Armindo Bruno D'Almeida e Alice Marta Bauleth D'Almeida.Por via de um tio meu (irmão da minha mãe),Roberto Bauleth D'Almeida existem muitos Bauleth na Namíbia.Mais digo que a minha mãe tinha mais dois irmãos,sendo a mais velha Maria do Carmo Bauleth D'Almeida e Rui Bauleth D'Almeida.Cumprimentos
ResponderEliminarPois sim conheço toda a familia ramo Almeida pois é também a minha. Maria do Carmo Ferreira, vossa antepassada, era irmã da minha bisavó paterna Beatriz Ferreira, ambas eram filhas de Agostinho Ferreira e Catharina Lopes Ferreira. Alice Bauleth (esta casou com Armindo Bruno d'Almeida). Alice e Armindo foram pais de Maria do Carmo, Roberto, Rui e Maria Eduarda. Mas há outro pormenor interessante, é que se estou ligada a esta familia pelo lado paterno, pelo lado materno estou também igualmente ligada, pois Armindo Bruno d'Almeida era descendente de Maria de Jesus (Frota Martins Gaivota) e de Antonio dos Santos Almeida. A Maria de Jesus era irmã da minha avó materna Maria da Conceição. Por isso é que se dizia que em Moçâmedes até 1950 todos eram primor e primas... Da ascendencia Bauleth nada sei.
EliminarCom todo o respeito quero fazer um reparo.Sou neto da pessoa em causa ,já falecida e como tal digo.A minha avó materna , filha de Maria Do Carmo e de José Bauleth não era Maria Alice Bauleth ,mas sim Alice Marta Bauleth tendo-se casado com Armindo Bruno D'Almeida.Bem Haja.
ResponderEliminarMeu i mail e MARACOSTA17@LIVE.FR quem Souber noticia de Fatima Bauleth prima de riquita Bauleth miss Angola Fatima e mae de Fernanda Bauleth entre em contato e urgente obrigada.
ResponderEliminarAna Paula Abreu de Melo
ResponderEliminarEu sou filha de Arlete Trindade de Abreu, que por sua vez é filha de Zenóbia Trindade, que casou com Raul de Abreu,ambos já falecidos. A minha mãe tem um irmão Raul Alberto Abreu e teve uma irmã Maria Fernanda(Bábá), também já falecida.
Fantastica esta historia dos meus ascendentes e de todos estes familiares a que estou ligada. Obrigada Dede por esta obra excepcional. Estou ligada a muitas familias de Mocamedes, por parte da minha mae Beatriz Nunes de ALmeida(Frota) e do meu pai Alvaro dos Santos Frota.E uma bencao a familia numerosa que tenho. Bem hajam todos.
EliminarMaria Carolina de Almeida Frota (Lina)
Agradeço a todos a visita. Este blog é vosso e poderão aqui colocar os dados que entenderem necessários. Cumprimentos
ResponderEliminarprocuro alguem da familia de Antonio Firmino JUiz de Mocamedes nos fins dos anos 1800 e principios de 1900. EU sou a bisneta do Juiz
ResponderEliminarTeresa