Aqui procurarei depositar retalhos de Estórias e da História de Mossâmedes (Moçâmedes, actual Namibe), uns, resgatados às páginas de antigos livros e documentos retirados das prateleiras de alfarrabistas, ou rebuscados no interior de bibliotecas, reais e virtuais... e ainda outros, fundados em testemunhos de vivos e experiências vividas. Porque é nas estórias e na História, naquilo que de melhor ou pior aconteceu, que devemos, todos, portugueses e angolanos, europeus e africanos, buscar ensinamentos, para que, não repetindo os erros do passado, sejamos capazes de nos relançar e progredir no futuro, enquanto pessoas e cidadãos. Citando o Padre Ruela Pombo (*): "Os mortos guiam os vivos!... É verdade: sem freio nem chicote...O passado impõe-se ao presente, e garante o futuro.O homem egoísta é inimigo do verdadeiro Progresso e prejudicial à Sociedade. É esta a minha ...ilusão!"



(*) in
“Paulo Dias de Novais e a Fundação de Luanda – 350 anos depois...”, 2 de Dezembro de 1926 – Arquivo Histórico Ultramarino, Lisboa, Portugal












sábado, 15 de março de 2008

Monumento aos «Pioneiros da Civilização». Mossâmedes , Moçâmedes, Namibe, Angola



O "Jardim da Colónia" de Moçâmedes, aqui cercado por um muro com gradeamento de ferro. Ao fundo à esq. o edifício da familia  Zuzarte de Mendonça Torres.

 
O JARDIM DA COLÓNIA


O «Jardim da Colónia» para onde esteve projectado um monumento aos pioneiros. do qual existe a maquete abaixo, naturalmente arquivada no Municipio da cidade. Foi o primeiro jardim público de  Moçâmedes, assim denominado em homenagem às 1ª e 2ª colónias de emigrantes que ali aportaram em 1849 e 1850, vindos de Pernambuco (Brasil), e que ficaram a marcar a data da fundação da cidade.
 
Situado a poente do edifício da Alfândega, no local onde no início da colonização se ergueram os primeiros barracões montados para lhes servirem de alojamento, sobre o pequeno «Jardim da Colónia», recolhi informações, de o mesmo se encontrava cuidadosamente tratado pelos serviços da Câmara Municipal, e apresentava um aspecto viçoso, imprimido pela profusão de arbustos que contrastavam com a aridez do solo circunvizinho.  Além dos embelezamentos arbustivos que o adornavam, haviam sido ali colocados 12 bancos de jardim que em 1869 se encontravam vistosamente pintados, bem assim como portas e gradeamentos. Também existia ali, na mesma altura,  um lago e a necessária "cacimba" de onde era retirada, à bomba, a água para a rega. À tarde, aos domingos e às quintas feiras, era costume reunirem-se no Jardim da Colónia uma quantas pessoas para ouvirem as sessões musicais proporcionadas pela "Banda de Caçadores 3 aquarteladas na Fortaleza de S. Fernando.



Mais tarde foram retirados muros e grelhas e ficou assim ??...
 



Para este jardim chegou a estar projectado, já no início do século XX, a colocação de um monumento, entre verduras e flores, destinado a perpetuar a memória dos pioneiros da fundação de Moçâmedes (hoje Namibe), e a embelezar a cidade, despertando "sentimentos de sã moralidade, de amor pátrio, de admiração e encanto pela Arte", dizia-se então.  Para o efeito, em 4 de Agosto de 1919 chegou a realizar-se no Jardim da Colónia,  com grande solenidade, a cerimónia de lançamento da primeira pedra, tendo em 1924 a Câmara Municipal de Moçâmedes solicitado a José Augusto da Cunha Morais, o aconselhamento e a sua preciosa colaboração escolha na escolha de um dos melhores escultores portugueses em mármore e bronze, porém nenhum outro passo foi dado mais adiante no sentido de ser levada para a frente essa ideia.
??'
"Simões de Almeida aquiesceu. A «maquetta» que modelou , veio mais uma vez confirmar , o fino temperamento, a surpreendente originalidade, e o alto poder de concepção do grande artísta."


Do monumento, sabe-se que:

"...Num «baixo relevo» que há-de comportar cerca de dezoito figuras, vê-se representada a «primeira colónia» esmagada pela adversidade; - os debilitados pelas doenças, as mulheres e crianças numa prostração dolorida de abatimento; de pé, um grupo dos mais robustos e animosos; e, entre eles, o seu prestimoso chefe da apontar um navio que, se divisa ao longe, trazendo a bordo a «segunda colónia» que a todos vem confortar e ajudar, para que possam prosseguir mais esperançados a obra iniciada. Encimando o monumento, avulta, numa atitude magnifica de triunfo, a bem proporcionada figura dum «pescador», como símbolo da principal industria do Distrito. E, o lado, grave e solene sobressai da alvura do mármore, o Brasão de Armas do Município em bronze. A «maquette» é um esbocêto de exíguas dimensões, e nele, por isso, o escultor não pôde, com perfeita nitidez, fixar expressões, nem marcar perspectivas. Estes e outros detalhes, porém, serão pelo artista convenientemente desenvolvidos na execução do trabalho definitivo. A «maquette» mostra-nos, contudo, o que virá a ser o monumento no seu conjunto geral. 

Quanto ao prestimoso Chefe aqui referido, a apontar para um navio que se divisa ao longe,  entenda-se a figura de Bernardino Freire de Figueiredo Abreu e Castro, o chefe da 1ªcolónia chegada a Moçâmedes, na Barca "Tentativa Feliz", capitaneada pelo Crigue Douro, a 04 de Agosto de 1849, para dar início ao povoamento branco da região. Sobre navio que se divisa ao longe, trata-se também do "Brigue Douro", desta vez acompanhando a "Barca Bracarense"  que transporta consigo a 2ª colónia que a todos veio ajudar e dar ânimo, para que pudessem continuar a obra iniciada.

Transcreve-se na íntegra o texto que segue e que testemunham a carência de meios que existia na época entre a comunidade moçamedense e no seio da própria Câmara Municipal que não conseguiu levar por diante o referido projecto, não obstante a promoção de um espectáculo para recolha de fundos no então Cine Teatro Garrett e de um desafio de futebol realizado para o mesmo efeito:

"...O escultor calculou em seis mil escudos o custo do monumento. E dos livros de escrituração da Câmara Municipal, verificamos que para aquisição se encontrava por enquanto depositado no Banco de Angola uma importancia insignificante. Um pouco mais de quatro mil e quinhentos angolares. Proveio esta importância de um espectáculo promovido no Teatro Garrett, pelo autor Tomás Vieira e por um desafio de «foot-ball» entre funcionários da Alfândega e da Fazenda, e ainda vários oferecimentos feitos por particulares. Para o que falta, que é quase tudo! Pensa-se em realizar uma grande festa, abrir subscrição e conseguir no Orçamento da Câmara um verba especial. É, pois, de crer que desta vez venha a ser um facto o monumento, maravilhando pela sua beleza, a recordar o gesto ousado dos fundadores do Distrito, e a exprimir o preito agradecido dos filhos da terra à gloriosa memória dos seus ilustres avós.

Alguns pormenores sobre a maqueta:

"...O Sr. Cunha Morais, que fundara com Emilio Biel essa publicação notabilíssima que se chama «Arte e a Natureza», em que colaboram os mais brilhantes espíritos do país, mantinha há largos anos com pintores e artistas, relações pessoais muito amistosas, nascidas da comunhão de trabalho e convívio intelectual. Versando em assuntos de arte, e conhecedor do nosso meio artístico, prontamente lhe acudiu à lembrança o nome já consagrado de Simões de Almeida, Sobrinho, o elegante estatuário da Criança, do Riso, ds Ninfas do Mondego, o dedicado medalheiro do Xaá, de Madame X, das Crianças Italianas, o autor de tantos outros trabalhos de reconhecimento e incontestável mérito. Ao convite que logo lhe fora feito, Simões de Almeida aquiesceu. A «maquetta» que modelou , veio mais uma vez confirmar , o fino temperamento, a surpreendente originalidade, e o alto poder de concepção do grande artísta.

Assim, não obastante ter-se chegado a efectuar neste jardim, em 1919, com grande solenidade, a cerimónia simbólica da colocação da primeira pedra do monumento, e posteriormente,  em 1924,  a Câmara Municipal de Moçâmedes ter confiado a um artista o estudo do monumento,  por anuência do reconhecido amigo da terra, José Augusto da Cunha Moraes, que aconsehou os melhores escultores de expressar pelo mármore e pelo bronze, história da colonização do Distrito, o projecto foi abandonado, e após meados da década de 40 o «Jardim da Colónia» foi pura e simplesmente desmantelado para dar lugar ao «Cine Teatro de Moçâmedes» 

Terminava aqui, ingloriamente, o sonho da colocação de um monumento destinado a perpetuar memória dos pioneiros da fundação de Moçâmedes. Este não seria erigido aqui nem em lado nenhum. Moçâmedes era uma cidade pobre, possuia uma Câmara pobre, e as autoridades competentes estavam em Angola para algo mais importante que ajudar os Municipios ou para homenagear «colonos»!



 
Trecho do Jardim da Colónia ja sem gradeamento, antes de ser construido no terreno o Cine Mocamedes.  Nesta foto, à esq, podemos ver, junto do «Jardim da Colónia», parte do edifício da Alfândega (lateral, convergindo para a Rua 4 de Agosto),  bem assim como o nobre edifício de linhas clássicas que foi propriedade da família Zuzarte Mendonça (Torres), e que conheci já como  "Hotel Central" , explorado pela família Gouveia na década de 50. 

pesquisa e texto de MNJardim





Bibliografia consultada
Jornal da Europa, Nº 10 2ª série in Boletim da Agência Geral das Colónias N.º 47, 1929 pág. 323
2 Boletim Geral do Ultramar, nºs, 348 e 349
(Do jornal da Europa, Nº 10 2ª série) 



..................................................................................****.....................................................................................




No site "Grand Monde", encontrei este artigo, que nos fala dos Zuzarte de Mendonça, familias antigas que estariam numa das vagas de colonos que teriam emigrado dos Açores para Pernambuco e mais tarde para Mossâmedes, onde, com esforço e tenacidade vingaram a sorte daqueles que padeceram com as biliosas e o paludismo. Por estar de certo modo relacionado com o assunto em questão, passarei a transcrever:


«
Os Cunha Moraes de fio a pavio II


 “... Só em 1924 é que a Câmara Municipal se lembrou de confiar a um artista o estudo do monumento. Para esse fim, dirigiu um oficio ao Sr. José Augusto da Cunha Morais, amigo provadíssimo de Mossâmedes, a solicitar-lhe a obsequiosa anuência em incumbir um dos nossos melhores escultores de expressar, pelo mármore e pelo bronze, a história da Colonização do Distrito. O Sr. Cunha Morais, ,...mantinha, há largos anos, com escritores e artistas, relações pessoais muito amistosas, nascidas da comunhão do trabalho e do convívio intelectual. ....prontamente lhe acudiu à lembrança o nome já consagrado de Simões de Almeida, Sobrinho, ...”

Mais uma vez os Cunha Moraes se encontravam com os Zuzarte de Mendonça na cidade de Moçâmedes...


O fotógrafo José Augusto da Cunha Moraes nas suas deslocações a Moçamedes terá conhecido Albertina Teixeira Pinto Zuzarte de Mendonça, filha de Maria Rosa Oliveira Teixeira Pinto e de José Júlio de Zuzarte Mendonça, Juiz de Paz e Comandante do porto de Moçamedes, família de grande prestígio naquela região conhecida como a Madeira da África Ocidental Portuguesa.

José Augusto contraiu matrimónio com Albertina Mendonça, porém não deixam descendência. As suas frequentes viagens a Moçamedes acompanhado pela mulher e pelos seus irmãos, favorecem e proporcionam outros laços familiares entre os Cunhas Moraes e os Zuzarte Mendonça, a tal ponto que o seu irmão Joaquim Júlio, após ter sido forçado pelos irmãos mais velhos a acabar com o namoro com uma mestiça, vem a casar-se com Matilde Teixeira Pinto Zuzarte de Mendonça, irmã de Albertina.
Mais tarde uma irmã de José de Sousa Maia, cunhado de José Augusto pelo matrimónio contraído com Henriqueta da Cunha Moraes, viria a casar com um dos filhos de José Júlio de Zuzarte Mendonça.
Eventualmente os Zuzarte de Mendonça estariam numa das vagas de colonos que teriam emigrado dos Açores para Pernambuco e mais tarde para Mossãmedes onde com esforço e tenacidade vingaram a sorte daqueles que padeceram com as biliosas e o paludismo. Mossãmedes inegavelmente marcou estas duas famílias.

Publicada por Grand Monde



E Moçâmedes foi salva..
.

«Quando a segunda colónia chegou a Mossãmedes em 26 de Novembro de 1850, os primeiros colonos encontraram falhas de recursos de toda a espécie e a sua patriótica tentativa de colonização parecia condenada a sossobrar ingloriamente...»


Minados pela febre, agonizantes,
já temiam aqueles homens fortes
que fosse vão seu feito de gigantes:
-ali jaziam cerca do Rio das Mortes

da Primeira Colónia os emigrantes,
«os maus fados cumprindo em suas sortes -
em covais, nas areias escaldantes,
achando, em grande parte, os certos nortes!

E nessa conjuntura dolorosa,
já não crendo em ajudas deste mundo
viraram-se p`ra o Céu à Milagrosa

Senhora destes Reinos, a Maria
erguendo preces em fervor profundo!
..................................................................

E viu-se como a Santa os atendia!

Moçâmedes, ano do Centenário (1949)

José Trindade
José Augusto da Cunha Moraes

Muitas das fotos antigas de Moçâmedes e de Angola que chegaram até nós, se devem ao trabalho incansável e artistico de
José Augusto da Cunha Moraes, nascido numa aldeia dos arredores de Coimbra em 1855 e falecido no Porto em 1933.

3º Filho de Abílio Simões da Cunha Moraes e Carolina Conceição Simões da Cunha Moraes, em 1863, vai com a família para Luanda, onde seu pai monta do estúdio fotográfico da família.

Regressa à metrópole, em 1871, para continuar os estudos, e volta a Luanda, em 1877, para tomar conta do estúdio fotográfico da família, na época de ouro das expedições africanas quando Luanda era um porto de partida e chegada dos exploradores de todas as nacionalidades. Ali abre sua própria casa, a "Photographia J.A. Cunha Moraes".

Já então filiado na Sociedade Portuguesa de Geografia, realiza uma viagem destinada a fotografar os principais aspectos etnográficos e paisagísticos e as mais importantes construções coloniais portuguesas. A maior parte da sua produção em África desenvolve-se entre 1877-1894, publicando fotografias na revista “O Occidente” e na “Arte Photographica”. Produziu colecções para enviar a várias Exposições Industriais. Em 1882 publica um álbum com fotografias da África Ocidental e entre 1885-1888, publica 4 volumes “Africa Occidental - Album Photográphico e Descriptivo” sob a responsabilidade de David Corazzi, com prefácio de Luciano Cordeiro e fotocópias produzidas na casa Emílio Biel & Cª. Colabora também com a revista "O Occidente", através do envio de fotografias que são depois usadas sob a forma de gravura

Numa das suas muitas viagens conhece Albertina Teixeira Pinto Zuzarte de Mendonça (1870?-?), filha de Maria Rosa de Oliveira Teixeira Pinto (1847-?) e de José Júlio Zuzarte de Mendonça (1847-1911) Juiz de Paz e comandante do porto de Moçâmedes, com quem contrai matrimónio em 1885. As duas das famílias mais proeminentes de Moçamedes. O seu irmão Joaquim viria a casar-se com uma das seis irmãs de Albertina, Matilde Teixeira Pinto Zuzarte de Mendonça.

Regressa definitivamente a Portugal em 1897 e instala-se no Porto, mais precisamente na Foz do Douro. Em 1898, com José Marques de Abreu, cria a revista "Ilustração Moderna".

Colabora na casa Emílio Biel & Cª desde 1900, como sócio de uma das suas secções de publicações e promove esta actividade que estava um pouco parada desde 1880, após a publicação de "Os Lusíadas" e do político Plutarcho Portuguez. Será um dos directores e um dos fotógrafos de “A Arte e a Natureza” e de álbuns de temática religiosa, além de postais ilustrados. Fez também fotografias do Douro e os postais editados pela casa Biel.

Após a falência desta, em resultado da Grande Guerra, nada se sabe da sua actividade.

Premiado em diversas exposições, desde 1877, na Exposição Hortícola Internacional Portuguesa, no Rio de Janeiro, na Exposição Hortícola do Porto, de 1882, na Exposição Universal de Antuérpia, em 1885, na Exposição Internacional de Fotografia do Porto, de 1886 e na Exposição Insular e Colonial Portuguesa. É de referir que na Exposição Internacional de Fotografia do Porto, de 1886, Cunha Moraes expõs, segundo Manuel Rodrigues, na revista "Occidente, "uma numerosa quantidade de vistas e typos de África, que têm servido para a sua interessante publicação "A África Occidental. Os trabalhos do Sr. Cunha Moraes, já pelo interesse que inspiram, já pela sua boa execução, tornam-se de incontestavel valor".

Já então filiado na Sociedade Portuguesa de Geografia, Cunha Moraes realiza uma viagem destinada a fotografar os principais aspectos etnográficos e paisagísticos e as mais importantes construções coloniais portuguesas. A maior parte da sua produção em África desenvolve-se entre 1877-1894, publicando fotografias na revista “O Occidente” e na “Arte Photographica”. Produziu colecções para enviar a várias Exposições Industriais.

Numa das suas muitas viagens conhece Albertina Mendonça, filha de um Juiz de Paz e comandante do porto de Moçamedes, com quem contrai matrimónio.

Em 1882 publica um álbum com fotografias da África Ocidental e entre 1885-1888, publica 4 volumes “Africa Occidental - Album Photográphico e Descriptivo” sob a responsabilidade de David Corazzi, com prefácio de Luciano Cordeiro e fototipias produzidas na casa Emílio Biel & Cª.

Colabora também com a revista "O Occidente", através do envio de fotografias que são depois usadas sob a forma de gravura.

Em 1898, com José Marques de Abreu, cria a revista "Ilustração Moderna".

Colabora na casa Emílio Biel & Cª desde 1900, como sócio de uma das suas secções de publicações e promove esta actividade que estava um pouco parada desde 1880, após a publicação de "Os Lusíadas" e do político Plutarcho Portuguez. Será um dos directores e um dos fotógrafos de “A Arte e a Natureza” e de álbuns de temática religiosa, além de postais ilustrados. Fez também fotografias do Douro e os postais editados pela casa Biel.

Após a falência desta, em resultado da Grande Guerra, nada se sabe da sua actividade.

Entre 1917 e 1927 viveu em Lisboa, por causa de uma críse cardíaca que fez com que os seus médicos lhe aconselhassem um clima mais ameno. Volta ao Porto, onde a 21 de abril de 1932 morre.

José Augusto da Cunha Moraes participa e é premiado em diversas exposições, desde 1877, na Exposição Hortícola Internacional Portuguesa, no Rio de Janeiro, na Exposição Hortícola do Porto, de 1882, na Exposição Universal de Antuérpia, em 1885, na Exposição Internacional de Fotografia do Porto, de 1886 e na Exposição Insular e Colonial Portuguesa. É de referir que na Exposição Internacional de Fotografia do Porto, de 1886, Cunha Moraes expõs, segundo Manuel Rodrigues, na revista "Occidente, "uma numerosa quantidade de vistas e typos de África, que têm servido para a sua interessante publicação "A África Occidental. Os trabalhos do Sr. Cunha Moraes, já pelo interesse que inspiram, já pela sua boa execução, tornam-se de incontestavel valor"

Tal como seu irmão Augusto, José não deixou descendência, tendo como herdeiros os seus sobrinhos Maria Rosa, Maria Carolina, Ângelo e Álvaro, filhos de seu irmão Joaquim Júlio, Raúl de Sousa Maia, filho de sua irmã Henriqueta e Carlos, Alberto e Mário Morais Afonso filhos de sua irmã Maria da ConceiçãO
José Augusto Cunha Moraes era o terceiro filho de Abílio Simões da Cunha Moraes e Carolina Conceição Simões da Cunha Moraes.


Sem comentários:

Enviar um comentário