Familia LUSO SOARES
Familia JOSE JOAQUIM DE PINHO Caro Fernando,
Antes do mais, desculpa as "gralhas" : estava a escrever com uma certa pressa e não pude rever o texto...
Voltando ao encontro com os primos Pinhos de Moçâmedes, como já disse na
menssagem anterior, o Humberto Pinho Gomes tem imensa documentação (
livros e folhetos vários sobre Moçamedes e as suas origens, a genealogia
dos vários ramos dos Pinhos e seus colaterais, fotocópias de registos
de nascimento e casamento, fotografias das mais variadas épocas, locais e
pessoas, jornais etç...)
e deu-me disponibilisou fotocópias de muito desse material.
Se tiveres interesse em mais alguma coisa verei o que posso conseguir .
Para já, chamou-me a atenção a certidão de casamento entre os nossos
tios já remotos, Alfredo de Oliveira Luso e Maria Amélia de Pinho,
pois julgo que as informações que possuis, apontam para ele ter nascido
em Moçâmedes.
No entanto não é o que consta do assento de casamanto de que tenho uma fotcópia que passo a transcrever.
A folhas 4 v. e 5 do livro de Casamentos da freguesia de Santo Adrião,
conselho de Moçâmedes, relativo ao ano de 1889, com o Nº 6 :
" Aos vinte e tres dias do mês de Junho de mil oitocentos e oitenta e
nove, nesta Vila e freguesia de Santo Adrião de Moçâmedes, diocese de
Angola e Congo, e casas do falecido General Honorato José de Nendonça,
compareceram perante mim os nubentes que sei serem os próprios, Alfredo
de Oliveira Luso e D. Amélia Pinho, com todos os papéis do estilo
correntes e sem impedimento algum canónico ou civil para o casamento,
ele, de idade de vinte e um anos incompletos, natural da freguesia de
Santo António do Recife, Província de Pernambuco, Império do Brasil,
filho de Joaquim Antero de Oliveira Luso e de D. Filonila da Costa Luso e
ela de idade de dezanove anos, solteira, natural desta freguesia de
Moçâmedes, filha legítima de Joaquim José de Pinho e de D. Maria dos
Anjos de Pinho, os quais nubentes se receberam por marido e mulher e eu
os uni em matrimónio, procedendo em todo este acto segundo o Rito da
Santa Madre Igreja Católica, Apostólica, Romana. Foram testemunhas
presentes, que sei serem os próprios:- o comendador Manuel José Alves
Bastos, sua esposa D. Amélia do Carmo Torres Bastos, António Florentino
Torres , negociante, a sua esposa D.Maria Júlia de Mendonça Torres,
todos residentes nesta freguesia de Santo Adrião de Moçamedes. E para
constar, lavrei em duplicado este assento que, depois de ser lido,
conferido e achado conforme, assino com os nubentes e tetemunhas
presentes. Era ut supra. (...) Cónego Diogo Damião Rodolfo de Santa
Brígida e Sousa, arcipreste".
Ora temos aqui alguns dados novos, como local de nascimento de Alfredo
de Oliveira Luso e o nome de seu pai, Joaquim Antero de Oliveira Luso,
que embora o filho seja dado como natural de Pernambuco, não integra as
listas dos colonos de 1849 nem de 1850, vindos dassa Província do
Brasil. Pelo menos as listas que conheço.
Terá o pai falecido e o filho terá vindo acompanhado por um outro parente ?
Ou será que Alfredo de Oliveira Luso nasceu em Moçâmedes , como se pensava, o que contradiz o constante do assento de casamento?
Um abraço amigo do
Luís
Geneall net
Familia ZUZARTE DE MENDONCA
Familia PIMENTEL TEIXEIRA
Familia MANUEL JOAQUIM TORRES
Familia FREIRE DE FIGUEIREDO ABREU E CASTRO
Aqui procurarei depositar retalhos de Estórias e da História de Mossâmedes (Moçâmedes, actual Namibe), uns, resgatados às páginas de antigos livros e documentos retirados das prateleiras de alfarrabistas, ou rebuscados no interior de bibliotecas, reais e virtuais... e ainda outros, fundados em testemunhos de vivos e experiências vividas. Porque é nas estórias e na História, naquilo que de melhor ou pior aconteceu, que devemos, todos, portugueses e angolanos, europeus e africanos, buscar ensinamentos, para que, não repetindo os erros do passado, sejamos capazes de nos relançar e progredir no futuro, enquanto pessoas e cidadãos. Citando o Padre Ruela Pombo (*): "Os mortos guiam os vivos!... É verdade: sem freio nem chicote...O passado impõe-se ao presente, e garante o futuro.O homem egoísta é inimigo do verdadeiro Progresso e prejudicial à Sociedade. É esta a minha ...ilusão!"
(*) in “Paulo Dias de Novais e a Fundação de Luanda – 350 anos depois...”, 2 de Dezembro de 1926 – Arquivo Histórico Ultramarino, Lisboa, Portugal
(*) in “Paulo Dias de Novais e a Fundação de Luanda – 350 anos depois...”, 2 de Dezembro de 1926 – Arquivo Histórico Ultramarino, Lisboa, Portugal
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