No sul de Angola, de recente colonização portuguesa, a forte resistência dos Cuanhamas e alguns revezes do exército colonial na região justificaram um outro tipo de ocupação militar sistemática.
É na campanha de 1915 contra os Cuanhamas na sua capital N’giva, que se inicia o uso dos camiões automóveis. Os serviços excelentes prestados pelos carros boers no Bié, no Bailundo e no Moxico, entre outros, dependiam do alimento e da água para os animais. No sul a obtenção da água era um problema que colocava o exército na mão das populações locais.
No final das operações ficou completa a estrada de automóveis desde a linha do caminho-de-ferro até ao interior do distrito da Huíla. O trajecto entre Mossâmedes e a N’giva, que anteriormente se fazia em 60 a 80 dias passou a poder fazer-se em 36 horas. A rapidez do avanço sobre a N’giva, a capital, ficou a dever-se aos camiões, embora os carros boers seguissem na retaguarda. As populações não conheciam a velocidade nem o rendimento do motor das novas máquinas de transporte.
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http://memoria-africa.ua.pt/Library/ShowImage.aspx?q=/CadernosColoniais/CadernosColoniais-N28&p=6


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