Hoje
quem visita Moçâmedes e se desloca 5 km a sul na direcção da PRAIA
AMÉLIA, já poucos vestígios do passado encontra, mesmo de um passado
recente, com que possa ilustrar suas narrativas, porque tudo quanto era
História vem sendo dali varrido com rodar do tempo. No entanto quem ali
viveu decerto não se cansou de ouvir histórias contadas pelos
antepassados sobre acontecimentos que tiveram lugar na PRAIA AMÉLIA, e
que ficaram a marcar a História daquela praia.
Porquê PRAIA AMÉLIA? A ORIGEM DO NOME:
A PRAIA AMÉLIA era assim chamada porque em 1842 no banco de pedra ali existente encalhou a "escuna Amélia" no banco de pedra alí existente. A escuna fora pertença da Marinha de Guerra Portuguesa - esquadra miguelista - comprada em Inglaterra e apresada pelos liberais em 1833. A zona do banco era uma zona perigosa para a navegação marítima pois na baixa mar ficava a descoberto, e com a maré cheia era uma armadilha para os barcos de grande calado, que ousassem por ali passar. Os barcos mais pequenos, como as embarcações, traineiras, etc, podiam passar pelo canal existente entre a ponta da PRAIA AMÉLIA e o banco , mas os maiores tinham que passar ao largo do referido banco. Por alturas do ano de 1840, houve quem afirmasse ter visto na Praia da Amélia, navios de guerra ingleses passarem por entre o baixo e a praia da Amélia, ou seja pelo canal, que lhe fica fronteira, algo arriscado.
A PRAIA AMÉLIA era assim chamada porque em 1842 no banco de pedra ali existente encalhou a "escuna Amélia" no banco de pedra alí existente. A escuna fora pertença da Marinha de Guerra Portuguesa - esquadra miguelista - comprada em Inglaterra e apresada pelos liberais em 1833. A zona do banco era uma zona perigosa para a navegação marítima pois na baixa mar ficava a descoberto, e com a maré cheia era uma armadilha para os barcos de grande calado, que ousassem por ali passar. Os barcos mais pequenos, como as embarcações, traineiras, etc, podiam passar pelo canal existente entre a ponta da PRAIA AMÉLIA e o banco , mas os maiores tinham que passar ao largo do referido banco. Por alturas do ano de 1840, houve quem afirmasse ter visto na Praia da Amélia, navios de guerra ingleses passarem por entre o baixo e a praia da Amélia, ou seja pelo canal, que lhe fica fronteira, algo arriscado.
Na
escuna
naufragada que deu o nome à PRAIA AMÉLIA viajava Joaquim António
Menezes,
autor do livro "Demonstração Geográfica e Política do Território
Portuguez na Guiné inferior que abrange o Reino de Angola, Benguela, e
suas dependências .." publicado em 1848.
Esta obra bastante critica é um ataque cerrado à forma como decorria a
colonização na época, e a Pedro Alexandrino da Cunha; fase das
feitorias em Moçâmedes, antes da chegada dos colonos de Pernambuco,
Brasil, em 1849, quando Guimarães Junior o fundador da 1ª feitoria foi
expulso. O autor da citada obra refere a respeito da escuna que deu o nome à Praia Amélia, o seguinte:
"...Em 1842 dous annos depois da violentada sahida de Guimarães Junior de Mossãmedes, ainda ali vimos (levados áquellas praias pelo naufrágio da já citada escuna Amelia) a sua barraca, posto que quasi abatida, com restos de urzella que ficára abandonada, e próximo da qual é a horta outrora de Guimarães, em terreno por elle comprado aos indigenas, mas de que se apossaram os que tambám se haviam apoderado da sua pessoa, deportando-o para Loanda, e d'ali para Lisboa sem causa justificada. Assim procedem os tirannetes predilectos do gabinete; a legalidade os incommoda, nem se quer procuram acobertar com ella os actos despóticos que frequentemente exercitam."
A PRAIA AMÉLIA, A CAPTURA DE BALEIAS E A GRANDE FÁBRICA DOS NORUEGUESES
Embora seja comum quando se fala da Praia Amélia recuarmos apenas ao início do século XIX aos primórdios da caça à baleia levada a cabo pelos noruegueses, a verdade é que hoje sabe-se que foi em fins de 1854 que apareceram em Moçâmedes os primeiros navios baleeiros vindos da ilha de Santa Helena e com esse facto animou bastante não só agricultura e o comércio, recém fundado mas também a industria de pesca e muito especialmente a do óleo de peixe que mereceu um regulamento especial. O movimento marítimo do porto de Moçâmedes a cada dia ia aumentando, tornando-se mesmo importante para a época, pois em 1856, segundo refere Bernardino Freire de Figueiredo Abreu e Castro, o chefe da 1ª colónia vinda de Pernambuco, Brasil em 1849, (9) foi frequentado por trinta navios estrangeiros e nacionais, cujas tripulações na maior parte constituídas por filhos do Algarve, espalhavam as impressões das suas viagens com respeito á abundancia de peixe, o que levou os seus patrícios em 1860 a emigrarem para Moçâmedes, espalhando-se de principio, pelo Bába e Porto Alexandre, onde encontraram estabelecidos três ou quatro colonos dos anteriormente ali chegados, vindos do Algarve nos barcos da União Mercantil e da Empresa Lusitana., tendo no ano ano seguinte, em 1861, saído de Olhão com destino a Moçâmedes o primeiro caíque, «Flor de Maio, de que era mestre Bernardino do Nascimento. o «Brancanes, e societário. de Francisco Ferreira Nunes. Desde então a emigração dos filhos de Olhão para os diversos pontos da costa de Moçâmedes não cessou e com o seu trabalho e os conhecimentos especiais da pesca, quer por si, como indústria, quer como empregados de outros industriais, eles foram dando â industria da pesca a maior tenacidade e desenvolvimento, sem necessidade de quaisquer auxílios dos governos, que apenas se limitaram á isenção de direitos para o fio e linhos de pesca. Além destas, uma emigração portuguesa de madeirenses se fez para Moçâmedes, contribuindo também, com o seu trabalho para o desenvolvimento da pesca. Eles fixaram-se quase que exclusivamente numa parte da baía de Moçâmedes, na Torre do Tombo, e dedicam-se principalmente à pesca à linha e, nos últimos anos, à da albacora, também â linha, como nos mares do Funchal, pois esta espécie, a costa de Moçâmedes muito raramente aparece nas armações. O peixe pescado na costa de Moçâmedes era, na sua quase totalidade salgado e seco, "vendido em malas ou volume de trinta quilos, emaladas e cosidas com mateba. e destinava-se à alimentação de indígenas. As quantidades e valores, exportados desde 1861 a 1920, constam de quadro próprio que pode ser visto aqui 1).
Mas avancemos no tempo, decerto
os que ali viveram ouviram falar de uma fábrica de
grandes proporções para a época, de capitais noruegueses, que ali se
instalou, no início do século XX, com seus barcos de pesca dedicados à
captura de baleias.
A caça à baleia XIV teria sido iniciada em princípios do século XV, no golfo da Gasconha, por pescadores idos da Bretanha e das Vascongadas, em perseguição dos gigantescos mamíferos, que acabaram por fugir para as costas de Portugal e da Espanha, e daí para os mares da América do Norte. Era então a França era nessa a maior potência marinheira do mundo, mas por volta de 1870, a liderança passou a caber à Inglaterra, seguida da Noruega e da América, que ganharam prioridade na matança de baleias, que se faziam desde a Geórgia do Sul à África Equatorial. Em 1910 a matança de baleias tomou grandes proporções, até que em 1914 se procurou legislar o extermínio destes animais através de acordos internacionais, com regulamentos severos, protetores da espécie, que obrigavam os industriais ao aproveitamento dos despojos, mas todas estes esforços acabaram por perder o interesse com a deflagração da Guerra de 1914-1918.
Foi por esta altura que, face às grandes necessidades de matéria gorda em todo o mundo, a Noruega resolveu organizar frotas para caça aos cetáceos no Artico, e é dessa época a instalação na Praia Amélia, a 6 km a sul do centro da cidade de Moçâmedes (Namibe), para onde a Knut Knut & Sons OAS, fez desviar uma flotilha, e fundou uma fábrica de óleos e guanos de grandes proporções para a época, dedicada à industrialização da carne e da gordura de óleos e guanos de cetáceos (baleias, cachalotes, golfinhos), que a sua frota abatia. Enquanto a captura dos cetáceos se fazia em zonas marítimas limitadas, as instalações fabris eram construidas em terra, porém, com a necessidade de caçar mais longe, uma vez que os cetáceos afugentados da costa com a perseguição que lhes era feita se desviavam para outras zonas, houve que adoptar navios-fábrica , onde se realizava todo o trabalho de transformação dos despojos, desde os óleos aos torteaux alimentares. Foi então que os noruegueses instalados na Praia Amélia resolveram abandonar a fábrica, e servindo-se dos navios da flotilha levaram consigo toda a produção da caça aos cetáceos feita em águas angolanas. E como não tinham pago os direitos aduaneiros atribuídos a esses produtos, foi posto em almoeda todo o recheio daquelas instalações fabris.
Enquanto os noruegueses ali trabalhavam praticavam desporto e muitos deles eram exímios jogadores de futebol. Reforçaram os times da terra (em especial o do Ginásio Clube da Torre do Tombo, findado em 1919), que beneficiaram da boa técnica desses atletas nórdicos, dotados de experiência e dos mais avançados métodos de preparação física e táctica. Por outro lado, entregavam-se ao folguedo, com exuberância nas noites dos sábados, distribuindo-se pelas tabernas citadinas, ébrios e truculentos. Tocadores excepcionais de concertina, cantavam em côro, canções do seu país, e punham em alvoroço a pacata gente do pequeno e silencioso. As instalações encerraram, mas os noruegueses que ali trabalhavam marcaram para sempre uma época em Moçâmedes. Partiram e não voltaram. As gentes pacíficas da terra não perderam as esperanças de um breve regresso. Mas em vão. Ficaram as saudades que uma abrupta partida originou. Também permaneceram memórias desses tempo romântico nas ossadas desses grandes animais espalhadas por todo o litoral, especialmente pela «Praia das Conchas».
A caça à baleia XIV teria sido iniciada em princípios do século XV, no golfo da Gasconha, por pescadores idos da Bretanha e das Vascongadas, em perseguição dos gigantescos mamíferos, que acabaram por fugir para as costas de Portugal e da Espanha, e daí para os mares da América do Norte. Era então a França era nessa a maior potência marinheira do mundo, mas por volta de 1870, a liderança passou a caber à Inglaterra, seguida da Noruega e da América, que ganharam prioridade na matança de baleias, que se faziam desde a Geórgia do Sul à África Equatorial. Em 1910 a matança de baleias tomou grandes proporções, até que em 1914 se procurou legislar o extermínio destes animais através de acordos internacionais, com regulamentos severos, protetores da espécie, que obrigavam os industriais ao aproveitamento dos despojos, mas todas estes esforços acabaram por perder o interesse com a deflagração da Guerra de 1914-1918.
Foi por esta altura que, face às grandes necessidades de matéria gorda em todo o mundo, a Noruega resolveu organizar frotas para caça aos cetáceos no Artico, e é dessa época a instalação na Praia Amélia, a 6 km a sul do centro da cidade de Moçâmedes (Namibe), para onde a Knut Knut & Sons OAS, fez desviar uma flotilha, e fundou uma fábrica de óleos e guanos de grandes proporções para a época, dedicada à industrialização da carne e da gordura de óleos e guanos de cetáceos (baleias, cachalotes, golfinhos), que a sua frota abatia. Enquanto a captura dos cetáceos se fazia em zonas marítimas limitadas, as instalações fabris eram construidas em terra, porém, com a necessidade de caçar mais longe, uma vez que os cetáceos afugentados da costa com a perseguição que lhes era feita se desviavam para outras zonas, houve que adoptar navios-fábrica , onde se realizava todo o trabalho de transformação dos despojos, desde os óleos aos torteaux alimentares. Foi então que os noruegueses instalados na Praia Amélia resolveram abandonar a fábrica, e servindo-se dos navios da flotilha levaram consigo toda a produção da caça aos cetáceos feita em águas angolanas. E como não tinham pago os direitos aduaneiros atribuídos a esses produtos, foi posto em almoeda todo o recheio daquelas instalações fabris.
Enquanto os noruegueses ali trabalhavam praticavam desporto e muitos deles eram exímios jogadores de futebol. Reforçaram os times da terra (em especial o do Ginásio Clube da Torre do Tombo, findado em 1919), que beneficiaram da boa técnica desses atletas nórdicos, dotados de experiência e dos mais avançados métodos de preparação física e táctica. Por outro lado, entregavam-se ao folguedo, com exuberância nas noites dos sábados, distribuindo-se pelas tabernas citadinas, ébrios e truculentos. Tocadores excepcionais de concertina, cantavam em côro, canções do seu país, e punham em alvoroço a pacata gente do pequeno e silencioso. As instalações encerraram, mas os noruegueses que ali trabalhavam marcaram para sempre uma época em Moçâmedes. Partiram e não voltaram. As gentes pacíficas da terra não perderam as esperanças de um breve regresso. Mas em vão. Ficaram as saudades que uma abrupta partida originou. Também permaneceram memórias desses tempo romântico nas ossadas desses grandes animais espalhadas por todo o litoral, especialmente pela «Praia das Conchas».
Anos mais tarde, em 1936, utilizando os navios da flotilha, navios caçadores dessa mesma empresa começaram sulcando o Atlântico Sul, desde o Ilhéu das Rolas a Porto Alexandre, abatendo baleias e levando-as para o navio-fábrica, onde faziam a industrialização de toda a sua produção. Inclusivamente os armadores da pesca da baleia (maioritariamente noruegueses ou representados por portugueses que eram os seus “testas de ponte”) viam os seus interesses abalados por uma sobre-pesca, ou haviam já introduzido navios-fábrica que evitavam as instalações industriais em terra e o pagamento de licenças e/ou impostos ao governo português.
A PRAIA AMÉLIA E OS MOMENTOS DE LAZER DA POPULAÇÃO DE MOÇÂMEDES: O TEMPO DOS BANHOS, DA PESCA DESPORTIVA E DAS ALMOÇARADAS NA PRAIA AMÉLIA
O tempo das almoçaradas na Praia Amélia, nos anos 1950. Foto cedida por Olimpia Aquino.
No decurso de um almoço na Praia Amélia, década de 1950. Conhecemos aqui as basquetebolistas do Ginásio da Torre do Tombo, na época Helena Gomes , Celísia Calão e Lurdes Sena. Ao fundo reconheço Zeca Ilha
A pescaria de João Duarte situada mais a sul da Praia Amélia, a dar para a zona funda da praia de banhos, junto da ponte, (zona que permitia a atracagem de traineiras e de barcos de certo calado), para além da grande contribuição para o desenvolvimento de Moçâmedes, era a pescaria ideal para onde aos domingos pela manhã, no Verão, se deslocavam familiares e amigos para ali passarem o dia em ameno convívio e confraternização, quer tomando banhos de mar na zona funda mais próxima da ponte, quer na mais afastada, sem fundão, mas com altas ondas, que se fosse hoje em dia dava para a prática do windsurf. Outros preferiam a pesca à linha do cimo da ponte, ou em pequenos botes a remos (chatas), junto ao canal, caça submarina, pesca desportiva, etc. Eram encontros que tinham o seu ponto alto à hora do almoço, quase sempre uma caldeirada de peixe feita mesmo ali por baixo do telheiro da pescaria, lado a lado com os tanques de salga do pescado. As famílias carregavam consigo frutas e doces refrigerantes, bebidas, toalhas, guardanapos, louças, copos, talheres, etc. Cozinhavam ali mesmo sobre pedras e carvão, ou utilizando um fogão a petróleo desses que foram vedeta antes do surgimento dos fogões a gás. Estes passeios já vinham de um tempo em que os veículos automóveis em Moçâmedes eram inexistentes, e as deslocações para a Praia Amélia se faziam em baleeiras à vela, a partir de uma das várias pontes das antigas pescarias da Torre do Tombo, as que ficavam mais à mão, ou da velha ponte de embarque/desembarque da Praia das Miragens, para os moradores da baixa da cidade.
Foto cedida por Antonieta Bagarrão. Em 1949 na Praia Amélia para uma banhoca. São Antonieta, Eduarda, M. Emilia, Lala, ?, Rui Bauleth e Pessanha. Embx: Carequeja, Elizabete Pessanha
A Praia Amélia era a alternativa mais próxima, à Praia das Miragens, no centro da cidade, aquela que oferecia uma maior variedade de diversões, uma vez que para além dos banhos, ali se podia pescar e até fazer as já citadas almoçaradas em agradável e alegre convívio, uma prática que perdurou forte, pelo menos até meados dos anos 1950, e foi desvanecendo com o aumento populacional e as novas e diversificadas ofertas ao lazer das populações a partir dos anos 1960, a década em que tudo mudou. Esta década foi também a do início das "Festas do Mar" e a do "boom" populacional em Angola de que Moçâmedes beneficiou.
O modelo dos fatos de banho das raparigas, com uma espécie de saia à frente, e bastante subidos no peito denunciam a época. Talvez não tanto nas colónias de África, mas na Metrópole e no quadro do Estado Novo, as exigências e as probições eram enormes nesta década. O que se sabe, aliás, é que em 1941, com a entrada em Portugal de refugiados da 2ª Grande Guerra, estes pouco habituados aos pudores nacionais, iam para as praias do Estoril exibir seus corpos, daí terem sido publicadas regras sobre o uso e venda de fatos de banho, e estabelecido um sistema de fiscalização e sanções a aplicar aos transgressores, cabendo aos cabos do mar fiscalizar o seu estrito cumprimento. É claro que com a entrada e o desenrolar da década de 1950 já nada era assim. O sopro da modernidade veio acompanhado do bikini fez a sua aparição em finais dos anos 50, de início como que desafiando uma velha ordem retrógada, beata e caduca!. Diz-se que nas colónias a moda do biquini avançou mais rápida que ma Metrópole .
Finais
da década de 1940, Maria Emília Ramos conduzindo uma motorizada em
plena areia da praia, na Praia Amélia. Algo inédito na época, uma mulher conduzindo uma motorizada! Ao fundo, à direita, os giraus ou tarimbas para a
secagem do peixe, e à esquerda, as instalações de João Duarte. Foto
decida por Antonieta Bagarrão.
Um passeio de bicicleta à Praia Amélia. Atrás as casas dos empregados
da pescaria de João Duarte, 1953. São da esq. para a dt: Carlos Jardim, Mário Cruz, Tolentino Ganho, Rui Coelho Oliveira , Arménio Jardim e Álvaro Jardim. Foto do meu álbum.

Na ponte da Praia Amélia, pescaria de João Duarte, com familiares e amigos do proprietário: ?, Guida, Embx: Ildete, Lala, Guida e Ricardina. Foto cedida por Ricardina Lisboa
A
pescaria de João Duarte servia também de base para concursos de pesca
desportiva por ocasião das "Festas do Mar" e de outras festas da cidade que as antecederam,
enquanto a ponte era invadida por uma multidão de espectadores, gente de
ambos os sexos e de várias idades, interessadas na modalidade.
Nídia e Arménio na ponte da pescaria de João Duarte, em dia de Concursos de Pesca Desportiva e caça submarina na Praia Amélia. Foto do meu álbum.
Arménio e Eduardo Braz na ponte da pescaria de João Duarte. Do meu álbum.
Pesca Desportiva
Pesca Desportiva
Pesca Desportiva
John Pereira exibe o seu troféu de caça submarina
A PRAIA AMÉLIA. AS PESCARIAS DE JOÃO DUARTE E DO VENÂNCIO
Em meados do século XX duas grandes empresas dedicadas à indústria pesqueira brilhavam na PRAIA AMÉLIA, a de Venâncio Guimarães e a de João Duarte, ambas ligadas, respectivamente, à fabricação de conservas de peixe e à fabricação de guanos, que deram a sua grande contribuição para o avanço do Distrito.
Uma parte das instalações da pescaria de João Duarte que já fazia parte integrante da paisagem!
Este
telheiro era o "cartaz" que nos remetia de
imediato para Praia Amélia naqueles tempos em que a colonização como que
inesperadamente chegara ao fim. Hoje não existe, como não existem as pescarias.
Na praia trabalhadores europeus e africanos lavando as redes. Ao fundo, a ponte da pescaria de João Duarte. Mais ao fundo, as instalações da Pescaria de Venâncio Guimarães. Foto Salvador
A traineira "Maria Margarida"
A traineira "Maria Margarida"
A fartura do pescado
Traineira de João Duarte. Foto da família Duarte
A labuta da pesca. Os contratados.
A labuta da pesca. Os contratados.
A labuta da pesca. Preparando o peixe: contratados, quimbares e pescadores algarvios... Eraneste espaço enquando desactivado, que aos domingos as pessoas faziam os seus almoços e confraternizavam
A Capela da Praia Amélia
A determinada altura, por volta dos anos 1950, João Duarte mandou construir na Praia Amélia esta CAPELA, para a qual importou da Metrópole uma imagem da Santa da sua devoção, e onde se tiveram lugar ao longo de 2 décadas cerimónias religiosas, para além de baptizados e de casamentos. Eram geralmente baptizados e
casamentos ligados à familia de João Duarte. A capela da Praia Amélia foi o que escapou à voragem das demolições
que tiveram lugar há uns anos atrás, e que se desenrolaram num abrir e fechar de olhos...
Pesquisa e texto de
MariaNJardim
(1) http://hemerotecadigital.cm-lisboa.pt/Periodicos/GazetadasColonias/N27_28/N27_28_master/N27_28.pdf



























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