
resolvemos abordar aqui,
Em Moçâmedes, Joaquim Bernardo Cardoso Botelho da Costa , o 1º visconde de Giraúl casou, em cerimónia ocorrida na cidade de Moçâmedes, na Igreja de Santo Adrião, em 28 de Setembro de 1895, com Amélia do Carmo Torres Bstos, natural de Moçâmedes, onde nasceu em 6 de Março de 1872, filha de Manuel José Alves Bastos e de Amélia Torres Bastos, a célebre viuva Bastos, participantes da segunda colónia ida do Brasil (Pernambuco), em 1850. E ra neta materna de Manuel Joaquim Torres (09-04-1813) e de Maria José da Costa Torres (Açores, S. Miguel, 1827+24.07.1912). Amélia do Carmo Torres Bastos, em Moçâmedes foi também baptizada e ali faleceu a 12 de Abril de 1896, repousando seus restos mortais em mausoléu no Cemitério de Moçâmedes (Namibe).
Manuel José Alves Bastos, um dos componentes da primeira colónia chegada a Moçâmedes em 1849, vinda de Pernambuco, Brasil, em consequência da perseguições aos portugueses que se negavam em abdicar da sua nacionalidade, e se estabeleceu na região, onde foi comerciante e proprietário e se dedicou ao comércio de marfim e do gado, às actividades agrícola com plantações e também à pesca e à exploração de salinas. Com João Duarte de Almeida, eram os dois homens mais ricos da região, na época. Repousa em jazigo de Família, no cemitério de Moçâmedes.
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Foi um militar, engenheiro, professor e ferroviário português. Matriculou-se em 1914 no Instituto Superior Técnico da Universidade Técnica de Lisboa e, em 1917, com o Curso Geral do referido Instituto, assentou praça no Corpo de Alunos da Armada e foi promovido a Aspirante de Marinha em Outubro do mesmo ano e a Guarda-Marinha em 1921, ano em que seguiu, a bordo do cruzador Carvalho Araújo, para Macau, viagem que, por ordem do governo, foi interrompida em Porto Said, em razão do movimento revolucionário de 19 de Outubro. Regressando a Lisboa, retirou-se do serviço da Armada, e em 1922 matriculou-se novamente no Instituto Superior Técnico, onde completou o curso de Engenharia Civil, em 1925. Entrou como Engenheiro Praticante na Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses em 1926 e, ao mesmo tempo, foi Assistente Interino das Cadeiras de Caminhos de Ferro e de Estradas do IST, no impedimento do Efetivo, lugar de que pediu a demissão em 1928. Foi nomeado Engenheiro-Ajudante em 1928, Engenheiro-Adjunto em 1930, Subchefe em 1937 e Engenheiro-Chefe da Divisão de Exploração em 1943. Foi também Assistente do Instituto Comercial de Lisboa em 1930 e seu Professor Interino, e Professor do Instituto Industrial de Lisboa. Publicou vários trabalhos. Usou o título de 2.º Visconde de Giraúl por Autorização de D. Manuel II de Portugal no exílio de data desconhecida. Casamento e descendência: Casou em Lisboa a 30 de Janeiro de 1922 com Maria da Luz Poças Falcão Bicudo Correia (Ponta Delgada - ?), filha de Francisco Manuel Raposo Poças Falcão Bicudo Correia (filho de Francisco Manuel Raposo Bicudo Correia) e de sua mulher Ângela Maria Dias, da qual teve cinco filhos e filhas. https://pt.wikipedia.org/wiki/Manuel_Alves_Bastos_Botelho_da_Costa |
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Gostei muito deste artigo, não sabia que o meu avô Manuel também era "açoriano" da parte da mãe. Só sabia que casou com a minha Avó Maria da Luz Fisher Breco Poças Falcão Bicudo Correia Botelho da Costa de São Miguel e uma fortuna de São Miguel. O meu pai foi o filho mais velho - Guilherme Poças Falcão Bicudo Correia Botelho da Costa, 3º Visconde, embora se orgulhasse mais da sua profissão de Economista e um grande homem e muito humano. Ainda sinto saudades dele pois foi um privilégio ser sua filha, no sentido em que nessa época conturbada do 25 de abril não havia privilégios nem fortunas e nunca se queixou e refez a vida e singrou pelo seu sacrifício de trabalho e agradecia sempre a Deus. O meu irmão com o mesmo nome o 4º Visconde. Bem Haja!
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