Aqui procurarei depositar retalhos de Estórias e da História de Mossâmedes (Moçâmedes, actual Namibe), uns, resgatados às páginas de antigos livros e documentos retirados das prateleiras de alfarrabistas, ou rebuscados no interior de bibliotecas, reais e virtuais... e ainda outros, fundados em testemunhos de vivos e experiências vividas. Porque é nas estórias e na História, naquilo que de melhor ou pior aconteceu, que devemos, todos, portugueses e angolanos, europeus e africanos, buscar ensinamentos, para que, não repetindo os erros do passado, sejamos capazes de nos relançar e progredir no futuro, enquanto pessoas e cidadãos. Citando o Padre Ruela Pombo (*): "Os mortos guiam os vivos!... É verdade: sem freio nem chicote...O passado impõe-se ao presente, e garante o futuro.O homem egoísta é inimigo do verdadeiro Progresso e prejudicial à Sociedade. É esta a minha ...ilusão!"



(*) in
“Paulo Dias de Novais e a Fundação de Luanda – 350 anos depois...”, 2 de Dezembro de 1926 – Arquivo Histórico Ultramarino, Lisboa, Portugal












sábado, 22 de setembro de 2012

Relembrar a canhoneira Limpopo - David e Golias.



  Transcreve-se:

"....Quando a 6 de Dezembro 1904, pelos 8 horas da manhã, os japoneses chegam por fim ao cimo da colina 203 para iniciarem logo no dia seguinte o bombardeamento e destruição final dos restos da esquadra russa do Pacífico, a primeira divisão da nova esquadra russa do Báltico entrava na Baía dos Tigres em Angola onde se encontrava a canhoneira portuguesa Limpopo sob o comando do tenente Silva Pereira, que, de imediato se dirigiu ao couraçado Kniaz Suvarov para interpelar o almirante-comandante da esquadra Rozhestvenski aí embarcado, dizendo-lhe que estava em águas portuguesas.

O almirante russo negou tal facto, pois estaria é certo na Baía dos Tigres, mas a mais de três milhas da costa. O oficial português respondeu que as águas nacionais começavam na linha que unia os extremos da baía. Após uma longa pausa, o almirante russo pediu 24 horas de permanência de acordo com as cláusulas do Direito Internacional, o que lhe foi concedido pelo tenente Silva Pereira, como escreveu no seu relatório. 
 
Para o historiador alemão Frank Thiess, a pequena canhoneira Limpopo terá levantado ferro e navegado para Moçamedes onde estaria o cruzador britânico Barroso. Para o comandante J. Bouteille de um navio mercante não russo que integrava a esquadra russa, a Limpopo terá ameaçado disparar contra a poderosa 1ª Divisão russa se permanecesse em águas portuguesas mais de 24 horas.
Que grande coragem e sentido do dever. Um canhoneira de um lado e uma poderosa esquadra. (continua...)

Ver mais aqui:
https://naval.blogs.sapo.pt/tag/batalha+de+tsushima

Aqui o autor - Dieter Dellinger - ex-redator da Revista de Marinha - dedica-se à História Náutica, aos Navios e Marinha e apresenta o seu livro "Um Século de Guerra no Mar"

1 http://lagosmilitar.blogspot.pt/2010_03_01_archive.html
2 http://naval.blogs.sapo.pt/31355.html

 
 

 

G
M
T
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3 comentários:

  1. Onde se lê " tenente Silva Pereira" deve ter-se "Primeiro--enente João Carlos da Silva Nogueira" que, pelo acto, veio a ser condecorado pelo Imperador do Japão, mais tarde, numa visita do Senhor Contra-Almirante ao Japão. Faço esta correcção por ser casado com uma das suas netas; e conhecer a história. Deve-se consultar a Revista da Marinha; ou fazer uma visita ao Museu da Marinha.

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  2. https://www.marinha.pt/conteudos_externos/Revista_Armada/2011/448/files/basic-html/page35.html
    Para documentar. Le-se 1° Tenente Silva Nogueira ... e mais umas entrelinhas, conforme meu comentário de ontem. Cumprimentos.

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  3. Para confirmar o meu comentário de ontem, segue página da Revista da Armada - trata-se do 1° Tenente Silva Nogueira - e não Silva Pereira - que foi agraciado pelo Imperador do Japão, já então Contra-Almirante. Segue o URL onde há alguma confusão no texto de mistura de características da Limpopo com o acto da Baía dos Tigres em 1904.
    https://www.marinha.pt/conteudos_externos/Revista_Armada/2011/448/files/basic-html/page35.html

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